Rumo a regulamentação de nosso cargo!!!

Mesmo após a LDB/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e o PNE/2001 (Plano Nacional de Educação), quando as creches deixaram de ter um caráter assistencialista e passaram a ser consideradas a primeira etapa da educação básica, onde quem trabalha em contato diretamente com as crianças é o professor e necessita ter a formação mínima em nível médio na modalidade normal para estar em sala de aula, muitos municípios continuaram a fazer concursos com a exigência de apenas nível fundamental ou médio, com nomenclaturas como auxiliar de recreação, berçário, auxiliar de creche, pajem, entre outras até os dias de hoje e como resultado disso exercemos atividades de docente, pois as creches de fato fazem todo o trabalho pedagógico, porém temos salários e direitos bem inferiores aos dos professores, mesmo tento a qualificação exigida por lei.

Convocamos aos ainda erroneamente chamados auxiliares, pajens, monitores, entre outras denominações a caminhar pela criação de nossa verdadeira identidade que é a de Professor de Educação Infantil, em muitos municípios profissionais como nós já conquistaram seus direitos agora é a nossa vez.

domingo, 17 de janeiro de 2010

SERÁ QUE BUSCAMOS POR UMA ASCENSÃO INCONSTITUCIONAL???????

Comentário de um anônimo na postagem ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL.

“Vocês fizeram concurso para um cargo mais fácil de passar na prova e agora querem uma ascensão inconstitucional??? Assim é mole, colega: faço concurso para um cargo menos visado, mais fácil e com salário menor e, depois, brado aos quatro ventos que exerço, na verdade, atribuições de outro cargo e exijo que o Estado transponha-me para outro cargo ( com menor carga horária e maior salário ). LEIAM UM POUCO CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO E HELY LOPES MEIRELLES. Vocês só podem reivindicar equiparação salarial com um outro cargo com atribuições semelhantes. Qualquer outra coisa é INCONSTITUCIONAL. QUER GANHAR MAIS? FAÇA CONCURSO PARA ESTE CARGO!”.

“É inconstitucional toda forma de provimento derivado de cargos públicos. Quem é Docente I jamais poderá ser Docente II sem o provimento original que é o Concurso Público. Assim como quem é Auxiliar de Creche nunca será Docente I sem prestar provas ou provas e títulos para Docente I.O máximo que vocês podem reivindicar é, informalmente ( porque, formalmente, a CF88 proíbe equiparação salarial entre cargos públicos ), pedir aumento salarial para se aproximar ou igualar ao que recebe um Docente I.Agora, vocês são Auxiliares de Creche, sim.O que dizer dos Docentes I que têm curso superior e fazem Plano de Aula como o Docente II, aplicam provas como Docente II, reprovam como um Docente II também reprova e dá aula tal qual um Docente II dá?Isso não dá direito a um Docente I dizer que é Docente II. Sabe por quê?Porque o Docente I tem atribuições diferentes e quem fez prova para Docente I sabia que o salário era menor e a prova era mais fácil.Não tentem entrar pela janela que, além de não conseguirem, já estão queimando o filme de vocês desde agora.Estão insatisfeitos? Peçam aumento de salário ou façam outro concurso. Mudar de cargo numa canetada e sem fazerem prova é imoral e inconstitucional.”


Caro Docente I, assim presumo, nunca dissemos que somos Docente I, muito menos que queríamos ser, nós somos é PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL, este é um fato comprovado através de todos os documento que já expomos neste blog. Aliás como você pode ver na postagem mais abaixo as atribuições Professor de Educação Infantil é diferente das atribuições do Docente I, pois nós acumulamos a função de cuidar e não somente educamos. Nosso governo através do MEC tem conhecimento e admitem que nós somos professores. Dê uma conferida na reportagem” O PROINFANTIL: Ontem, hoje e amanhã”, da revista criança pág. 30, revista esta editada pelo MEC, esta reportagem deixa claro quem são os professores que atuam nas creches.

http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Educinf/revcrian_41.pdf

E abaixo segue um link para um Parecer do Ministério Público de Contas do Estado do Paraná que explica a diferença entre um reenquadramento e a transferência de cargo, este último sim, se configura pela inconstitucionalidade. Não queremos mudar de profissão, mas sim sermos respeitados e valorizados, como já mostramos neste blog existem municípios que já fizeram o reenquadramento, sabemos que isto é possível. SOMOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL E QUEREMOS NOSSO RECONHECIMENTO!!!!

http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:vk6zleE08q0J:www.tce.pr.gov.br/usercontrols/Arquivo.aspx%3Farquivo%3D../acervo/2009/03/3560851.pdf%26nmArquivo%3DParecer%25202596-04%2520-%2520Professor%2520leigo%2520habilitado%2520na%2520forma%2520da%2520Lei%2520n%25C2%25BA%2520942496.+%22minist%C3%A9rio+p%C3%BAblico+de+contas+do+paran%C3%A1%2Breenquadramento%22&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESgc0ZWJbDna-pYfbJxSXjp2V1RAevI_Qd4yGEI_4yx-JWZEyrFbIqlIXF7aHd2iHa81q6Fi1-Uhmamh6yEsJcuBEYyrg8KHv-po7BtXlmhTTmgxGlzocerniDjAp-N_EJ0W8qDb&sig=AHIEtbQMtzUxVwZTFQOf-xoRvsrjadAhHw

19 comentários:

Anônimo disse...

Ô anônimo que história é essa de estarmos queimando nosso filme, heim????

Anônimo disse...

HAHAHAHAHAHA, muito bom, bem feito pra esta recalcada.

Anônimo disse...

Ô anônima, provável Docente I, procure conhecer mais sobre o assunto antes dizer asneiras. Não inventamos de nossa cabeça que somos professores o MEC é quem deixa isso bem claro.

Anônimo disse...

Não somos imorais e nem queremos conquistar nada na informalidade, buscamos por um reconhecimento legal.

Anônimo disse...

Quanta maldade deste ser humano(se é que pode ser chamado assim)me parece ser uma pessoa que não entende de nada, fala as coisas sem fundamentos.Nós não queremos ser docente I e sim professor de educação infantil, é outra coisa.será que ela agora entendeu?

Salete Rosane disse...

Acho que essa luta sempre foi na legalidade... Nunca foi feito nada no "anonimato"... E outra coisa, qual o problema que essa "anônima" vê em nossa luta??? Uma vergonha isso... Vem provar mais uma vez que o ser humano se preocupa mais com as vitórias dos outros que com a sua própria!!!! Vergonha!!!!

Cris disse...

Se os docentes I acham que estão sendo lesados e que há injustiças entre os cargos docente I e docente II, tratem de se informar e buscarem caminhos para melhorar, cruzar os braços e achar que é certo como está sem se informar primeiro, só vai mantê-los no mesmo lugar. Deveríamos nos unir em prol de uma educação de qualidade e profissionais valorizados e não ficarmos nos agredindo, afinal vc falar que estamos agindo de forma imoral, aí vc pegou pesado..

Anônimo disse...

Como vocês entendem bem de Direito Administrativo, sugiro que vocês procurem os vereadores para fazerem um projeto de lei para vocês.

Professor(a) disse...

Por enquanto nossas negociações estão sendo apreciadas pela prefeitura, e esperamos que o projeto lei que irá regulamentar nosso cargo, venha do poder executivo, já que nos parece que eles tem intenção de resolver.Quanto ao conhecimento sobre direito administrativo, somos leigos, todas as informações que temos está disponível na internet ao alcance de todos, é fruto de muita boa vontade e pesquisa.

Marcia disse...

Não é inconstitucional desde o momento que ESTAMOS E SOMOS OS ÚNICOS REGENTES EM SALA e já provamos, agora mesmo que esses reclacados se incomodem, isso está a decisão da justiça, pois antiguidade é direito ao posto. Fazemos, planejamos e executamos todo o trabalho pedagógico das P.AS. que ganham em nossos lugares.

Anônimo disse...

Mesmo com a mudança de nossa nomenclatura, continuaremos a exercer as mesmas funções,continuaremos a dar banho, trocar fraldas, assim como também aplicar atividades, estimular a aprendizagem das crianças. Como diria meu falecido avô, o que nós queremos é dar nome aos bois, queremos a dignidade de nosso cargo e recebermos de acordo com a complexidade de nossas funções.

Professor(a) disse...

É isso mesmo, não queremos mudar de cargo, a natureza de nossas funções vão continuar as mesmas.

Anônimo disse...

Não entendo porque tanta aversão ao nosso reconhecimento, estou pasma! esta pessoa fala como nossa arquiinimiga, parece até que já conhece muito bem a causa.Quem será esta pessoa heim?façam suas apostas...eu posso imaginar...

Salete Rosane disse...

Uma pessoa que não tem coragem de se identificar não pode ser considerada. Temos direitos e os conhecemos, não devemos aceitar que mais uma vez a "elite" tente nos desviar de nosso caminho, que é limpo e é direito!!! "Anônimos", não merecem atenção...

Gustavo disse...

Fico revoltado quando leio algo, tal como esse comentário deste posivel docente1, que desenformado fala coisas sem sentido, pois sabemos que queremos receber apenas ao que condiz com nossas atribuiçôes, porque eles (docente 1), é quem primenro deveriam estar nos apoiando, pois ficam no máximo 1 hora e meia com ás crianças, depois deixam toda a responsabilidade para nós, então, continuemos lutando e deixando os desenformados de lado,avante classe, nós conseguiremos

Anônimo disse...

TEMOS COMO BASE O PADRÃO DE QUALIDADE DO MEC. Ñ QUEREMOS NADA NA ILEGALIDADE OH MAL AMADA (DOCENTE I)! O PRÓPRIO MEC DIZ Q ESTÁ ERRADO! SE O CONCURSO FOI FEITO ERRADO, QUE CULPA TEMOS??? SÓ RESTA A PREFEITURA SE ENQUADRAR NA LEI E REGULARIZAR O QUE ESTÁ ERRADO!
E PODE SE PREPARAR MINHA LINDA, COMPRE UM LITRO DE COCA-COLA E JÁ DEIXE NA GELADEIRA! NÃO HÁ VITÓRIA SEM LUTA E QUANDO ESSA VITÓRIA CHEGAR, VOCÊ TERÁ QUE NOS ENGOLIR!
VAMOS EM FRENTE GALERA, QUE DEUS NOS ABENÇOE!

Tati disse...

Pessoal sou AAC do RJ fiquei encantada com o blog muito bem organizado e com otimo conteúdo, considero que este espaço foi produzido para nossas trocas de esperiências certo?!!! Então não percam o foco, não liguem para essas pessoas que não conquistam nada em sua categoria e precisam menosprezar os outros. O fato é que somos sim os unicos educadores em sala e iremos conquistar esse reconhecimento se Deus assim permitir!!!!!! Beijos e vamos a luta...

Anônimo disse...

Fico feliz em ver um movimento organizado em prol da educação, esse ato valoriza a cidade.

É lamentável que pessoas ainda persistam em dividir, e não em somar forças para beneficiar as crianças desse Município.

Gostaria de pontuar que muitos profissionais que hoje estão na condição de auxiliares de berçário, ou recreação, dedicam-se e buscam conhecimento para aplicá-los, ainda mesmo que sem reconhecimento. Meus parabéns a esses profissionais.
Entretanto outros que se intitulam professores não honram o juramento que fizeram e estão estagnados no tempo, preocupando-se apenas com o “status” frente aos demais.

Aos que estão buscando esse reconhecimento, não desistam, a organização, os fatos e o embasamento na Lei justificarão o pleito.

Rodolfo

Anônimo disse...

Gostaria de saber se os municipios que valorizaram seus professores leigos estão tendo algum problema.
Ao questionar a secretaria da minha cidade, ela afirmou não ser possivel, diz que primeiro temos que ter o curso para depois nos enquadrar. Quando citei cidades como São Paulo e Piraju, ela disse que estão respondendo na justiça pois é inconstitucional.
Obrigada e Parabéns pelo blog