Rumo a regulamentação de nosso cargo!!!

Mesmo após a LDB/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e o PNE/2001 (Plano Nacional de Educação), quando as creches deixaram de ter um caráter assistencialista e passaram a ser consideradas a primeira etapa da educação básica, onde quem trabalha em contato diretamente com as crianças é o professor e necessita ter a formação mínima em nível médio na modalidade normal para estar em sala de aula, muitos municípios continuaram a fazer concursos com a exigência de apenas nível fundamental ou médio, com nomenclaturas como auxiliar de recreação, berçário, auxiliar de creche, pajem, entre outras até os dias de hoje e como resultado disso exercemos atividades de docente, pois as creches de fato fazem todo o trabalho pedagógico, porém temos salários e direitos bem inferiores aos dos professores, mesmo tento a qualificação exigida por lei.

Convocamos aos ainda erroneamente chamados auxiliares, pajens, monitores, entre outras denominações a caminhar pela criação de nossa verdadeira identidade que é a de Professor de Educação Infantil, em muitos municípios profissionais como nós já conquistaram seus direitos agora é a nossa vez.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

DESVALORIZAÇÃO + FUNÇÃO PENOSA = DESMOTIVAÇÃO

Postagem retirada do BLOG DE EDUCAÇÃO DO SINDSEPRE

"EDUCADORES DE CRECHES VALORIZADOS, ALUNOS E COMUNIDADES BEM ATENDIDAS"

A DESVALORIZAÇÃO PROVOCADA PELO NÃO RECONHECIMENTO DA FORMAÇÃO E DA FUNÇÃO PEDAGÓGICA EXERCIDA PELOS ADI´S NO ATENDIMANTO ÀS CRIANÇAS DE 0 À 3 ANOS, EM SALA DE AULA DA EDUCAÇÃO INFANTIL, JUNTAMENTE AO ACÚMULO DE PERDAS QUE A CATEGORIA TEM SOFRIDO, COMO O INCENTIVO-CRECHE CONGELADO DESDE 1990; EQUIPARAÇÃO DO DIFÍCIL ACESSO PROMETIDO E NÃO CUMPRIDO, REAJUSTE DE APENAS 4%; AUSÊNCIA DE PCC; EXCLUSÃO EM PROGRAMAS COMO BÔNUS BIENAL DOS LIVROS; NOTEBOOK; EM EVENTOS DA EDUCAÇÃO; CONEXÃO 17 (QUE PARTICIPÁVAMOS ANTES) O PLANO DE SAÚDE CADA VEZ PIOR TUDO ISSO, ATRELADO À CARGA HORÁRIA DE 8 HORAS COM CRIANÇAS, TEM GERADO DESMOTIVAÇÃO AOS TRABALHADORES E PROBLEMAS FÍSICOS, PSICOLÓGICOS, COMO ESTRESSE, DEPRESSÃO, DOR DE COLUNA, DOR DE CABEÇA, PROBLEMAS NA AUDIÇÃO, GARGANTA, ETC.

A CARGA HORÁRIA EXCESSIVA PARA O TRABALHO COM CRIANÇAS E A FALTA DE RECONHECIMENTO DO TRABALHO TEM AUMENTADO A INSATISFAÇÃO E AS DEMISSÕES DOS SERVIDORES NAS CRECHES DO RECIFE.

AO INVÉS DE TENTAR NEGOCIAR PARA MELHORAR A QUALIDADE DO TRABALHO DESTES PROFISSIONAIS E NO ATENDIMENTO OFERTADO AS CRIANÇAS, PROVENIENTE DE QUALIFICAÇÃO, FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL, NO ANO PASSADO, O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DISSE, EM MESA DE NEGOCIAÇÃO SETORIAL, QUE “FALTA DE MOTIVAÇÃO SE RESOLVE PEDINDO DEMISSÃO.”

ENTÃO EDUADORES, É ESSE O NÍVEL DE TRATAMENTO QUE OS SERVIDORES DA EDUCAÇÃO TEM AMARGADO DA GESTÃO DO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO, CLÁUDIO DUARTE.

"TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO RECONHECIDOS E SATISFEITOS, MAIS QUALIDADE PARA OS ALUNOS E COMUNIDADE ATENDIDA! "

SECRETÁRIO, VALORIZE OS SERVIDORES!!
Aline Marques

É por essas e outras que a educação infantil encontra-se do jeito que está, ou seja, em total decadência. Nestas horas nos envergonhamos de sermos brasileiras, é difícil aceitar que exista um ser humano ocupando o cargo de Secretário de Educação que possua esta linha de raciocínio.

Vamos aprender a votar direito minha gente!!!

Quando um funcionário segue os conselhos de nosso amigo secretário, como muitos já fizeram, e pede demissão, isso por acaso resolve o problema da educação infantil??? Nos parece que não, apenas resolve os problemas do funcionário.

As crianças continuam ali, necessitando de atenção, carinho, educação, cuidados...

Porém, mesmo que você seja um Super-Homem ou a Mulher Maravilha e tente dar conta do recado em condições dificeis, como citado acima, seu trabalho não é o mesmo daquele que você desempenharia se tivesse condições dignas de trabalho e valorização.

É isso aí, por mais que sabemos da importância do nosso esforço em prol do bom desenvolvimento global da criança, é humanamente impossível estarmos motivados diante de tanto descaso com nossa função, ainda mais lendo uma idiotice dita por esse Secretário de Educação que provavelmente é um dos que parou no tempo e está na era do assistencialismo.

Sabemos que problemas de saúde virão como os expostos pela nossa colega, com a carga horária que nos é imposta. Muita coisa precisa ser feita para "consertar" a educação infantil nesse país.

Está tudo errado!

7 comentários:

Anônimo disse...

Prezadas Professoras,

Tudo bem com vocês?

Como estão nas escolas novas?

Acredite, estamos torcendo por vocês.

Ética a palavra que uso para falar de vocês.

Boa Sorte.

Leitora atenta.

Anônimo disse...

A Classe dominante tem interesse no sucateamento das Creches públicas, afinal é de lá que sairão os futuros serviçais de seus filhos.

Professora disse...

Querida leitora atenta,
Graças a Deus estamos bem,apesar de sentirmos saudades dos colegas de trabalho e das crianças que chamávamos carinhosamente de "nossos filhos". Como dissemos, estamos contribuíndo para o desenvolvimento de crianças portadoras de necessidades educacionais especiais, e como já tínhamos experiência não está sendo difícil, temos certeza que ajudaremos muito essas crianças, pois, nosso intuito sempre foi de conseguir o melhor pras crianças e consequentemente sermos valorizados pelo trabalho complexo que realizamos e nunca fazermos baderna.
Agradecemos seu carinho e apoio.

Fábio disse...

Como esse blog está sendo bom pra nós auxiliares de creche!!!!é uma fonte de informações, nos dá ânimo para lutarmos.

Anônimo disse...

Eles querem mais é que a gente se dane, se ficarmos doentes eles promovem mais concursos e colocam outros escravos em nosso lugar.

Anônimo disse...

Já que ocorrem casos como os de Angra dos Reis e Rio de Janeiro em vários municipios do Brasil, por que não tornar a nossa luta NACIONAL?
Não seria mais fácil se houvesse uma regulamentação nacional?

forumdeeducaçãodosindsepre disse...

concordo, essa luta deve ganhar força nacional!!! As representações de cada estado deverão se reunir, conseguir reuniões com o MEC e fazer isso acontecer. A luta do município de recife está difícil, pois não querem discutir. J[a procuramos apoio político e o que dizem é que não existe interesse do governo nisso.
Companheiras, a pressão deve ser nacional de baixo pra cima, para que depois o MEC pressione os municípios de cima pra baixo e de uma vez só!