Rumo a regulamentação de nosso cargo!!!

Mesmo após a LDB/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e o PNE/2001 (Plano Nacional de Educação), quando as creches deixaram de ter um caráter assistencialista e passaram a ser consideradas a primeira etapa da educação básica, onde quem trabalha em contato diretamente com as crianças é o professor e necessita ter a formação mínima em nível médio na modalidade normal para estar em sala de aula, muitos municípios continuaram a fazer concursos com a exigência de apenas nível fundamental ou médio, com nomenclaturas como auxiliar de recreação, berçário, auxiliar de creche, pajem, entre outras até os dias de hoje e como resultado disso exercemos atividades de docente, pois as creches de fato fazem todo o trabalho pedagógico, porém temos salários e direitos bem inferiores aos dos professores, mesmo tento a qualificação exigida por lei.

Convocamos aos ainda erroneamente chamados auxiliares, pajens, monitores, entre outras denominações a caminhar pela criação de nossa verdadeira identidade que é a de Professor de Educação Infantil, em muitos municípios profissionais como nós já conquistaram seus direitos agora é a nossa vez.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

DESCASO,DESVALORIZAÇÃO, ENFRAQUECIMENTO...UFA! TÁ DIFÍCIL TRABALHAR COM A EDUCAÇÃO INFANTIL.

Recebemos este comentário na postagem "ENQUADRAMENTO DOS AUXILIARES DE IPORÁ É QUESTÃO DE TEMPO":

Anônimo disse...

"Queremos ser valorizadas não só na questão financeira, mas também quanto à nossa profissão. Fazemos uma grande diferença na vida das crianças em parceria com a família e sociedade. O nosso papel é de ampliar o desenvolvimento da criança para a cidadania, envolvendo conhecimentos, atitudes, habilidades, valores e pensamentos. Para a prefeitura seria uma grande vantagem aproveitar pessoas capacitadas e habilitadas, o enquadramento vai beneficiar o cofre público da nossa cidade, ou invés de contratar novos funcionários. Se isso acontecer será um momento histórico para luta dos educadores, em nossa cidade. A formação das recreadoras para e educação é um direito dos próprios professores e ao mesmo tempo das crianças. Para a reflexão de uma visão educacional sobre a formação, precisamos pensar sobre algumas questões entre elas os profissionais habilitados para o magistério e que atuam efetivamente como docentes na Educação Infantil, entretanto, ocupam cargos e desempenham funções formalmente fora da carreira do magistério, recebendo denominações diversas da de Professor. No entanto, com a formação pedagógica adequada, mas que não integram regularmente a carreira de magistério, acarreta o enfraquecimento e a desvalorização dessa mesma carreira, além de não cumprir as leis vigentes.Aqui na cidade de Jaú-SP, a única resposta que temos é que nosso enquadramento está em estudo, isso acontece a mais de um ano, é uma desmoralização para nossa classe.Obrigada pelo blog, ajuda muito com dados corretos e atualizados sobre a situação de todos profissionais da educação infantil de 0 a 5 anos."



O enfraquecimento e a desvalorização com a educação infantil que o anônimo(a) se refere fica evidente nesta postagem retirada do blog FORUM DE EDUCAÇÃO DO SINDSEPRE.

"Opinião: Creches do Recife lotadas de estagiários, mas e os servidores?
O atendimento das Creches do Município do Recife está se tornando preocupante devido ao grande número de profissionais, Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI´s), Agentes administrativos (AAE), entre outros, que pediram exoneração de seus cargos buscando melhores oportunidades de trabalho.Esses estão sendo substituídos por estagiários que assumem a responsabilidade, inclusive, no atendimento às crianças de 0 a 3 anos. Percebe-se, assim, que o estagiário está deixando a condição de aprendiz para se tornar um "trabalhador de baixo custo" para a Prefeitura do Recife.

Quem acredita que "CRECHE" é uma prioridade da gestão de João da Costa? Nunca se viu "tanta aprendiz", muitas vezes "meninas de 16 anos" assumindo salas em creches! Criança precisa de atenção, de responsabilidade, de profissionalismo! E para isso é necessário a PCR valorizar os seus trabalhadores.

O Recife já avançou muito no que se refere aos materiais didáticos, a alimentação, o atendimento médico em algumas unidades, em reformas que estão em andamento... O Concurso Público realizado em 2006 também foi um avanço, pois contratou 900 profissionais da educação que hoje estão sendo efetivamente "jogados no lixo" ao desvalorizá-los e com isso, a gestão está perdendo os profissionais para outros setores e não está nem aí para a qualidade desse atendimento.

Aline Marques."

A educação neste país parece que sempre foi deixada de lado, e quando se fala de educação infantil então, o descaso se torna ainda maior, temos acima um desastroso retrato de como nossos governantes se preocupam com a educação de nossas crianças de 0 a 5 anos. Isso não acontece só em Recife mas em todo Brasil, quase a totalidade dos profissionais que atuam hoje nas creches tem um único desejo: procurar um outro emprego!

UMA VERGONHA!!!!!

7 comentários:

Anônimo disse...

Quando penso que já vi de tudo, me deparo com essa situação de Recife.É realmente uma vergonha!

Anônimo disse...

Esses governantes querem mais é que saia bastante funcionários para eles contratarem em troca de votos nas eleições, os concursados votam em quem quiser.Só no Brasil mesmo!

Rose disse...

Será que essas pessoas que estão a frente da educação infantil neste país não viram ainda que esse trabalho é muito difícil e a responsabilidade muito grande,somente quem tem muito equilíbrio consegue ficar, ainda mais com um salário tão vergonhoso.Com esse entra e sai quem perde são as crianças, que terão somente pessoas com pouca experiência trabalhando com elas.

Helô disse...

Que vergonha pra Recife, uma cidade conhecida internacionalmente mas que trata as crianças com total descaso.Lamentável!!!!!!!

Forum de Educação do SINDSEPRE disse...

Vergonha mesmo!!! Um concurso que a priori exigia em seu edital a formação em magistério, mas que através de ementa da lei alterou e estabeleceu apenas o nivel medio, visando reduzir os gastos com os profissionais da educação infantil. Até quando a educação infantil será beseada em mão de obra barata?
A luta das ADIs em Recife também é grande, está muito difícil negociar. No ano passado foram 40 dias de greve e tudo que conquistamos foi 4% de reajuste, pois usaram a crise como escudo.
Hoje estamos paralisando mais um dia para ir à luta!!! Essa luta é nacional e precisa ser UNIFICADA!! Muito bom a criação deste blog, é um verdadeiro espaço de articulação para fortalecimento da nossa categoria em busca do reconhecimento das nossas atribuições docentes!!

wanessa disse...

é vergonhosa e revoltante o tratamento que a prefeitura do recife utiliza com seus ADI´S,hoje no jornal de grande circulação divulga que é o ultimo dia de inscrição para um curso sobre tecnologia na educação para educadores,quando ligo para PCR pois não pude me escrever pelo site ouvir o seguinte comentário: o curso é apenas para educadores,sendo eles apenas os professores e as gestoras,fiquei muito indignada pois trabalho como ADI já a quase 4 anos e perco a motivação quando a prefeitura para qual eu trabalho junto a tantas pessoas nos tratam como apenas cuidadora,assistencialista,fato que não me deixa longe de ser uma cuidadora,não aguento mais tanta desvalorização, a prefeitura não investe nos seus ADI´Se fica pagando aos seus estagiarios miserias pra substituir nós e os professores de educação infantil de fato,até quando essa politica de desvalorização da educação infantil vai acontecer no recife,basta....as crianças e os profissionais da educação não merecem isso,como vou cuidar do outro ,tão necessitado em seus primeiros anos de vida se não cuidam de mim...acho que vou mudar de emprego porem não gostaria,eu queria condiçõoes justas de trabalho para todos os profissionais de educação para desempenharmos um trabalho de qualidade e contribuir ainda mais para o desenvolvimento das crianças das periferias do recife.

Professora disse...

Olá Wanessa,

É revoltante o descaso que a maioria dos municípios utiliza com a maioria dos Auxiliares do Brasil,infelizmente em se tratando de Educação Infantil o Brasil reafirma sua posição de país de terceiro mundo.Em Angra também, antes de reivindicarmos nossa valorização profissional eles nos chamavam de educadores, diziam que éramos importantes na educação das crianças, após isso, cortaram tudo!perdemos totalmente o valor.
Wanessa,assim como você muitos educadores sonham em abandonar sua função na Educação Infantil, fato este que não resolve o problemas, pois, essa rotatividade de funcionários só prejudica as criança, mas também não podemos nos sacrificar enquanto esses prefeitos incompetentes utilizam mal as verbas destinadas a valorização de profissionais, quando não desviam, como vemos nos noticiários.
Parabéns pela atitude de abrir a boca e lutar por seus direitos, se fóssemos mais unidos muitas vitórias já teríamos conquistado, o problema é a covardia de alguns