Rumo a regulamentação de nosso cargo!!!

Mesmo após a LDB/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e o PNE/2001 (Plano Nacional de Educação), quando as creches deixaram de ter um caráter assistencialista e passaram a ser consideradas a primeira etapa da educação básica, onde quem trabalha em contato diretamente com as crianças é o professor e necessita ter a formação mínima em nível médio na modalidade normal para estar em sala de aula, muitos municípios continuaram a fazer concursos com a exigência de apenas nível fundamental ou médio, com nomenclaturas como auxiliar de recreação, berçário, auxiliar de creche, pajem, entre outras até os dias de hoje e como resultado disso exercemos atividades de docente, pois as creches de fato fazem todo o trabalho pedagógico, porém temos salários e direitos bem inferiores aos dos professores, mesmo tento a qualificação exigida por lei.

Convocamos aos ainda erroneamente chamados auxiliares, pajens, monitores, entre outras denominações a caminhar pela criação de nossa verdadeira identidade que é a de Professor de Educação Infantil, em muitos municípios profissionais como nós já conquistaram seus direitos agora é a nossa vez.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

RESPOSTA DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA/MEC

Abaixo a resposta da Secretária de Educação Básica Maria do Pilar lacerda:


Prezadas professoras,

Eu entendo perfeitamente as colocações e posicionamento de vocês. Por outro lado, ao analisarmos a história do atendimento público às crianças pequenas no Brasil, percebemos a imensa dívida que o Estado brasileiro tem com esta faixa etária, especialmente as crianças entre 4 meses e 3 anos de idade.

Ao mesmo tempo em que as secretarias municipais de educação assumem a gestão e políticas de atendimento educacional para as crianças pequenas, é preciso um forte equilíbrio entre o que se quer e o que o orçamento público permite.

Eu era secretária de educação do município de Belo Horizonte, quando tomamos a decisão de construir creches e criar o cargo de educadores, que têm trabalho diferente do professor, só ingressam através de concursos públicos, mas têm carreira própria.


E esta difícil decisão foi tomada porque a cidade até 2004, não tinha nenhuma, e era a terceira cidade do país, repito, não tinha NENHUMA vaga pública de creche! Hoje são mais de 50 escolas infantis públicas (UMEIs), de grande qualidade, e mais de 30 em construção.


cada dia, as condições de trabalho dos educadores infantis vão melhorando, inclusive os salários; e reconhecer a especificidade do trabalho com a criança pequena é positivo principalmente para quem trabalha com a criança pequena.

O governo federal estabeleceu prioridade absoluta para a educação infantil e através de diferentes programas, temos estabelecido fortes parcerias com os municípios pára que tanto em qualidade quanto em quantidade, possamos atender cada vez mais e melhor.


O Fundeb, o Pró Infantil (mais de 20.000 professores em formação), Pró Infância (são mais de 2000 escolas infantis já em construção), edital de tecnologias para a educação infantil, avaliação do atendimento (Indique e pesquisa com BID e Fundação Carlos Chagas). Enfim, reconhecemos o problema e temos atuado fortemente para que este nível educacional tenha mais atendimento e mais qualificado.

Mas o regime federativo nos impõe limites e não podemos, constitucionalmente, interferir nas políticas dos municípios e estados brasileiros, entes federados que gozam de autonomia reconhecida na Constituição Brasileira. O que estamos fazendo é dar aos entes federados mais condições para atuarem cada dia mais e melhor.

Estou copiando esta mensagem para dirigentes da Secretaria de Educação Básica, responsáveis pela área de educação infantil, formação docente e relação com os municípios, para que eles se inteirem do assunto e possam acompanhar.

E estarei sempre disponível para ouvir e dialogar com vocês.

Cordialmente,

Maria do Pilar Lacerda

Secretária de Educação Básica/MEC




Abaixo leiam um comentário que recebemos de uma colega de Belo Horizonte, retirado da postagem:PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL CADA VEZ MAIS FORTES E UNIDOS

Marcelle Chris disse...


Em BH os professores da educação infantil recebem a nomenclatura de educador infantil. Nosso salário é cerca de 40% que dos "professores" ( que atuam no ensino fundamental). O prefeito autorizou um abono que pra mim fere os direitos dos trabalhadores: reunião remunerada fora da carga horária, da qual só participam servidores que não se ausentaram da escola ( não são aceitos atestados médicos)!!! Ou melhor, poder participar pode, mas só recebe quem trabalhou todos os dias letivos do mês anterior. E essa remuneração também é diferenciada. Educador Infantil recebe somente 2/3 do abono do professor (PI). Entretanto nossas atribuições são as mesmas, o que inclui diário de turma e tudo. Mas me questiono: diário é obrigação de professor. Segundo a PBH nós não somos professoras.


Conforme lemos na carta da Secretária de Educação Básica, temos que admitir que quando era Secretária de Educação ela além de construir creches que não existia, já exigiu o nível de escolaridade correto, tanto é verdade que a luta das educadoras em BH-MG exclui esta reivindicação.

Em Belo Horizonte, a situação está bem mais evoluída do que em todo o estado do Rio de Janeiro, pelo menos possuem o reconhecimento como educadores, porém apesar de exercerem docência, não têm os mesmo direitos dos professores, como por exemplo, o direito de coordenação em horário de trabalho.

Porém o que falar de municípios como Angra dos Reis-RJ e Rio de Janeiro-RJ, onde os ainda chamados de auxiliares estão inseridos no Plano de Carreia da Administração, entre os cargos de nível fundamental, recebendo salários correspondentes ao que o município paga aos profissionais deste nível.

Ora, se para atuar em contato direto com as crianças é necessário ter a formação mínima de magistério em nível médio, e estamos sendo qualificados através do Proinfantil, nada mais justo que nos paguem de acordo com a formação necessária, mas o que acontece é que os municípios não mudaram suas leis municipais, no que diz respeito a qualificação necessária e a nomenclatura do cargo, quando passaram as creches da ação social para educação, desta forma recrutam mão-de-obra barata, depois qualificam conforme é exigido pelo governo federal, como resultado o município possui mão-de-obra qualificada, porém barata.


A secretária Maria Pilar Lacerda também vê diferença na função do Professor e do Educador de Creche,(o comentário da Educadora Marcelle acima faz esta confirmação) em BH não existe o cargo de Professor de Educação Infantil como em São Paulo por exemplo, concordamos em parte pois, o professor de outros segmentos não dão banho, avaliam o aluno através de provas/conceitos, não levam ao banheiro etc.


Nós aqui nunca almejamos sermos professores e sim professores de Educação Infantil, são duas funções que diferem uma da outra segundo todos os documentos do MEC, na verdade lutamos pelo reconhecimento de uma função que já cumprimos, é somente uma questão de justiça!

Sabemos sobre a autonomia dos municípios, inclusive sabemos que a regulamentação de nosso cargo somente será possível de ser realizada através de uma lei municipal. Percebemos que nosso problema não é a questão da falta de orçamento, mas sim o preconceito que a categoria sofre, na qual os municípios não reconhecem o trabalho que realizamos, tudo que a prendemos com documentos do próprio MEC, além de tudo que estamos aprendo no Proinfantil é jogado no lixo por muitos municípios.

Sabemos que o ator principal na Educação Infantil é de fato a criança pequena, sabemos também da necessidade de ampliação de vagas, mas como pensar em ampliar o número de vagas nas creches, construir novas creches, se há municípios que sequer têm orçamento para remunerar seus profissionais de acordo com a complexidade do cargo?


Não há como pensar em educação de qualidade com profissionais insatisfeitos, vendo seus direitos sendo lesados, por falta de valorização, péssimas condições de trabalho e carga horária excessiva, que tem contribuído para o acometimento de várias patologias entre os Auxiliares, como problemas nas cordas vocais, audição, síndrome do pânico, stress etc. É grave a situação dos profissionais de creche.

Mais uma vez ratificamos a necessidade de estarmos escrevendo para as autoridades da educação, acreditem, mesmo que não respondam tenham certeza que leêm!

Temos o direito garantido pela Constituição Federal para buscarmos nossos objetivos, a história diz que foi assim com todas as categorias vencedoras e nós seguiremos em frente rumo a vitória!derrubaremos esse preconceito!!!ainda seremos respeitados como merecemos.

AO FIM AS CRIANÇAS TAMBÉM AGRADECERÃO...

E-MAIL ENVIADO A SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA/MEC

Quem vem acompanhando o blog da Educação Infantil sabe que estamos numa luta incansável em busca de valorização aos profissionais de Educação Infantil não só de Angra dos Reis como também em todo país.

Mais uma vez resolvemos escrever para a Secretaria de Educação Básica Maria Pilar Lacerda.
Abaixo a carta na íntegra:


Ilma. Sra. Maria do Pilar Lacerda

Peço sua atenção para a leitura deste e-mail, pois sua compreensão e ajuda poderá ser muito útil para milhares de profissionais que atuam na educação infantil no Brasil, que hoje se encontram desmotivados, explorados e perseguidos politicamente pelos gestores de nossos municípios, simplesmente pelo fato de estarmos cobrando nossos direitos, nós, que ainda hoje somos chamados de pajens, monitores, ADIs, auxiliares de creche, sofremos com a falta de informação e o preconceito que existe contra a categoria.

Iniciamos falando sobre o FUNDEF (atual FUNDEB), criado por meio da Lei n.° 9.424, de 24 de dezembro de 1996, já previa o ingresso no plano de Cargos e Salários do Magistério do professor leigo após sua habilitação sem precisar prestar um novo concurso.

Artigo 9º:

"Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão, no prazo de seis meses de vigência desta Lei, dispor de novo Plano de Carreira e remuneração do Magistério de modo a assegurar:

I - A remuneração condigna dos professores do ensino fundamental público em efetivo exercício no magistério;

II - o estímulo ao trabalho em sala de aula;

III - a melhoria da qualidade do ensino.

§ 1° Os novos planos de carreira e remuneração do magistério deverão contemplar investimentos na capacitação dos professores leigos, os quais passarão a integrar quadro em extinção, de duração de cinco anos.

§ 2° Aos professores leigos é assegurado prazo de cinco anos para a obtenção da habilitação necessária ao exercício das atividades docentes.

§ 3° A habilitação a que se refere o parágrafo anterior é condição para ingresso no quadro permanente da carreira conforme os novos planos de carreira e remuneração."

Paralelamente, a LDB/1996 incluiu as creches (educação infantil) na primeira etapa da educação básica e também passou a exigir o magistério dos profissionais que atuam na educação infantil, destacamos os seguintes artigos da LDB:

Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.

Art. 30. A educação infantil será oferecida em:

I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade;

II - pré-escolas, para as crianças de quatro a cinco anos de idade.


Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal.


Mas a LDB omitiu a questão da indissociabilidade entre o cuidar e o educar na educação infantil. Afinal o professor de educação infantil, é um professor diferenciado, que acumula a função de cuidar. Desta forma é necessário aqui abrir um parênteses no intuito de lembrar que antes das creches serem consideradas a primeira etapa da educação básica, estando inserida na Secretaria de Educação, as creches eram ligadas a Secretaria de Ação Social, desta forma os profissionais que atuam diretamente com as crianças, em geral, eram mulheres e não era exigido nenhum nível de escolaridade, sendo apenas necessário gostar de crianças para atuar na função, que possuía diversas nomenclaturas como: pajem, babá, monitora, recreacionista, auxiliar de creche,etc.).

Justamente por esta origem os profissionais de educação infantil sofrem, até hoje, tantos preconceitos, gestores de diversos municípios não aceitam que os ainda chamados auxiliares de creche, entre outras nomenclaturas, sejam considerados professores, afinal tomam por inconcebível que um profissional que realizam trabalhos como, troca de fraldas das crianças sejam chamados de professores.

Um trecho da justificativa do PL 5446/2009 do Deputado Carlos Zarattini fala a respeito deste assunto.

A esse respeito, convém esclarecer que a maior parte dos docentes e demais profissionais de creche recebiam outras denominações antes e mesmo após a promulgação da Constituição Federal de 1988, porque as creches eram consideradas como instituições de natureza assistencial e não educativas.




A transferência das creches para o sistema educacional não alterou a natureza das funções que exerciam, ao contrário, apenas reconheceu que essas instituições sempre tiveram como objetivo propiciar a primeira formação da criança, ou seja, a creche foi reconhecida como o primeiro nível educacional: a educação infantil.

Afinal os profissionais que atuavam nas creches, como hoje, passavam mais tempo com as crianças do que os próprios pais das crianças, sendo assim o desenvolvimento das crianças estavam nas mãos desses profissionais, porém de forma precária, sem conhecimento científico.




Para resolver a questão da qualificação das profissionais foi determinado pelo Plano Nacional de Educação de 2001, no que diz respeito aos objetivos e metas para a educação infantil o seguinte:


5. Estabelecer um Programa Nacional de Formação dos Profissionais de educação infantil, com a colaboração da União, Estados e Municípios, inclusive das universidades e institutos superiores de educação e organizações não-governamentais, que realize as seguintes metas:

a) que, em cinco anos, todos os dirigentes de instituições de educação infantil possuam formação apropriada em nível médio (modalidade Normal) e, em dez anos, formação de nível superior;

b) que, em cinco anos, todos os professores tenham habilitação específica de nível médio e, em dez anos, 70% tenham formação específica de nível superior.**

6. A partir da vigência deste plano, somente admitir novos profissionais na educação infantil que possuam a titulação mínima em nível médio, modalidade normal, dando-se preferência à admissão de profissionais graduados em curso específico de nível superior.


O MEC a fim de esclarecer sobre quem são os professores de educação Infantil, quais suas atribuições, enfatizando o cuidar e o educar publicou diversos documentos:

Política Nacional de Educação Infantil:

Þ A Educação Infantil deve pautar-se pela indissociabilidade entre o cuidado e a educação.

Þ Assegurar a valorização das professoras e professores de Educação Infantil, promovendo sua participação em Programas de Formação Inicial para professores em exercício, garantindo, nas redes públicas, a inclusão nos planos de cargos e salários do magistério.

Þ Admitir somente novos profissionais na Educação Infantil que possuam a titulação mínima em nível médio, modalidade Normal. Formar em nível médio, modalidade Normal, todos os professores em exercício na Educação Infantil que não possuam a formação mínima exigida por lei.

Þ Extinguir progressivamente os cargos de monitor, atendente, auxiliar, entre outros, mesmo que ocupados por profissionais concursados em outras secretarias ou na secretaria de Educação e que exercem funções docentes.

Þ Implementar o programa de formação inicial para professores em exercício na Educação Infantil (Proinfantil), incentivando a participação dos estados, dos municípios e dos docentes.


Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil vol. 2, destacamos os seguintes pontos:

Quanto às professoras, aos professores e aos demais profissionais que atuam nas instituições de Educação Infantil:

11 Os profissionais que atuam diretamente com as crianças nas instituições de Educação Infantil são professoras e professores de Educação Infantil.

11.1 A habilitação exigida para atuar na Educação Infantil é em nível superior, pedagogia ou modalidade normal, admitindo-se, como formação mínima, a modalidade normal, em nível Médio.

11.2 Professores sem a formação mínima exigida por lei que exercem funções de professora ou professor de Educação Infantil, quer sejam titulares ou auxiliares, obterão a formação exigida com o apoio da instituição onde trabalham. Caso atuem na rede pública, contarão também com o apoio dos sistemas de ensino.



Revista Criança, edição nº 41, editada e distribuída pelo MEC:

Os dados do Censo Escolar 2004 demonstram a existência de aproximadamente 40 mil professores em exercício sem a devida formação. Tal fato justifica a ação do MEC de elaborar, em regime de colaboração com estados e municípios, um Programa para formar os professores de Educação Infantil – o PROINFANTIL.

Dessa forma, todos os que atuam na docência, nas redes pública ou privada sem fins lucrativos, e que muitas vezes são chamados de monitores, pajens, recreadores ou babás são o público alvo deste Programa. Neste contexto, o Departamento de Políticas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica (SEB) iniciou as discussões para a elaboração do PROINFANTIL.


E a Política Nacional para a Educação Infantil, na página 18, faz a seguinte definição:

“Entende-se por não docentes todos os funcionários da educação que não atuam em salas de atividades com as crianças.”


Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil volume 2 (retiramos um trecho do referencial, no qual atribui ao professor a tarefa de troca de fraldas).


TROCA DE FRALDAS

A organização do ambiente e o planejamento dos cuidados e das atividades com o grupo de bebês deve permitir um contato individual mais prolongado com cada criança. Enquanto executa os procedimentos de troca, é aconselhável que o professor observe e corresponda aos sorrisos, conversas, gestos e movimentos da criança. Para evitar que esse cuidado individualizado implique num longo tempo de espera para as demais crianças, ou se torne uma rotina mecanizada, é importante considerar o número de bebês sob a responsabilidade de cada professor, a localização e as condições do local de troca e a organização do trabalho."


Destacamos também um trecho do que temos lido no Proinfantil (Programa de Formação Inicial para Professores em exercício na Educação Infantil), podemos notar que o profissional que dá banho na educação infantil denominado professor.

Módulo II unidade 2, pág.45:

“Certa vez uma professora que, ao dar banho em um bebê, falava tanto com ele que sua reação parecia ser a de evitar contato com ele. Na melhor de suas intenções, essa educadora não estava percebendo que, ao invés de lhe proporcionar uma situação agradável, estava exagerando nos estímulos.

por outro lado, foram observadas, também situações em que o banho nas crianças era dado como se a professora estivesse trabalhando numa fábrica, ensaboando, enxugando e vestindo rapidamente as crianças, sem prestar atenção às tentativas que elas faziam para interagir com ela.


Infelizmente para o enfraquecimento da educação infantil no país, a grande maioria dos municípios ignora estes documentos. O que é mais preocupante é o fato de que até mesmo pessoas como membros do Conselho Nacional de Educação desconhece a história da educação infantil e as atribuições do Professor de Educação Infantil, que acumula a função de cuidar, fato este, que pode ser percebido através de alguns pareceres o CNE emitiu sobre o assunto.

Em fim, hoje a situação dos profissionais de educação infantil no país é critica. Em poucos municípios, os antigos Auxiliares de Creche foram reconhecidos como professores, um dos municípios pioneiros nesta regulamentação foi o município de São Paulo-SP.

Existem ainda os municípios que passaram a exigir o magistério para os profissionais que atuam nas creches em contato direto com as crianças, mas não atribuiu a estes profissionais a nomenclatura de professor, adotaram nomenclaturas diversas. Como exemplo temos o município de Belo Horizonte-MG, onde os profissionais são chamados de Educadores Infantis, porém não possuem os mesmos direitos dos professores, o que acentua o preconceito e a discriminação com os docentes que atuam na educação infantil.

Por fim, a maioria dos municípios no Brasil sequer realiza concurso com a exigência de magistério. Nos dias de hoje é comum ver municípios que ainda utilizam nomenclaturas ultrapassadas (monitor, pajem,...) e com a exigência de apenas nível fundamental. Como o caso dos municípios de Angra dos Reis e Rio de Janeiro-RJ. Nestes municípios os gestores possuem a mente de que deve existir a separação do cuidar e educar e deve continuar a predominar a hierarquização dos cargos.

Desta forma preconizam que deve existir aquele profissional com baixa escolaridade que será o responsável pelos cuidados. E fazem os planos de carreiras destes profissionais com baixos salários e com atribuições focadas nos cuidados e não admitem que alguém que seja responsável pelos cuidados seja chamado de professor.

Porém o que ocorre é que estes profissionais são os responsáveis diretos pela educação das crianças, planejam e executam atividades pedagógicas, no entanto o município nomeia as atividades como o nome de “Vida Diária”, numa tentativa de mascarar o trabalho pedagógico que desempenhamos, simplesmente para não nos remunerar como merecemos.

Os municípios de Angra dos Reis e Rio de Janeiro, como tantos outros, aderiram ao Proinfantil (Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil) a fim de capacitar os Auxiliares de Creches que se encontram de forma irregular atuando diretamente em sala de aula com crianças de 0 a 5 anos e onze meses, mas negam veementemente o direito a esses profissionais de serem enquadrados efetivamente na função que cumprimos que é a de Professor de Educação Infantil, alegam inconstitucionalidade por termos prestado o concurso público com o nível fundamental completo.



A inconstitucionalidade se dá quando se muda a natureza do cargo, algo que não acontece em nosso caso, pois continuaremos executar as mesmas atribuições, cuidar e educar crianças de 0 a 5 anos. Ora, se estamos sendo capacitados através do Proinfantil, estamos em exercício atuando na Educação Infantil, cumprimos as atribuições de Professores de Educação Infantil e ao Professor leigo é garantido o ingresso na carreira do Magistério sem a necessidade de prestarmos um novo concurso, não conseguimos entender por que tanta resistência vinda da parte dos administradores municipais.



Tem secretaria de educação, como a de Angra dos Reis, pregando que o município aderiu ao Proinfantil, simplesmente para nos prestar um favor, para que no futuro venhamos a ingressar em um novo concurso público para professor, mesmo mostrando todos os documentos e a legislação a secretaria se finge de cega, isso para continuar com mão-de-obra barata, porém qualificada.

Não podemos ser culpados pela falha gritante dos gestores por não ter exigido o nível de escolaridade correto no concurso público que no caso de Angra aconteceu em 2004 e 2008, já tendo se passado muito tempo da promulgação da LDB/96 e PNE/2001.

O prefeito do Município do Rio de Janeiro, Sr. Eduardo Paes enviou para a Câmara de Vereadores um Projeto Lei para abertura de concurso público para Professor de Educação Infantil, e pede também a ampliação de vagas de Agentes Auxiliares de Creche o que muito nos indigna, então esta prefeitura continua a separar o cuidar do educar? O que significa esta separação? Haja vista que segundo todos os documentos do MEC este profissional é um só.



Por que não vimos nenhuma ação do MEC para tentar impedir tantos erros que acabam comprometendo um trabalho exaustivo realizado pelos estudiosos da educação na criação dessa gama de documentos importantes na qual nós estamos nos baseando para cobrarmos nossos direitos e principalmente comprometendo uma educação de qualidade às crianças. Os sites de concursos já anunciam os procedimentos adotados pelo município do Rio de Janeiro

Quinta-feira, 19 de agosto de 2010

SME/RJ

PL cria vagas para professor e agente auxiliar

O projeto de lei nº 701/10 cria vagas e acrescenta novas chances para a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME/RJ). Estão previstas 3.356 ofertas para professor de educação infantil e 3.682 ao cargo de agente auxiliar de creche. Após a aprovação do documento, os professores serão selecionados por meio de concurso e as vagas de agentes serão preenchidas por candidatos do concurso anterior (2007) e algumas chances serão reservadas para uma nova seleção.

Salários e atribuições - De acordo com o PL, os professores de educação infantil precisarão possuir o ensino médio e terão a carga horária de 22h semanais. Os vencimentos podem chegar a R$ 1.297,24. Os profissionais serão responsáveis por planejar, executar e avaliar, junto com os demais docentes e equipe de direção, as atividades da unidade de educação infantil e propiciar condições para o oferecimento de espaço físico e de convivência adequados à segurança, ao desenvolvimento e ao bem-estar das crianças.

Para o cargo de agente auxiliar de creche exige-se o nível fundamental. De acordo com o edital anterior (2007), os vencimentos correspondem a R$ 461, 34 com uma jornada de 40h semanais. Os servidores são responsáveis por prestar apoio e participar do planejamento, execução e avaliação das atividades sociopedagógicas.

Notícia retirada do site JC concursos:

http://jcconcursos.uol.com.br/Concursos/Concursos-Previstos/secretaria-de-educacao-professor-e-agente-29032

Esta notícia nos parece inacreditável, pois se o governo federal, estadual e municipal estão investindo na formação inicial dos professores leigos (ainda chamados de agentes auxiliares de creche), através do Proinfantil, como é possível exigir apenas nível fundamental para recrutar novos profissionais. Será que a resposta está no salário oferecido R$ 461,34?

Já o cargo de professor de educação infantil que será criado, não terá a função de cuidar. Irão colocar um profissional denominado professor nas salas de aula das creches, até às 11:30h, como acontece em Angra dos Reis, para dizer que este é o profissional responsável pelo educar, já o cuidar será tarefa dos Agentes Auxiliares de Creche (AACs). O que é uma afronta ao trabalho que os AACs desenvolvem.

Acreditamos que a indissociabilidade entre cuidar e educar na educação infantil é algo completamente viável de se colocar papel, já que esta indissociabilidade já acontece na prática, em nosso cotidiano. São Paulo-SP já conseguiu regularizar a situação dos profissionais da área, como podemos constatar, através de um edital de abertura de um concurso público, que as atribuições do professor de educação Infantil do município engliba o cuidar e o educar.

1.3 O candidato aprovado no Concurso de que trata este Edital realizará as atividades de Professor de Educação Infantil, que exigem boa saúde física, mental, equilíbrio emocional, deambulação constante, disposição para o trabalho com crianças na faixa etária entre 0 (zero) a 5 (cinco) anos, consistindo em:

a) realizar atividades recreativas e trabalhos educacionais com crianças através de jogos, brincadeiras, desenhos e colagens.

b) acompanhar e orientar as crianças durante as refeições, estimulando a aquisição de bons hábitos alimentares, auxiliando as crianças menores na ingestão de alimentos na quantidade e forma adequada, oferecer mamadeira aos bebês, tomando o devido cuidado com o regurgito.

c) cuidar, estimular e orientar as crianças na aquisição de hábitos de higiene, trocar fraldas, dar banho e escovar os dentes.

d) observar o comportamento das crianças durante o período de repouso e no desenvolvimento das atividades diárias, prestando os primeiros socorros, quando necessário e/ou relatando as ocorrências não rotineiras à Chefia Imediata, para providências subsequentes;

e) administrar medicamentos conforme prescrição médica, quando necessário, desde que solicitado pelos pais e/ou responsáveis;

f) garantir a segurança das crianças na Unidade Educacional.

g) cuidar do ambiente e dos materiais utilizados no desenvolvimento das atividades, organizando os objetos de uso pessoal das crianças.



Sabemos do empenho e da expectativa de Vsa em ajudar a promover uma educação nacional de qualidade, por conta disso vimos solicitar que seja tomada providências no sentido de não permitir que seja feita injustiças contra profissionais que já contribuíram imensamente para a educação das crianças de 0 a 5 anos e 11 meses, necessitamos de um intervenção com urgência, por conta disso solicitamos:

1) Que seja cobrado um Parecer dos órgãos competentes no sentido de esclarecer de uma vez por todas, qual a identidade e as atribuições dos profissionais ainda hoje chamados de Auxiliares, Pajens, babás, recreacionistas, Crecheiras etc.

2) Uma reunião com a Secretaria de Educação Básica, Maria Pilar Lacerda.

3) Que sejam tomadas medidas como: estipular que as verbas para a Educação Infantil somente sejam liberadas integralmente mediante a regulamentação da situação do profissional de Educação Infantil ou aumentarem as verbas para os municípios cujo a lei esteja sendo cumprida quanto aos profissionais que atuam na Educação Infantil diretamente em sala de aula.

Desde já agradecemos pela atenção e guardamos ansiosas um retorno,


Cristiane de Melo Cabral e Leomárquia Gonçalves.







quinta-feira, 19 de agosto de 2010

PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL CADA VEZ MAIS FORTES E UNIDOS!

Comentários retirados das postagens:RESENDE-RJ SINALIZA SOBRE A VALORIZAÇÃO DOS MONITORES DE CRECHE e ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL.

"Aqui no Guarujá somos chamadas de ADIs. Temos o trabalho de "cuidar" e educar, não vejo problema emfazer isso,só acredito que deveríamos ter uma carga horária menor. Aqui,trabalhamos 8 horas por dia, chegamos em casa exaustas e sempre preocupadas com o que faremos para melhorar nosso trabalho.

Alguém conhece alguma lei que diga a carga correta para professores de educação infantil? Precisamos lutar pelos nossos direitos..."

Abraços, Giselle Galotti


Olá Gisele, seja bem vinda ao Blog dos Professores de Educação Infantil,

Nós, assim como vocês aí de Guarujá-SP trabalhamos por prazer, gostamos de cuidar e educar nossas crianças, o que não achamos justo é a falta de valorização, as péssimas condições de trabalho e a carga horária excessiva que tem feito muitos Auxiliares de Creche adoecerem.


Se os professores de outros seguimentos com carga horária de quatro horas e meia reclamam que ficam exautos e com problemas de saúde, imagine nós que permanecemos dentro da sala de aula sete, oito horas por dia! Mas por conta do preconceito os gestores , que nos tratam como escravos, acham que temos que aguentar o "batente".


Não sabemos de nenhuma lei específica que regulamente a carga horária do Professor de Educação Infantil, alguns poucos municípios fizeram concurso pra este cargo mas a carga horária exigida foi maior do que a dos professores dos outros segmentos, algo inaceitável, pois já foi observado por estudiosos da educação que quanto menos idade tem a a criança, maior é desgaste do profissional, mas podemos mudar isso sabe como? União e luta! dizendo: Chega! Não! acabou! de braços cruzados as coisas ficarão como estão...



"olá sou da cidade de praia grande llitoral de são paulo e aquí também não é muto diferente.aquí o profissional que trabalha na creche é chamado de atendente de educação!ninguem merece!!!!!!!!!!!!!!!!! estamos lutando para mudar isto.o piso nacional,pagamento de hora-atividades,plano de carreira do magistério,já que dizem que não somos professores.vale notar quetodos aquí todos tem magistério e quase que toda sua totalidade tem curso de pedagogia já que é exigência do município em concurso. "


Olá anônimo(a) de Praia Grande - SP,

Falta tudo para o Profisisonal de creche, mas nomeclaturas temos com fartura:Atendente de Educação, Auxiliar de Creche,Agente Auxiliar de Creche, Auxiliar de Recreação, Recreacionista, Pajem, Monitor,Assitente de Educação Infantil, educador Infantil, crecheiro, Auxiliar de Desenvolvimento Infantil e etc.

O caso de vocês é parecido com os educadores de Belo Horizonte, pelo que entendemos o concurso público que prestaram fêz a exigência do nível de escolaridade correto, não há o que discutir, mas os administradores se recusam a admitir que o Professor de Educação Infantil merece todo respeito e igualdade com os demais professores, acham que trocar fraldas e dar banho desmerece e diminue a profissão docente.

Continue a lutar, não desanime, entre em contato com as Educadoras de Belo Horizonte MG através do blog:

http://educacaoinfantilpbh.blogspot.com/

Mande-nos seu e-mail pois temos um documento para te enviar, garantimos o anonimato.

Abraços a todos(as)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

ATENÇÃO AUXILIARES DE CRECHE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO:MANIFESTAÇÃO EM FRENTE A ALERJ

Marcia disse...
Amigos de Angra e dos demais municípios do Rio de Janeiro:

"Vamos nos organizar para juntos fazermos uma grande manifestação em frente da ALERJ antes das eleições para cobrarmos juntos do governo federal e do estadual uma posição sobre o nosso cargo com tudo que diz o proinfantil. Esse curso é assinado pelo ministro e o presidente da república. Será que a assinatura deles não vale nada? O nosso governador, assim como o nosso presidente, devem se responsabilizar por colaborar com os municípios estarem nos explorando nos formando professores sem nos aproveitar para este cargo que já estamos exercendo."

MANIFESTAÇÃO JÁ!



Bem colegas Auxiliares de Creche de todo estado do Rio de Janeiro, a luta já começou! vamos arregaçar as mangas e partirmos rumo ao nosso reconhecimento como Professores de Educação Infantil, vamos nos unir aos colegas do município do Rio de Janeiro e participarmos desta grande manifestação com data a ser confirmada, pedimos que aguardem.

Chega de exploração, vamos tirar a mordaça!


"Bem vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer..."

domingo, 8 de agosto de 2010

LIÇÕES DO PROINFANTIL:SOLUÇÕES PARA O COMPLETO BEM-ESTAR DA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL,MAS PELO JEITO, A LONGO PRAZO...

Vamos estudar mais alguns trechos dos livros do PROINFANTIL:

MÓDULO I UNIDADE 5
Pág.25

No início dos anos 90, já sob a Constituição federal de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente, que tratavam a educação da criança menor de 7 anos nos respectivos capítulos da educação, várias iniciativas foram tomadas com o objetivo de viabilizar processos de formação de educadores(as)para a primeira infância.

Em algumas cidades brasileiras, como Belo Horizonte e São Paulo, os(as) educadores(as) de creches passaram a se organizar para refletir sobre questões relativas a sua condição profissional. Lutando por reconhecimento social da atividade que exercem, procuram mostrar a importância do trabalho que desenvolvem e dos conhecimentos construídos ao longo de muitos anos de experiências.

Os(as) profissionais de creches, hoje reconhecidos como professores(as) tem procurado mostrar a abrangência de seu trabalho, que supõe um conhecimento amplo e habilidades para proporcionar à criança experiências enriquecedoras e bem-estar físico e emocional.

Em alguns municípios do Estado de São Paulo esta luta resultou na transformação do cargo de ADIs em PDIs, já em Belo Horizonte pelo que temos notícias mesmos o concurso público ter exigido a escolaridade correta, esses profissionais não possuem os mesmos direitos dos outros professores de outros segmentos. Em Angra não temos o direito de tentar mudar nossa situação, estamos sendo cercados por todos os lados, sofremos todo tipo de pressão de alguns responsáveis pela Secretaria de Educação do município, querem nos calar a todo custo, usam e abusam do poder que temporariamente tem em mãos para nos desrespeitar como cidadãos livres e democráticos.


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Grande parte dos educadores de creches e pré-escolas, assim como você, está voltando para a escola para complementar a escolaridade e adquirir formação profissional na área da educação infantil. Isto representa um outro momento da trajetória da construção do (a) profissional da educação infantil, tanto do ponto de vista dos direitos dos(as)profissionais de complementarem a escolaridade básica quanto no que se refere ao aprimoramento do trabalho com a criança.


Como podemos ler acima, não nos foi feito um "favor" oferecendo-nos o PROINFANTIL, temos o direito de termos a formação correta para atuar na Educaçãso Infantil que o nível médio normal, se nossos gestores se preocupassem realmente com a Educação Infantil diriam que este curso "veio tarde".

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A formação que você tem agora a oportunidade de realizar é, então, uma situação privilegiada. Você já possui a experiência em Educação Infantil. Nesse caso, você já vem enfrentando os inúmeros desafios que a prática coloca no seu dia-a-dia.

Já construiu, ao longo de sua experiência, saberes e formas de interpretar e agir que podem ou não coincidir com os conhecimentos teóricos que passará a estudar. As diferenças, longe de serem um problema, serão frutíferas para o conhecimento dos (as) professores(as) em processo de formação, assim como para aqueles(as) que se responsabilizam por esses cursos.

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Como já dissemos, os desafios da formação dos (as) professores(as) não serão enfrentados por setores isolados. Há um esforço próprio do (a) professor (a) nesse processo. Mas uma formação entendida em sentido amplo depende da criação de condições adequadas pelos poderes públicos, responsáveis por assegura uma educação de qualidade a todas as crianças.

Dentre as ações que dependem diretamente do poder público está, sem dúvida, a estruturação de processos formais, que ofereçam formação escolar e profissional, como este curso no qual você está participando.

Esses processos, no entanto, não são suficientes.Um dos grandes desafios da atualidade é a valorização dos (as) profissionais por meio da estruturação de carreiras nos sistemas públicos de ensino que incorporem o (a) profissional da educação Infantil, oferecendo-lhe condições de trabalho e salários compatíveis com a importância e complexidade de seu trabalho.

Este trecho parece uma piada para nós em Angra dos Reis, sabemos da responsabilidade do Governo Federal que nos oferece um excelente curso, talvez o mais completo e específico direcionado às crianças da Educação Infantil, também o Estado tem cumprido seu papel, mas o Município até hoje não fornece o transporte para os professores cursistas que ganham o salário mínimo da prefeitura e ainda tem que tirar deste mísero salário o dinheiro de passagem para frenquentarem o curso.

Muitos deles faltam as aulas por falta de condições financeiras prejudicando assim seu aprendizado, sobre alimentação é outra triste realidade, na fase das aulas quinzenais com inicío de 08:00 às 16:00h, foi fornecido a nós cursitas somente após denúncia ao MEC(mais ou menos seis meses após o início do curso)um lanche que eles chamaram de "reforçado" que durou mais ou menos dois meses, ao passar do tempo esse lanche reforçado se transformou em uma garrafa de suco, pão com calabreza e até pão com ovo.

Na fase presencial de três semanas com entrada as 17:30 e saída às 22:45 com término nesta sexta feira passada, os cursistas saíam das creches às 17:00h direto para o local do curso, pagando passagem do próprio bolso e tomando simplesmente um cafezinho com biscoito cream Cracker seco oferecido pelo município. Esta é a alimentação expressa no contrato firmado entre o Município e o Estado/Governo Federal? O que está acontecendo em Angra dos Reis? Por que esta falta de respeito com o educador da Educação Infantil que é somente uma vítima da falta de observação (para não dizer outra coisa) dos organizadores do concurso.

Quanto as ações desenvolvidas para oferecer aos educadores de creches salários compatíveis com a complexidade do cargo como citado na página 33 do livro do Proinfantil, em uma reunião que tivemos na Câmara de Vereadores para tratarmos do assunto valorização de nossa categoria, a representante da Secretaria de Educação disse que não tem como equiparar nossos salários aos dos professores, isso é completamente inviável, que era melhor fechar as creches, nesse momento uma representante da categoria tomou a palavra e disse que não há como pensar em educação de qualidade num governo que remunera mal seus profissionais de Educação Infantil.

E por falar em reunião na Câmara de vereadores, fomos convidados a comparecermos na Câmara de Vereadores no dia 07 e no dia 21/06/2010 para discutirmos sobre nossos direitos como educadores de creches, quase todos os representantes foram liberados por seus chefes imediatos com a condição de apresentarmos a declaração de comparecimento à Câmara, inclusive dia 21/06 fomos convidados através de uma carta convite formal da Comissão de Educação(exigida pela própria Secretaria de Educação), o que aconteceu? Foi descontado de todos os funcionários o tempo que permaneceram na Câmara de Vereadores representando sua categoria em seus salários, e há quem levou falta em toda sua jornada de trabalho, perdendo assim seu direito a licença prêmio e outros direitos.

Tirem suas próprias conclusões: Em Angra há democracia? podemos lutar por melhores salários???


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A profissionalização, como vimos, deve ser entendida como direito dos (as) profissionais da Educação Infantil. Nesse processo, a formação escolar e profissional é o primeiro passo. Há ainda uma longa caminhada que precisa ser percorrida coletivamente. Na sua cidade, existe algum processo de organização com os (as) profissionais de Educação Infantil? para lutar por seus direitos? Há representação de sindicato de professores(as)? Se há, qual é a participação dos (as) professores(as) da educação Infantil?

Procure se informar conversando com colegas da Educação Infantil sobre esses assuntos. A reflexão coletiva é o caminho necessário para a busca de soluções.


Sobre organização de nossa categoria, isso é impossível em Angra,os funcionários estão acuados, temerosos, se alguém questionar algo logo vem a ordem para transferência, há sempre uma reação imediata da Secretaria de Educação, como aconteceu tempos atrás onde nossa rotina foi toda modificada por conta de nossas reivindicações, fomos proibidos de confeccionar o Projeto Político Pedagógico junto aos professores, como sempre aconteceu, pois como somos nós que passamos a maior parte do tempo com as crianças, logo somos nós que sabemos qual a melhor linha de ação para criar o PPP.

Mas a história é tão confusa que apesar de não participarmos mais da elaboração dos projetos oficiais, planejamos e executamos atividades pedagógicas, só que a Secretaria de Educação chama nossas tividades pedagógicas de atividades de vida diária.

MÓDULO III UNIDADE 1
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Quanto à função social da Educação Infantil em creches e pré-escolas, esta é uma questão omitida pela LDB, embora já definida em documentos da política educacional anteriores e posteriores a LBD. Está explicito nesses documentos que a Educação Infantil deve cumprir duas funções complementares e indissociáveis: cuidar e educar.

Como exemplo dessa definição em documentos anteriores a LDB, citamos:
1- Um documento SEF/MEC intitulado Política Nacional de Educação Infantil
(Brasil, 1994.p.17):" As particularidades desta etapa de desenvolvimento exigem que a Educaçãso Infantil cumpra duas funções complementares e indissociável:cuidar e educar, complementando os cuidados e a educação realizados na família(...)".

Outro documento SEF/MEC, "Proposta Pedagógica e Currículo em Educação Infantil" que é anterior a LDB, embora, como a LDB, seja de 1996. Assim, diz este documento:"As instituições de cuidado e educação Infantil coletivas podem ser espaços privilegiados de socialização e aprendizagem para as crianças, desde que o trabalho esteja adequadamente organizado e que seja assumida a função social de educar e cuidar das crianças"(BRASIL,1996, p.17).

Posteriors à LDB, temos outros documentos que também explicitam o cuidar e o educar como dupla e indissociável função da Educação Infantil. Vejamos, como exemplo, o que diz o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil(BRASIL,2001.v.1.p.23):
-Nas últimas décadas, os debates em nível nacional e internacional apontam para a necessidade de que as instituições de educação Infantil incorporem de maneira integrada as funções de educar e cuidar, não mais diferenciando nem hierarquizando os profissionais e instituições que atuam com as crianças pequenas e/ou aqueles que trabalham com as maiores.

A educação Infantil guarda uma especificidade com relação à formação dos seus profissionais, porque:

-No caso da Educação Infantil, que abrange o atendimento às crianças de 0 a 6 anos em creches e pré-escolas, exigindo que o profissional cumpra as funções de cuidar e educar, o desafio da qualidade se apresenta com uma dimensão maior, pois é sabido que os mecanismos atuais de formação não contemplam esta dupla função. É preciso, portanto,(...)que esta formação seja orientada pelos pressupostos e diretrizes expressos na Política de Educação infantil(BARRETO,1994.p.13).

Aproveitando a omissão da LDB em citar claramente a indissociabilidade entre o cuidar/e educar na Educação Infantil, os gestores fazem-se de desentendidos e ignoram todos os outros inúmeros documentos que esclarecem que na Educação Infantil essa função é diferenciada e cumprida por um único profissional junto à criança em todos os seus aspectos, físicos, cognitivos e pscológicos.

Solange Jobim, e Souza e Kramer(1994), discutindo a formação do profissional da Educação Infantil, questionam a possibilidade de se concretizar um trabalho com a infância que seja voltado para a construção da cidadania, e também. como estudamos, voltado também para a ética e para o respeito, sem que os adultos envolvidos nesse processo também sejam considerados da mesma forma. Segundo as autoras, isso implica o entendimento de que os mecanismos de formação sejam percebidos como prática social inevitavelmente coerentes com a prática que se pretende implantar, implicando salários, planos de carreira e condições de trabalho dignas(p.54-55).

....E da mesma forma que os profissionais e as instituições de Educação Infantil-sejam elas creches ou pré-escolas- não devem ser diferenciados nem hierarquizados-nem entre si e nem com relação(às) professores(as) dos outros níveis de ensino-as crianças atendidas por essas instituições também devem ser respeitadas na sua indidualidade, mesmo na diversidade-social-cultural,étnica,afetiva,cognitiva- em toda e qualquer esfera do desenvolvimento em que essa diversidade se manifeste.

Talvez a resposta para tanto descaso e covardia sejam as declarações de profundo arrependimento pela adesão ao PROINFANTIL feitas por algumas pessoas que autorizaram a vinda do curso pra Angra.Ou seja: Como estava, estava melhor.Pra eles...


Queremos diálogo, valorização profissional e trabalhar em paz, as crianças precisam perto delas de profissionais motivados!

Como nos ensinou PAULO FREIRE:

Educação é uma prática de liberdade. Por isso jamais pode rimar com DITADURA

sábado, 7 de agosto de 2010

LIÇÕES DO PROINFANTIL: DAR BANHO É ATRIBUIÇÃO DO PROFESSOR

Retiramos este comentário da comunidade dos (AACs) Agentes Auxiliares de Creche do Rio de Janeiro:

"Acredito que não seja atribuição do prof o cuidar no sentido de dar banho, banheiro,etc. A palavra cuidar é abrangente, vc cuida quando busca compreender as necessidades pedagógicas desta criança, qdo respeita suas individualidades..... Educar e Cuidar nos transporta para uma linha tênue, mas que requer um profundo estudo para não confundir o cuidar apenas como zelar pela higiene.
Acredito que este professor trace a linha pedagógica, implemente os projetos e coloque-os em prática com o auxilio das AAC, que darão suporte nas demandas da sala."


Bem este comentário foi feito por uma professora, aliás é comum encontrar em todos os municípios onde os ainda chamados auxiliares de creche lutam por reconhecimento como professores de educação infantil, este pensamento preconceituoso e desprovido de qualquer conhecimento científico sobre o assunto, aliás há alguns docentes precisando fazer uma reciclagem e aprender um pouquinho sobre a atual concepção da educação infantil.

Bem, para responder a este comentário copiamos alguns trechos do Módulo III, unidade 1 do livros didáticos do PROINFANTIL (Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil), programa no qual auxiliares de recreação e berçário de Angra dos Reis estamos cursando:


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Estamos procurando construir uma educação de qualidade para a criança da creche e pré -escola. Dentre tantas questões implicadas nesse processo, um dos desafios e definirmos a função que a creche como a pré-escola devem desempenhar.

Qual seria o objetivo desse atendimento?


Acolher a idéia de uma dupla função contida nos termos cuidar e educar pode ser um avanço em relação às outras funções da pré-escola que surgiram nas últimas décadas, mas será que podemos compreender a relação entre educar e cuidar de uma outra maneira?

Além da compreensão de uma dupla função, uma outra visão traz a concepção de que educar engloba cuidar (KRAMER,2003:TIRIBA; 2004).Nesse sentido, não falamos de duas funções, mas na possibilidade de distinguir a função da Educação Infantil, e de todos os demais segmentos da Educação Básica, e até da educação superior, como educar, e o cuidado como parte desse processo, assim como são as interações, a relação com a cultura e tudo mais que envolve a proposta pedagógica de uma instituição, no propósito de educar as crianças, adolescentes, jovens e até adultos na sociedade em que vivemos.

Desse modo, percebemos que a relação entre cuidado e educação pode ser abordado a partir de diferentes pontos de vistas.

Para algumas instituições ou profissionais de Educação Infantil , as atividades mais ligadas aos aspectos corporais e biológicos da educação como a higiene, a alimentação, o descanso e outras são tarefas de cuidado, enquanto as tarefas que "mexem com a cabeça", como pintar, desenhar, fazer experiências em ciências ou elaborar um texto coletivo são tarefas educativas.

E, com base nessa visão muitas instituições assumem a postura de que as(os) auxiliares cuidem das crianças e os (as) professores eduquem.


Colocação como estas fortalecem a imagem da separação e não da integração corpo/mente, educar/cuidar. Além disso, essa divisão de responsabilidades promove a discriminação social entre os(as) trabalhadores(as) da educação, admitindo que alguns (algumas) deles(as) pensam e realizam trabalhos cognitivos no âmbito da educação enquanto outros (as)executam atividades manuais referentes aos cuidados.

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Não podemos cuidar das crianças sem educá-las, como também não podemos educá-las sem cuidar delas. Se temos preocupação em educá-las, é porque as crianças inspiram cuidados, evidenciando que esses dois aspectos NA EDUCAÇÃO INFANTIL, na verdade, se constituem num só, não acontecem isoladamente. Portanto, o cuidar-educar não pode ser pensado nem trabalhado de forma desagregada, desunida.
A cisão do binômio cuidar-educar é inaceitável, incompreensível, paradoxal.

Modulo I- unidade 5 - Pág. 34

¨Para relembrar":

Caro(a) professor(a),

refletir as trajetórias do (as) professores(as) de Educação Infantil é hoje um dos elementos mais importantes no processo de construção de uma Educação Infantil de qualidade. E você, que hoje participa deste processo de formação, além de contribuir para a elevação da qualidade da educação Infantil em nosso pais, resgata um direito seu: o de complementar a escolaridade básica e de realizar a formação profissional na área em que trabalha.

Alguns elementos sobre os quais refletimos nesta unidade merecem ser destacados:

-Hoje, o trabalho na Educação Infantil é reconhecido como profissão docente. Isto significa que quem trabalha com crianças de 0 a 6 anos em creches e pré-escolas é professor ou professora.

-Todos os (as)professores que atuam em creches e pré-escolas devem ter, no mínimo, a formação em nível médio normal.

-Ao longo da trajetória dos professores da Educação Infantil, havia uma "confusão" entre os papéis da educadora de creche e da mãe da criança. essa "confusão" relacionava-se com a ausência de clareza do que deveria ser a creche. Hoje, a creche é reconhecida como instituição de cuidado e educação das crianças, e seus profissionais são professores(as).

E como podemos ver o banho é um cuidado atribuído ao professor que trabalha na educação infantil, diferentemente dos professores das séries das outras etapas do ensino básico, ensino médio e superior:

MODULO II unidade 2 -pág.45

Certa vez uma professora que, ao dar banho em um bebê, falava tanto com ele que sua reação parecia ser a de evitar contato com ele.Na melhor de suas intenções, essa educadora não estava percebendo que, ao invés de lhe proporcionar uma situação agradável, estava exagerando nos estímulos.

por outro lado, foram observadas, também situações em que o banho nas crianças era dado como se a professora estivesse trabalhando numa fábrica, ensaboando, enxugando e vestindo rapidamente as crianças, sem prestar atenção às tentativas que elas faziam para interagir com ela.

Apesar do português muito claro com que este texto foi feito, existem pessoas que após sua leitura vão continuar com o mesmo pensamento, aquele de que deve continuar existindo o a figura do "auxiliar" nas creches, isso se deve por conta de duas razões principais:

O egocentrismo: Incapacidade de enxergar o ponto de vista de quem fala, além de compelir tudo o que o outro disse, sem ao menos ouvir o que ele disse realmente.

E o preconceito: estereótipo que as pessoas têm em relação a outros, conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida.

Mas o nosso maior problema não é o preconceito e o egocentrismo de um ou outro professor que necessita de uma reciclagem. Mas sim o egocentrismo e o preconceito de nossos gestores, mais compormetidos com o seus "achismos" do que com a melhoria da educação, tampando os olhos e ouvidos para todo o conhecimento apresentado.

Recapitulando:

"A cisão do binômio cuidar-educar é inaceitável, incompreensível, paradoxal."

domingo, 18 de julho de 2010

TAMBÉM ESTÁ DIFÍCIL LÁ POR MUNDO NOVO-MS

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FUNCIONÁRIAS INSASTIFEITAS COM A FALTA DE VALORIZAÇÃO disse...
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Os profissionais de Educação Infantil (monitoras de creche) do Município de Mundo Novo reivindicam sua inclusão ao estatuto do magistério, para isso é preciso fazer um breve apanhado da Legislação Brasileira no que diz respeito à educação de crianças de zero a cinco anos de idade:
- A partir da Constituição Federal de 1988, que situa a creche como direito da criança, opção da família e dever do Estado, emerge uma preocupação com a qualidade do atendimento prestado às crianças de zero a cinco anos de idade e suas famílias.
- Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, (LDB - Lei Federal 9394/96) a Educação Infantil fica regulamentada como primeira etapa da Educação Básica e as crianças adquirem o direito de serem cuidadas e educadas em creches e pré-escolas (até então, as creches tinham caráter meramente assistencialista e as crianças permaneciam nas instituições apenas para que suas mães pudessem trabalhar.)
- Com essa nova visão educativa a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu Artigo 62, estabelece que “a formação de docentes para atuar na Educação Básica far-se-á em Nível Superior, em Curso de Licenciatura Plena, em universidades reconhecidas pelo MEC, admitido como formação mínima para o exercício do Magistério na Educação Infantil e nas quatro primeiras séries do Ensino Fundamental, a oferecida em Nível Médio, na Modalidade Normal” (magistério com habilitação pré-escolar).

Sabendo que nos profissionais em educação infantil (monitores de creche) possuem a formação exigida em Lei (Magistério de quatro anos, Pedagogia e Pós-Graduação) e são supervisionados e orientados pela Secretaria Municipal de Educação, porém ainda não são reconhecidos como professores da Educação Infantil, embora desempenhem trabalho docente junto às crianças, isto é, planejam, executam o planejamento, fazem o registro em diários de classe e o registro do desenvolvimento e aprendizagem das crianças (avaliação pedagógica), participam das reuniões pedagógicas das escolas, elaboraram o regimento e , bem como participam de cursos de formação continuada e outros.

Diante dessa nova realidade, os profissionais concursados (efetivos) como monitores de creche que possuem formação específica para trabalhar com a Educação Infantil estão buscando legalmente uma forma de adequação de sua profissionalização e valorização do seu trabalho docente.Enfatiza-se que a LDB definiu a Educação Infantil como parte integrante da Educação Básica e exigiu legalmente a qualificação (escolaridade) para a atuação com as crianças de zero a cinco anos de idade.
Afinal, foi uma lei maior que exigiu qualificação e obrigou os municípios a integrar-se aos sistemas de ensino. Pode-se considerar então que os educadores são “a molas mestra” para a efetivação desta modalidade de ensino no município, pois se monitores de creche não atuassem como professor não se legitimaria a Educação Infantil.
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O que nos monitoras de creche buscamos é o reconhecimento de nosso trabalho docente e a inclusão ao estatuto do magistério, garantindo-nos os mesmo direitos que os professores de pré-escolar possuem, pois afinal de conta estamos atuando como professores na Educação Infantil no município.Sabe-se que a legalização do quadro funcional é responsabilidade de cada Município e por isso que viemos pedir a compreensão da Comissão de Educação a todos os demais vereadores de Mundo Novo para que possa criar uma Lei Municipal que possa garantir aos educadores reconhecimento, adequação e valorização profissional requerida.
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ESTE FOI TEXTO QUE FIZEMOS EM NOSSA CIDADE MAS NADA ADIANTOU,NA HORA DE TRABALHAR SOMOS PROFESSORAS,MAS QUANDO É PRA RECONHECER A NOSSA DOCÊNCIA AI SOMOS DO ADMINISTRATIVO.POR FAVOR NOS AJUDE.
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Em Angra dos Reis temos o mesmo problema, o município fecha os olhos para a legislação e a todos os documentos que apresentamos, inclusive os municípios que já reconheceram seus antigos ADIs em PDIs, e com isso municípios como os nossos seguem em frente contratando mão-de-obra barata com profissionais qualificados e sem valorização. Desta forma a situação está muito confortável para o municípios, pois mesmo estando fora da lei eles não recebem nenhum tipo de punição, acreditamos que um caminho seja a união de todos os ainda chamados auxiliares de creche em um movimento planejado em forma de paralização nacional ou cobrando do governo federal que pressione os municípios, uma boa alternativa para isso é regulamentar o repasse dos recursos do FUNDEB ao município, por exemplo: Estipular que as verbas para a educação infantil somente serão liberadas integralmente mediante a regulamentação do profissionais de educação infantil ou aumentarem as verbas para os municípios que estiverem realizado regulamentação da situação destes profissionais.
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Como vocês citaram e sabem a legalização do quadro funcional é de responsabilidade de cada município, e as eleições podem sem uma arma a nosso favor, precisamos ficar atentos e votar somente em candidatos comprometidos na regularização de nossa categoria.
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Aproveitamos para lembrar que cada um de nós tem a responsabilidade de encher a caixa postal de todas as autoridades e orgãos competentes da educação básica, não deixando de fora a Secretária de Educação Básica, Maria Pilar Lacerda e o FNDE que já estão cientes dessa situação.
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Nós mande também um e-mail, precisamos estar mantendo contato, afinal mais cedo do que imaginamos pretendemos nos encontrar, auxiliares de norte a sul do Brasil.
E-mails úteis:
Fernando Haddad
Ministro da Educação
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Maria pilar Lacerda
Secretária de Educação Básica
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Carlos Alexandre de Castro Mendonça
Procurador Chefe - FNDE

sexta-feira, 16 de julho de 2010

REVISÃO DAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

Este Parecer foi homologado em 09/12/2009 e trata da Revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, é muito importante que todos os auxiliares de creche leiam na íntegra todo o documento para que cada vez mais saiamos da ignorância para seguirmos em frente em busca do nosso reconhecimento como Professores de Educação Infantil.
Destacamos alguns trechos:

"A construção da identidade das creches e pré-escolas a partir do século XIX em nosso país insere-se no contexto da história das políticas de atendimento à infância, marcado por diferenciaçõe sem relação à classe social das crianças.

Enquanto para as mais pobres essa história foi caracterizada pela vinculação aos órgãos de assistência social, para as crianças das classes mais abastadas, outro modelo se desenvolveu no diálogo com práticas escolares.

Essa vinculação institucional diferenciada refletia uma fragmentação nas concepções sobre educação das crianças em espaços coletivos, compreendendo o cuidar como atividade meramente ligada ao corpo e destinada às crianças mais pobres, e o educar como experiênciade promoção intelectual reservada aos filhos dos grupos socialmente privilegiados.Para além dessa especificidade, predominou ainda, por muito tempo, uma política caracterizada pela ausência de investimento público e pela não profissionalização da área.

O atendimento em creches e pré-escolas como um direito social das crianças se concretizana Constituição de 1988, com o reconhecimento da Educação Infantil como dever doEstado com a Educação, processo que teve ampla participação dos movimentos comunitários, dos movimentos de mulheres, dos movimentos de redemocratização do país, além, evidentemente,das lutas dos próprios profissionais da educação.

A partir desse novo ordenamento legal, creches e pré-escolas passaram a construir nova identidade na busca de superação deposições antagônicas e fragmentadas, sejam elas assistencialistas ou pautadas em uma perspectiva preparatória a etapas posteriores de escolarização.

A Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), regulamentando esse ordenamento, introduziu uma série de inovações em relação à Educação Básica, dentre as quais, a integração das creches nos sistemas de ensino compondo, junto com as pré-escolas, a primeira etapa da Educação Básica.

Essa lei evidencia o estímulo à autonomia das unidades educacionais na organização flexível de seu currículo e a pluralidade de métodos pedagógicos, desde que assegurem aprendizagem, e reafirmou os artigos da Constituição Federal acercado atendimento em creches e pré-escolas.

Neste mesmo sentido deve-se fazer referência ao Plano Nacional de Educação (PNE),Lei nº 10.172/2001, que estabeleceu metas decenais para que no final do período de sua vigência, 2011, a oferta da Educação Infantil alcance a 50% das crianças de 0 a 3 anos e 80%das de 4 e 5 anos, metas que ainda persistem como um grande desafio a ser enfrentado pelo país.

A ampliação das matrículas, a regularização do funcionamento das instituições, a diminuição no número de docentes não-habilitados na Educação Infantil e o aumento da pressão pelo atendimento colocam novas demandas para a política de Educação Infantil, pautando questões que dizem respeito às propostas pedagógicas, aos saberes e fazeres dos professores, às práticas e projetos cotidianos desenvolvidos junto às crianças, ou seja, às questões de orientação curricular.

Também a tramitação no Congresso Nacional da proposta de Emenda Constitucional que, dentre outros pontos, amplia a obrigatoriedade na Educação Básica, reforça a exigência de novos marcos normativos na Educação Infantil.

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, de caráter mandatório, orientam a formulação de políticas, incluindo a de formação de professores e demais profissionais da Educação, e também o planejamento, desenvolvimento e avaliação pelas unidades de seu Projeto Político-Pedagógico e servem para informar as famílias das crianças matriculadas na Educação Infantil sobre as perspectivas de trabalho pedagógico que podem ocorrer.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional afirma que “a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar,na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais” (Lei nº 9.394/96,art. 1º), mas esclarece que: “Esta Lei disciplina a educação escolar que se desenvolve, predominantemente,por meio do ensino, em instituições próprias” (Lei nº 9.394/96, art. 1º, § 1º).

Em função disto, tudo o que nela se baseia e que dela decorre, como autorização de funcionamento, condições de financiamento e outros aspectos, referem-se a esse caráter institucional da educação.

Muitas famílias necessitam de atendimento para suas crianças em horário noturno, em finais de semana e em períodos esporádicos. Contudo, esse tipo de atendimento, que responde a uma demanda legítima da população, enquadra-se no âmbito de “políticas para a Infância”, devendo ser financiado, orientado e supervisionado por outras áreas, como assistência social, saúde, cultura, esportes, proteção social.

Temos notícias de municípios que cogitaram o funcionamento das creches em finais de semana, por este documento vimos que isso não é possível, é um direito das famílias, mas é uma prestação de serviço que deve ser providenciado por uma outra área que não a Secretaria de Educação, então creche não faz parte dos serviços essenciais.

O sistema de ensino define e orienta, com base em critérios pedagógicos, o calendário, horários e as demais condições para o funcionamento das creches e pré-escolas, o que não elimina o estabelecimento de mecanismos para a necessária articulação que deve haver entre a Educação e outras áreas, como a Saúde e a Assistência, a fim de que se cumpra, do ponto de vista da organização dos serviços nessas instituições, o atendimento às demandas das crianças.


Essa articulação, se necessária para outros níveis de ensino, na Educação Infantil, em função das características das crianças de zero a cinco anos de idade, se faz muitas vezes imprescindível.

As creches e pré-escolas se constituem, portanto, em estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de zero a cinco anos de idade por meio de profissionais com a formação específica legalmente determinada, a habilitação para o magistério superior ou médio, refutando assim funções de caráter meramente assistencialista, embora mantenha a obrigação de assistir às necessidades básicas de todas as crianças."

No texto acima fica claro que a creche não pode ter caráter assistencialista, pode complementar essas áreas para o bem da criança mas há distinção, creche faz parte da área educacional, o documento também cita a formação necessária para atuar na educação infantil que é o nível superior ou médio normal.

A função sociopolítica e pedagógica da Educação Infantil

Delineada essa apresentação da estrutura legal e institucional da Educação Infantil faz-se necessário refletir sobre sua função sociopolítica e pedagógica, como base de apoio das propostas pedagógica e curricular das instituições.

Considera a Lei nº 9.394/96 em seu artigo 22 que a Educação Infantil é parte integrante da Educação Básica, cujas finalidades são desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.

Essa dimensão de instituição voltada à introdução das crianças na cultura e à apropriação por elas de conhecimentos básicos requer tanto seu acolhimento quanto sua adequada interpretação em relação às crianças pequenas.

A redução das desigualdades sociais e regionais e a promoção do bem de todos (art. 3º, incisos II e IV da Constituição Federal) são compromissos a serem perseguidos pelos sistemas de ensino e pelos professores e também na Educação Infantil.

Uma definição de currículo

O currículo na Educação Infantil tem sido um campo de controvérsias e de diferentes visões de criança, de família, e de funções da creche e da pré-escola.

No Brasil nem sempre foi aceita a idéia de haver um currículo para a Educação Infantil, termo em geral associado à escolarização tal como vivida no Ensino Fundamental e Médio, sendo preferidas as expressõesprojeto pedagógico’ ou ‘proposta pedagógica’. A integração da Educação Infantil ao sistema educacional impõe à Educação Infantil trabalharcom esses conceitos,diferenciando-os e articulando-os.

A proposta pedagógica, ou projeto pedagógico, é o plano orientador das ações da instituiçãoe define as metas que se pretende para o desenvolvimento dos meninos e meninas quenela são educados e cuidados, as aprendizagens que se quer promovidas.

Na sua execução, a instituição de Educação Infantil organiza seu currículo, que pode ser entendido como as práticas educacionais organizadas em torno do conhecimento e em meio às relações sociais que se travam nos espaços institucionais, e que afetam a construção das identidades das crianças.

Por expressar o projeto pedagógico da instituição em que se desenvolve, englobando as experiências vivenciadas pela criança, o currículo se constitui um instrumento político, cultural e científico coletivamente formulado (MEC, 2009b).

O currículo da Educação Infantil é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico e tecnológico.

Tais práticas são efetivadas por meio de relações sociais que as crianças desde bem pequenas estabelecem com os professores e as outras crianças, e afetam a construção de suas identidades.

A gestão democrática da proposta curricular deve contar na sua elaboração, acompanhamento e avaliação tendo em vista o Projeto Político-Pedagógico da unidade educacional,com a participação coletiva de professoras e professores, demais profissionais da instituição,famílias, comunidade e das crianças, sempre que possível e à sua maneira.

A visão de criança: o sujeito do processo de educação

A criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que se
desenvolve nas interações, relações e práticas cotidianas a ela disponibilizadas e por ela estabelecidascom adultos e crianças de diferentes idades nos grupos e contextos culturais nos quais se insere.

Nessas condições ela faz amizades, brinca com água ou terra, faz-de-conta, deseja, aprende, observa, conversa, experimenta, questiona, constrói sentidos sobre o mundo e suas identidades pessoal e coletiva, produzindo cultura.

O período de vida atendido pela Educação Infantil caracteriza-se por marcantes aquisições:a marcha, a fala, o controle esfincteriano, a formação da imaginação e da capacidade de fazer de conta e de representar usando diferentes linguagens.

Embora nessas aquisições a dimensão orgânica da criança se faça presente, suas capacidades para discriminar cores, memorizar poemas, representar uma paisagem através de um desenho, consolar uma criança que chora etc., não são constituições universais biologicamente determinadas e esperando o momento de amadurecer.

Elas são histórica e culturalmente produzidas nas relações que estabelecem com o mundo material e social mediadas por parceiros mais experientes.

Uma atividade muito importante para a criança pequena é a brincadeira.
Brincar dá à criança oportunidade para imitar o conhecido e para construir o novo, conforme ela reconstróio cenário necessário para que sua fantasia se aproxime ou se distancie da realidade vivida, assumindo personagens e transformando objetos pelo uso que deles faz.

Também as professoras e os professores têm, na experiência conjunta com as crianças,excelente oportunidade de se desenvolverem como pessoa e como profissional.

Atividades realizadas pela professora ou professor de brincar com a criança, contar-lhe histórias, ou conversar com ela sobre uma infinidade de temas, tanto promovem o desenvolvimento da capacidade infantil de conhecer o mundo e a si mesmo, de sua auto confiança e a formação de motivos e interesses pessoais, quanto ampliam as possibilidades da professora ou professor de compreender e responder às iniciativas infantis.

Objetivos e condições para a organização curricular

As instituições de Educação Infantil devem assegurar a educação em sua integralidade,entendendo o cuidado como algo indissociável ao processo educativo.

As práticas pedagógicas devem ocorrer de modo a não fragmentar a criança nas suas possibilidades de viver experiências, na sua compreensão do mundo feita pela totalidade de seus sentidos, no conhecimento que constrói na relação intrínseca entre razão e emoção, expressão corporal e verbal, experimentação prática e elaboração conceitual.

As práticas envolvidas nos atos de alimentar-se, tomar banho, trocar fraldas e controlar os esfíncteres, na escolhado que vestir, na atenção aos riscos de adoecimento mais fácil nessa faixa etária, no âmbito da Educação Infantil, não são apenas práticas que respeitam o direito da criança de ser bem atendida nesses aspectos, como cumprimento do respeito à sua dignidade como pessoa humana.

Elas são também práticas que respeitam e atendem ao direito da criança de apropriar-se, por meio de experiências corporais, dos modos estabelecidos culturalmente de alimentação e promoção de saúde, de relação com o próprio corpo e consigo mesma, mediada pelas professoras e professores, que intencionalmente planejam e cuidam da organização dessas práticas.

A dimensão do cuidado, no seu caráter ético, é assim orientada pela perspectiva de promoção da qualidade e sustentabilidade da vida e pelo princípio do direito e da proteção integral da criança.

O cuidado, compreendido na sua dimensão necessariamente humana de lidar com questões de intimidade e afetividade, é característica não apenas da Educação Infantil, mas de todos os níveis de ensino.

Na Educação Infantil, todavia, a especificidade da criança bem pequena, que necessita do professor até adquirir autonomia para cuidar de si, expõe deforma mais evidente a relação indissociável do educar e cuidar nesse contexto.

A definição e o aperfeiçoamento dos modos como a instituição organiza essas atividades são parte integrantede sua proposta curricular e devem ser realizadas sem fragmentar ações.

Um bom planejamento das atividades educativas favorece a formação de competências para a criança aprender a cuidar de si. No entanto, na perspectiva que integra o cuidado, educar não é apenas isto.

Educar cuidando inclui acolher, garantir a segurança, mas também alimentara curiosidade, a ludicidade e a expressividade infantis.

Educar de modo indissociado do cuidar é dar condições para as crianças explorarem o ambiente de diferentes maneiras (manipulando materiais da natureza ou objetos, observando, nomeando objetos, pessoas ou situações, fazendo perguntas etc) e construírem sentidos pessoais e significados coletivos, à medida que vão se constituindo como sujeitos e se apropriando de um modo singular das formas culturais de agir, sentir e pensar.

Isso requer do professor ter sensibilidade e delicadeza no trato de cada criança, e assegurar atenção especial conforme asnecessidades que identifica nas crianças.
O número de crianças por professor deve possibilitar atenção, responsabilidade e interaçãocom as crianças e suas famílias.

Levando em consideração as características do espaçofísico e das crianças, no caso de agrupamentos com criança de mesma faixa de idade, recomenda-se a proporção de 6 a 8 crianças por professor (no caso de crianças de zero e um ano),15 crianças por professor (no caso de criança de dois e três anos) e 20 crianças por professor(nos agrupamentos de crianças de quatro e cinco anos). "

Podemos observar nesse trecho acima, e tomando como exemplo Angra dos Reis-RJ, se não somos Professores de Educação Infantil como eles afirmam, então chegamos a conclusão que: ou o documento está equivocado, ou Angra dos Reis está com um número insuficiente de professores nas atividades por criança, pois cada sala tem 25 alunos e um professor na parte da manhã, já nos berçários tem somente uma berçarista durante todo expediente, o restante dos profissionais que trabalham diretamente com as crianças são os ainda chamados auxiliares, ou esse documento nos aponta como professores?

"Programas de formação continuada dos professores e demais profissionais também integrama lista de requisitos básicos para uma Educação Infantil de qualidade. Tais programassão um direito das professoras e professoresno sentido de aprimorar sua prática e desenvolvera si e a sua identidade profissional no exercício de seu trabalho.

Eles devem dar-lhes condiçõespara refletir sobre sua prática docente cotidiana em termos pedagógicos, éticos e políticos, e tomar decisões sobre as melhores formas de mediar a aprendizagem e o desenvolvimento infantil, considerando o coletivo de crianças assim como suas singularidades.

A necessária e fundamental parceria com as famílias na Educação Infantil

A família constitui o primeiro contexto de educação e cuidado do bebê. Nela ele recebe os cuidados materiais, afetivos e cognitivos necessários a seu bem-estar, e constrói suas primeiras formas de significar o mundo.

Quando a criança passa a frequentar a Educação Infantil,é preciso refletir sobre a especificidade de cada contexto no desenvolvimento da criançae a forma de integrar as ações e projetos educacionais das famílias e das instituições.

Essa integração com a família necessita ser mantida e desenvolvida ao longo da permanência da criança na creche e pré-escola, exigência inescapável frente às características das crianças de zero a cinco anos de idade, o que cria a necessidade de diálogo para que as práticas junto às crianças não se fragmentem.

O trabalho com as famílias requer que as equipes de educadores as compreendamcomo parceiras, reconhecendo-as como criadoras de diferentes ambientes e papéis para seusmembros, que estão em constante processo de modificação de seus saberes, fazeres e valore sem relação a uma série de pontos, dentre eles o cuidado e a educação dos filhos.

O importante é acolher as diferentes formas de organização familiar e respeitar as opiniões e aspirações dos pais sobre seus filhos. Nessa perspectiva, as professoras e professores compreendem que, embora compartilhem a educação das crianças com os membros da família, exercem funções diferentes destes.

Cada família pode ver na professora ou professor alguém que lhe ajuda a pensar sobre seu próprio filho e trocar opiniões sobre como a experiência na unidade de Educação Infantil se liga a este plano.

Ao mesmo tempo, o trabalho pedagógico desenvolvido na EducaçãoInfantil pode apreender os aspectos mais salientes das culturas familiares locais para enriqueceras experiências cotidianas das crianças.

Um ponto inicial de trabalho integrado da instituição de Educação Infantil com as famílias pode ocorrer no período de adaptação e acolhimento dos novatos.

Isso se fará de modo mais produtivo se, nesse período, as professoras e professores derem oportunidade para os pais falarem sobre seus filhos e as expectativas que têm em relação ao atendimento na EducaçãoInfantil, enquanto eles informam e conversam com os pais os objetivos propostos pelo Projeto Político-Pedagógico da instituição e os meios organizados para atingi-los.

Outros pontos fundamentais do trabalho com as famílias são propiciados pela participação destas na gestão da proposta pedagógica e pelo acompanhamento partilhado do desenvolvimento da criança.


A participação dos pais junto com os professores e demais profissionais da educação nos conselhos escolares, no acompanhamento de projetos didáticos e nas atividades promovidas pela instituição possibilita agregar experiências e saberes e articular os dois contexto de desenvolvimento da criança.

Nesse processo, os pais devem ser ouvidos tanto como usuários diretos do serviço prestado como também como mais uma voz das crianças,em particular daquelas muito pequenas.

Preocupações dos professores sobre a forma como algumas crianças parecem ser tratada sem casa – descuido, violência, discriminação, superproteção e outras – devem ser discutidas com a direção de cada instituição para que formas produtivas de esclarecimento e eventuais encaminhamentos possam ser pensados.

A organização das experiências de aprendizagem na proposta curricular

A professora e o professor
necessitam articular condições de organização dos espaços,tempos, materiais e das interações nas atividades para que as crianças possam expressarsua imaginação nos gestos, no corpo, na oralidade e/ou na língua de sinais, no faz de conta, no desenho e em suas primeiras tentativas de escrita.

Cabe à professora e ao professor criar oportunidade para que a criança, no processo de elaborar sentidos pessoais, se aproprie de elementos significativos de sua cultura não como verdades absolutas, mas como elaborações dinâmicas e provisórias.

Trabalha-se com os saberes da prática que as crianças vão construindo ao mesmo tempo em que se garante a apropriação ou construção por elas de novos conhecimentos.

Para tanto, a professora e o professor observam as ações infantis, individuais e coletivas, acolhe suas perguntas e suas respostas, busca compreender o significado de sua conduta.

As propostas curriculares da Educação Infantil devem garantir que as crianças tenhamexperiências variadas com as diversas linguagens, reconhecendo que o mundo no qual estão inseridas, por força da própria cultura, é amplamente marcado por imagens, sons, falas e escritas. Nesse processo, é preciso valorizar o lúdico, as brincadeiras e as culturas infantis.

É necessário considerar que as linguagens se inter-relacionam: por exemplo, nas brincadeirascantadas a criança explora as possibilidades expressivas de seus movimentos ao mesmo tempo em que brinca com as palavras e imita certos personagens.
Quando se voltapara construir conhecimentos sobre diferentes aspectos do seu entorno, a criança elaborasuas capacidades linguísticas e cognitivas envolvidas na explicação, argumentação e outras, ao mesmo tempo em que amplia seus conhecimentos sobre o mundo e registra suas descobertas pelo desenho ou mesmo por formas bem iniciais de registro escrito.

Por esse motivo, ao planejar o trabalho, é importante não tomar as linguagens de modo isolado ou disciplinar,mas sim contextualizadas, a serviço de significativas aprendizagens.

As crianças precisam brincar em pátios, quintais, praças, bosques, jardins,praias, e viverexperiências de semear, plantar e colher os frutos da terra, permitindo a construção de uma relação de identidade, reverência e respeito para com a natureza.

Elas necessitam também ter acesso a espaços culturais diversificados: inserção em práticas culturais da comunidade,participação em apresentações musicais, teatrais, fotográficas e plásticas, visitas a bibliotecas,brinquedotecas, museus, monumentos, equipamentos públicos, parques, jardins.

Também a linguagem escrita é objeto de interesse pelas crianças. Vivendo em ummundo onde a língua escrita está cada vez mais presente, as crianças começam a se interessar pela escrita muito antes que os professores a apresentem formalmente.

Contudo, há que seapontar que essa temática não está sendo muitas vezes adequadamente compreendida e trabalhada na Educação Infantil.
O que se pode dizer é que o trabalho com a língua escrita com crianças pequenas não pode decididamente ser uma prática mecânica desprovida de sentido ecentrada na decodificação do escrito.

Sua apropriação pela criança se faz no reconhecimento,compreensão e fruição da linguagem que se usa para escrever, mediada pela professora e pelo professor, fazendo-se presente em atividades prazerosas de contato com diferentes gêneros escritos,como a leitura diária de livros pelo professor, a possibilidade da criança desde cedo manusear livros e revistas e produzir narrativas e “textos”, mesmo sem saber ler e escrever.

Atividades que desenvolvam expressão motora e modos de perceber seu próprio corpo,assim como as que lhe possibilitem construir, criar e desenhar usando diferentes materiais e técnicas, ampliar a sensibilidade da criança à música, à dança, à linguagem teatral, abrem ricas possibilidades de vivências e desenvolvimento para as crianças.

Em nenhum momento o documento cita os Auxiliares de Creche, refere somente a professoras e professores. Será que somos tão insignificantes assim com relação ao desenvolvimento das crianças que nem sequer fomos citados no Parecer do CNE/CEB ou estamos certos quando afirmamos que "auxiliar" é nomeclatura ultrapassada e que as crianças tem direito a terem somente professores para seus cuidados e educação????

Parecer CNE/CEB nº 20/2009, aprovado em 11 de novembro de 2009

terça-feira, 13 de julho de 2010

DESPESAS COM O PROINFANTIL NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO...

Resolvemos postar essa página do Orkut dos Agentes Auxiliares de Creche para mostrar aos Auxiliares de Recreação e Bercário de Angra que lá no Município do Rio de Janeiro a prefeitura paga o transporte e a alimentação dos AACs do PROINFANTIL com o cartão Sodex e Rio Card.



"PROINFANTIL - RECARGA DE CARTÃO ALIMENTAÇÃO.Início > Comunidades > Alunos e Escolas > Agente auxiliar de creche > Fórum: > Mensagens

primeira <> última mostrando 1-7 de 7 11 jul (2 dias atrás)


Denise
PROINFANTIL - RECARGA DE CARTÃO ALIMENTAÇÃO.
OI GENTE.
O SODEX JÁ FOI RECARREGADO.
R$ 108,00 REAIS.
BJS .

ATÉ LÁ.


11 jul (2 dias atrás) PIKINYNNINHA
O meu tb foi recarregado.


Fernando
recarregou qdo?


Denise
sexta-feira 12 jul

Fernando
vlw Denise 12 jul
єłiαиє
O meu tb carregou!!!!

Fernando
Vcs sabem pra qtos dias eles recarregaram o sodex o riocard? Pq entrou 75,20 no rio e 108 no sodex. Esse valor nao e so pra essa fase presencial. Mas é até qdo???? Eles poderiam ser "

Acessem o blog dos Agentes Auxiliares de Creche I e II:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=48692364

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=50175445

sábado, 10 de julho de 2010

IRATI-PR X ANGRA DOS REIS-RJ

TAngra disse...

Caras Professoras, É por essas e outras que a rede municipal de Irati teve as seguintes notas no IDEB, mostrando sua evolução:
2005: 3,9

2007: 4,9

2009: 5,3

Abraços,

TAngra

Olá TAngra,

Enquantos Irati vem numa escala de progressão com relação a evolução da educação, Angra dos Reis faz o caminho inverso:

2005: 3,6
2007: 4,4
2009: 4,2

Ou seja, houve um retrocesso na educação de Angra dos Reis, afinal a atual gestão da secretaria de Educação tem um objetivo primordial, que é perseguir e atacar os profissionais que ousarem em discordar ou questionar qualquer assunto que não vá de acordo com seus ideais.

Alguns auxiliares de creche que estão a frente da causa para o reconhecimento como educadores estão sendo convardemente "surrados" com todo tipo de covardia, essas atitudes mostram que Angra não leva a educação a sério, a causa é justa.

Com este resultado veremos agora se a Secretaria de Educação irá trabalhar para a melhoria da educação ou vai continuar perdendo o tempo no sentido de atingir esta ou aquela pessoa.

Lembramos ao município que a educação infantil é decisiva para que as crianças cheguem as series inicias preparadas, já que a educação infantil inaugura a educação da pessoa, para isso é necessário profissionais não só qualificados, mas também valorizados.
*
PARABÉNS IRATI!!!

É ISSO MESMO IRATI !!!!!!!

Através do blog de nossos amigos de Balneário Camboriú fomos informados que mais um município promoveu a regulamentação do cargo de monitor, e hoje os antigos monitores de Irati-PR são chamados de Professsores de Educação Infantil e conquistaram também sua valorização. Destacamos alguns trechos:

"Quando você entra para um trabalho motivado começa com muito mais vontade de produzir”, frisa a Secretária de Educação Zenilda Stroparo.

O prefeito Sérgio Stoklos falou da importância dessa decisão de tornar os monitores em professores, e que decisões como estas significam avanço para a cidade e melhoria da educação.

O prefeito encerrou sua fala enaltecendo os professores e alunos da cidade. “Viva as crianças de Irati! Viva os professores da educação infantil de Irati!”, exclamou.
Parabéns ao Prefeito Sérgio Stoklos por essa vitória destinada a educação infantil. Aos poucos os profissionais de educação infantil do Brasil estão conquistando sua devida valorização e reconhecimento. Nós também chegaremos lá !!!