Sabendo que nos profissionais em educação infantil (monitores de creche) possuem a formação exigida em Lei (Magistério de quatro anos, Pedagogia e Pós-Graduação) e são supervisionados e orientados pela Secretaria Municipal de Educação, porém ainda não são reconhecidos como professores da Educação Infantil, embora desempenhem trabalho docente junto às crianças, isto é, planejam, executam o planejamento, fazem o registro em diários de classe e o registro do desenvolvimento e aprendizagem das crianças (avaliação pedagógica), participam das reuniões pedagógicas das escolas, elaboraram o regimento e , bem como participam de cursos de formação continuada e outros.
Rumo a regulamentação de nosso cargo!!!
Convocamos aos ainda erroneamente chamados auxiliares, pajens, monitores, entre outras denominações a caminhar pela criação de nossa verdadeira identidade que é a de Professor de Educação Infantil, em muitos municípios profissionais como nós já conquistaram seus direitos agora é a nossa vez.
domingo, 18 de julho de 2010
TAMBÉM ESTÁ DIFÍCIL LÁ POR MUNDO NOVO-MS
sexta-feira, 16 de julho de 2010
REVISÃO DAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL
"A construção da identidade das creches e pré-escolas a partir do século XIX em nosso país insere-se no contexto da história das políticas de atendimento à infância, marcado por diferenciaçõe sem relação à classe social das crianças.
Enquanto para as mais pobres essa história foi caracterizada pela vinculação aos órgãos de assistência social, para as crianças das classes mais abastadas, outro modelo se desenvolveu no diálogo com práticas escolares.
Essa vinculação institucional diferenciada refletia uma fragmentação nas concepções sobre educação das crianças em espaços coletivos, compreendendo o cuidar como atividade meramente ligada ao corpo e destinada às crianças mais pobres, e o educar como experiênciade promoção intelectual reservada aos filhos dos grupos socialmente privilegiados.Para além dessa especificidade, predominou ainda, por muito tempo, uma política caracterizada pela ausência de investimento público e pela não profissionalização da área.
O atendimento em creches e pré-escolas como um direito social das crianças se concretizana Constituição de 1988, com o reconhecimento da Educação Infantil como dever doEstado com a Educação, processo que teve ampla participação dos movimentos comunitários, dos movimentos de mulheres, dos movimentos de redemocratização do país, além, evidentemente,das lutas dos próprios profissionais da educação.
A partir desse novo ordenamento legal, creches e pré-escolas passaram a construir nova identidade na busca de superação deposições antagônicas e fragmentadas, sejam elas assistencialistas ou pautadas em uma perspectiva preparatória a etapas posteriores de escolarização.
A Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), regulamentando esse ordenamento, introduziu uma série de inovações em relação à Educação Básica, dentre as quais, a integração das creches nos sistemas de ensino compondo, junto com as pré-escolas, a primeira etapa da Educação Básica.
Essa lei evidencia o estímulo à autonomia das unidades educacionais na organização flexível de seu currículo e a pluralidade de métodos pedagógicos, desde que assegurem aprendizagem, e reafirmou os artigos da Constituição Federal acercado atendimento em creches e pré-escolas.
Neste mesmo sentido deve-se fazer referência ao Plano Nacional de Educação (PNE),Lei nº 10.172/2001, que estabeleceu metas decenais para que no final do período de sua vigência, 2011, a oferta da Educação Infantil alcance a 50% das crianças de 0 a 3 anos e 80%das de 4 e 5 anos, metas que ainda persistem como um grande desafio a ser enfrentado pelo país.
A ampliação das matrículas, a regularização do funcionamento das instituições, a diminuição no número de docentes não-habilitados na Educação Infantil e o aumento da pressão pelo atendimento colocam novas demandas para a política de Educação Infantil, pautando questões que dizem respeito às propostas pedagógicas, aos saberes e fazeres dos professores, às práticas e projetos cotidianos desenvolvidos junto às crianças, ou seja, às questões de orientação curricular.
Também a tramitação no Congresso Nacional da proposta de Emenda Constitucional que, dentre outros pontos, amplia a obrigatoriedade na Educação Básica, reforça a exigência de novos marcos normativos na Educação Infantil.
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, de caráter mandatório, orientam a formulação de políticas, incluindo a de formação de professores e demais profissionais da Educação, e também o planejamento, desenvolvimento e avaliação pelas unidades de seu Projeto Político-Pedagógico e servem para informar as famílias das crianças matriculadas na Educação Infantil sobre as perspectivas de trabalho pedagógico que podem ocorrer.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional afirma que “a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar,na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais” (Lei nº 9.394/96,art. 1º), mas esclarece que: “Esta Lei disciplina a educação escolar que se desenvolve, predominantemente,por meio do ensino, em instituições próprias” (Lei nº 9.394/96, art. 1º, § 1º).
Em função disto, tudo o que nela se baseia e que dela decorre, como autorização de funcionamento, condições de financiamento e outros aspectos, referem-se a esse caráter institucional da educação.
Muitas famílias necessitam de atendimento para suas crianças em horário noturno, em finais de semana e em períodos esporádicos. Contudo, esse tipo de atendimento, que responde a uma demanda legítima da população, enquadra-se no âmbito de “políticas para a Infância”, devendo ser financiado, orientado e supervisionado por outras áreas, como assistência social, saúde, cultura, esportes, proteção social.
Temos notícias de municípios que cogitaram o funcionamento das creches em finais de semana, por este documento vimos que isso não é possível, é um direito das famílias, mas é uma prestação de serviço que deve ser providenciado por uma outra área que não a Secretaria de Educação, então creche não faz parte dos serviços essenciais.
O sistema de ensino define e orienta, com base em critérios pedagógicos, o calendário, horários e as demais condições para o funcionamento das creches e pré-escolas, o que não elimina o estabelecimento de mecanismos para a necessária articulação que deve haver entre a Educação e outras áreas, como a Saúde e a Assistência, a fim de que se cumpra, do ponto de vista da organização dos serviços nessas instituições, o atendimento às demandas das crianças.
Essa articulação, se necessária para outros níveis de ensino, na Educação Infantil, em função das características das crianças de zero a cinco anos de idade, se faz muitas vezes imprescindível.
As creches e pré-escolas se constituem, portanto, em estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de zero a cinco anos de idade por meio de profissionais com a formação específica legalmente determinada, a habilitação para o magistério superior ou médio, refutando assim funções de caráter meramente assistencialista, embora mantenha a obrigação de assistir às necessidades básicas de todas as crianças."
No texto acima fica claro que a creche não pode ter caráter assistencialista, pode complementar essas áreas para o bem da criança mas há distinção, creche faz parte da área educacional, o documento também cita a formação necessária para atuar na educação infantil que é o nível superior ou médio normal.
A função sociopolítica e pedagógica da Educação Infantil
Delineada essa apresentação da estrutura legal e institucional da Educação Infantil faz-se necessário refletir sobre sua função sociopolítica e pedagógica, como base de apoio das propostas pedagógica e curricular das instituições.
Considera a Lei nº 9.394/96 em seu artigo 22 que a Educação Infantil é parte integrante da Educação Básica, cujas finalidades são desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
Essa dimensão de instituição voltada à introdução das crianças na cultura e à apropriação por elas de conhecimentos básicos requer tanto seu acolhimento quanto sua adequada interpretação em relação às crianças pequenas.
A redução das desigualdades sociais e regionais e a promoção do bem de todos (art. 3º, incisos II e IV da Constituição Federal) são compromissos a serem perseguidos pelos sistemas de ensino e pelos professores e também na Educação Infantil.
Uma definição de currículo
O currículo na Educação Infantil tem sido um campo de controvérsias e de diferentes visões de criança, de família, e de funções da creche e da pré-escola.
No Brasil nem sempre foi aceita a idéia de haver um currículo para a Educação Infantil, termo em geral associado à escolarização tal como vivida no Ensino Fundamental e Médio, sendo preferidas as expressõesprojeto pedagógico’ ou ‘proposta pedagógica’. A integração da Educação Infantil ao sistema educacional impõe à Educação Infantil trabalharcom esses conceitos,diferenciando-os e articulando-os.
A proposta pedagógica, ou projeto pedagógico, é o plano orientador das ações da instituiçãoe define as metas que se pretende para o desenvolvimento dos meninos e meninas quenela são educados e cuidados, as aprendizagens que se quer promovidas.
Na sua execução, a instituição de Educação Infantil organiza seu currículo, que pode ser entendido como as práticas educacionais organizadas em torno do conhecimento e em meio às relações sociais que se travam nos espaços institucionais, e que afetam a construção das identidades das crianças.
Por expressar o projeto pedagógico da instituição em que se desenvolve, englobando as experiências vivenciadas pela criança, o currículo se constitui um instrumento político, cultural e científico coletivamente formulado (MEC, 2009b).
O currículo da Educação Infantil é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico e tecnológico.
Tais práticas são efetivadas por meio de relações sociais que as crianças desde bem pequenas estabelecem com os professores e as outras crianças, e afetam a construção de suas identidades.
A gestão democrática da proposta curricular deve contar na sua elaboração, acompanhamento e avaliação tendo em vista o Projeto Político-Pedagógico da unidade educacional,com a participação coletiva de professoras e professores, demais profissionais da instituição,famílias, comunidade e das crianças, sempre que possível e à sua maneira.
A visão de criança: o sujeito do processo de educação
A criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que se desenvolve nas interações, relações e práticas cotidianas a ela disponibilizadas e por ela estabelecidascom adultos e crianças de diferentes idades nos grupos e contextos culturais nos quais se insere.
Nessas condições ela faz amizades, brinca com água ou terra, faz-de-conta, deseja, aprende, observa, conversa, experimenta, questiona, constrói sentidos sobre o mundo e suas identidades pessoal e coletiva, produzindo cultura.
O período de vida atendido pela Educação Infantil caracteriza-se por marcantes aquisições:a marcha, a fala, o controle esfincteriano, a formação da imaginação e da capacidade de fazer de conta e de representar usando diferentes linguagens.
Embora nessas aquisições a dimensão orgânica da criança se faça presente, suas capacidades para discriminar cores, memorizar poemas, representar uma paisagem através de um desenho, consolar uma criança que chora etc., não são constituições universais biologicamente determinadas e esperando o momento de amadurecer.
Elas são histórica e culturalmente produzidas nas relações que estabelecem com o mundo material e social mediadas por parceiros mais experientes.
Uma atividade muito importante para a criança pequena é a brincadeira.
Brincar dá à criança oportunidade para imitar o conhecido e para construir o novo, conforme ela reconstróio cenário necessário para que sua fantasia se aproxime ou se distancie da realidade vivida, assumindo personagens e transformando objetos pelo uso que deles faz.
Também as professoras e os professores têm, na experiência conjunta com as crianças,excelente oportunidade de se desenvolverem como pessoa e como profissional.
Atividades realizadas pela professora ou professor de brincar com a criança, contar-lhe histórias, ou conversar com ela sobre uma infinidade de temas, tanto promovem o desenvolvimento da capacidade infantil de conhecer o mundo e a si mesmo, de sua auto confiança e a formação de motivos e interesses pessoais, quanto ampliam as possibilidades da professora ou professor de compreender e responder às iniciativas infantis.
Objetivos e condições para a organização curricular
As instituições de Educação Infantil devem assegurar a educação em sua integralidade,entendendo o cuidado como algo indissociável ao processo educativo.
As práticas pedagógicas devem ocorrer de modo a não fragmentar a criança nas suas possibilidades de viver experiências, na sua compreensão do mundo feita pela totalidade de seus sentidos, no conhecimento que constrói na relação intrínseca entre razão e emoção, expressão corporal e verbal, experimentação prática e elaboração conceitual.
As práticas envolvidas nos atos de alimentar-se, tomar banho, trocar fraldas e controlar os esfíncteres, na escolhado que vestir, na atenção aos riscos de adoecimento mais fácil nessa faixa etária, no âmbito da Educação Infantil, não são apenas práticas que respeitam o direito da criança de ser bem atendida nesses aspectos, como cumprimento do respeito à sua dignidade como pessoa humana.
Elas são também práticas que respeitam e atendem ao direito da criança de apropriar-se, por meio de experiências corporais, dos modos estabelecidos culturalmente de alimentação e promoção de saúde, de relação com o próprio corpo e consigo mesma, mediada pelas professoras e professores, que intencionalmente planejam e cuidam da organização dessas práticas.
A dimensão do cuidado, no seu caráter ético, é assim orientada pela perspectiva de promoção da qualidade e sustentabilidade da vida e pelo princípio do direito e da proteção integral da criança.
O cuidado, compreendido na sua dimensão necessariamente humana de lidar com questões de intimidade e afetividade, é característica não apenas da Educação Infantil, mas de todos os níveis de ensino.
Na Educação Infantil, todavia, a especificidade da criança bem pequena, que necessita do professor até adquirir autonomia para cuidar de si, expõe deforma mais evidente a relação indissociável do educar e cuidar nesse contexto.
A definição e o aperfeiçoamento dos modos como a instituição organiza essas atividades são parte integrantede sua proposta curricular e devem ser realizadas sem fragmentar ações.
Um bom planejamento das atividades educativas favorece a formação de competências para a criança aprender a cuidar de si. No entanto, na perspectiva que integra o cuidado, educar não é apenas isto.
Educar cuidando inclui acolher, garantir a segurança, mas também alimentara curiosidade, a ludicidade e a expressividade infantis.
Educar de modo indissociado do cuidar é dar condições para as crianças explorarem o ambiente de diferentes maneiras (manipulando materiais da natureza ou objetos, observando, nomeando objetos, pessoas ou situações, fazendo perguntas etc) e construírem sentidos pessoais e significados coletivos, à medida que vão se constituindo como sujeitos e se apropriando de um modo singular das formas culturais de agir, sentir e pensar.
Isso requer do professor ter sensibilidade e delicadeza no trato de cada criança, e assegurar atenção especial conforme asnecessidades que identifica nas crianças.
O número de crianças por professor deve possibilitar atenção, responsabilidade e interaçãocom as crianças e suas famílias.
Levando em consideração as características do espaçofísico e das crianças, no caso de agrupamentos com criança de mesma faixa de idade, recomenda-se a proporção de 6 a 8 crianças por professor (no caso de crianças de zero e um ano),15 crianças por professor (no caso de criança de dois e três anos) e 20 crianças por professor(nos agrupamentos de crianças de quatro e cinco anos). "
Podemos observar nesse trecho acima, e tomando como exemplo Angra dos Reis-RJ, se não somos Professores de Educação Infantil como eles afirmam, então chegamos a conclusão que: ou o documento está equivocado, ou Angra dos Reis está com um número insuficiente de professores nas atividades por criança, pois cada sala tem 25 alunos e um professor na parte da manhã, já nos berçários tem somente uma berçarista durante todo expediente, o restante dos profissionais que trabalham diretamente com as crianças são os ainda chamados auxiliares, ou esse documento nos aponta como professores?
"Programas de formação continuada dos professores e demais profissionais também integrama lista de requisitos básicos para uma Educação Infantil de qualidade. Tais programassão um direito das professoras e professoresno sentido de aprimorar sua prática e desenvolvera si e a sua identidade profissional no exercício de seu trabalho.
Eles devem dar-lhes condiçõespara refletir sobre sua prática docente cotidiana em termos pedagógicos, éticos e políticos, e tomar decisões sobre as melhores formas de mediar a aprendizagem e o desenvolvimento infantil, considerando o coletivo de crianças assim como suas singularidades.
A necessária e fundamental parceria com as famílias na Educação Infantil
A família constitui o primeiro contexto de educação e cuidado do bebê. Nela ele recebe os cuidados materiais, afetivos e cognitivos necessários a seu bem-estar, e constrói suas primeiras formas de significar o mundo.
Quando a criança passa a frequentar a Educação Infantil,é preciso refletir sobre a especificidade de cada contexto no desenvolvimento da criançae a forma de integrar as ações e projetos educacionais das famílias e das instituições.
Essa integração com a família necessita ser mantida e desenvolvida ao longo da permanência da criança na creche e pré-escola, exigência inescapável frente às características das crianças de zero a cinco anos de idade, o que cria a necessidade de diálogo para que as práticas junto às crianças não se fragmentem.
O trabalho com as famílias requer que as equipes de educadores as compreendamcomo parceiras, reconhecendo-as como criadoras de diferentes ambientes e papéis para seusmembros, que estão em constante processo de modificação de seus saberes, fazeres e valore sem relação a uma série de pontos, dentre eles o cuidado e a educação dos filhos.
O importante é acolher as diferentes formas de organização familiar e respeitar as opiniões e aspirações dos pais sobre seus filhos. Nessa perspectiva, as professoras e professores compreendem que, embora compartilhem a educação das crianças com os membros da família, exercem funções diferentes destes.
Cada família pode ver na professora ou professor alguém que lhe ajuda a pensar sobre seu próprio filho e trocar opiniões sobre como a experiência na unidade de Educação Infantil se liga a este plano.
Ao mesmo tempo, o trabalho pedagógico desenvolvido na EducaçãoInfantil pode apreender os aspectos mais salientes das culturas familiares locais para enriqueceras experiências cotidianas das crianças.
Um ponto inicial de trabalho integrado da instituição de Educação Infantil com as famílias pode ocorrer no período de adaptação e acolhimento dos novatos.
A participação dos pais junto com os professores e demais profissionais da educação nos conselhos escolares, no acompanhamento de projetos didáticos e nas atividades promovidas pela instituição possibilita agregar experiências e saberes e articular os dois contexto de desenvolvimento da criança.
Nesse processo, os pais devem ser ouvidos tanto como usuários diretos do serviço prestado como também como mais uma voz das crianças,em particular daquelas muito pequenas.
Preocupações dos professores sobre a forma como algumas crianças parecem ser tratada sem casa – descuido, violência, discriminação, superproteção e outras – devem ser discutidas com a direção de cada instituição para que formas produtivas de esclarecimento e eventuais encaminhamentos possam ser pensados.
A organização das experiências de aprendizagem na proposta curricular
A professora e o professor necessitam articular condições de organização dos espaços,tempos, materiais e das interações nas atividades para que as crianças possam expressarsua imaginação nos gestos, no corpo, na oralidade e/ou na língua de sinais, no faz de conta, no desenho e em suas primeiras tentativas de escrita.
Cabe à professora e ao professor criar oportunidade para que a criança, no processo de elaborar sentidos pessoais, se aproprie de elementos significativos de sua cultura não como verdades absolutas, mas como elaborações dinâmicas e provisórias.
Trabalha-se com os saberes da prática que as crianças vão construindo ao mesmo tempo em que se garante a apropriação ou construção por elas de novos conhecimentos.
Para tanto, a professora e o professor observam as ações infantis, individuais e coletivas, acolhe suas perguntas e suas respostas, busca compreender o significado de sua conduta.
É necessário considerar que as linguagens se inter-relacionam: por exemplo, nas brincadeirascantadas a criança explora as possibilidades expressivas de seus movimentos ao mesmo tempo em que brinca com as palavras e imita certos personagens.
Por esse motivo, ao planejar o trabalho, é importante não tomar as linguagens de modo isolado ou disciplinar,mas sim contextualizadas, a serviço de significativas aprendizagens.
As crianças precisam brincar em pátios, quintais, praças, bosques, jardins,praias, e viverexperiências de semear, plantar e colher os frutos da terra, permitindo a construção de uma relação de identidade, reverência e respeito para com a natureza.
Elas necessitam também ter acesso a espaços culturais diversificados: inserção em práticas culturais da comunidade,participação em apresentações musicais, teatrais, fotográficas e plásticas, visitas a bibliotecas,brinquedotecas, museus, monumentos, equipamentos públicos, parques, jardins.
Também a linguagem escrita é objeto de interesse pelas crianças. Vivendo em ummundo onde a língua escrita está cada vez mais presente, as crianças começam a se interessar pela escrita muito antes que os professores a apresentem formalmente.
Contudo, há que seapontar que essa temática não está sendo muitas vezes adequadamente compreendida e trabalhada na Educação Infantil.
O que se pode dizer é que o trabalho com a língua escrita com crianças pequenas não pode decididamente ser uma prática mecânica desprovida de sentido ecentrada na decodificação do escrito.
Sua apropriação pela criança se faz no reconhecimento,compreensão e fruição da linguagem que se usa para escrever, mediada pela professora e pelo professor, fazendo-se presente em atividades prazerosas de contato com diferentes gêneros escritos,como a leitura diária de livros pelo professor, a possibilidade da criança desde cedo manusear livros e revistas e produzir narrativas e “textos”, mesmo sem saber ler e escrever.
Atividades que desenvolvam expressão motora e modos de perceber seu próprio corpo,assim como as que lhe possibilitem construir, criar e desenhar usando diferentes materiais e técnicas, ampliar a sensibilidade da criança à música, à dança, à linguagem teatral, abrem ricas possibilidades de vivências e desenvolvimento para as crianças.
Em nenhum momento o documento cita os Auxiliares de Creche, refere somente a professoras e professores. Será que somos tão insignificantes assim com relação ao desenvolvimento das crianças que nem sequer fomos citados no Parecer do CNE/CEB ou estamos certos quando afirmamos que "auxiliar" é nomeclatura ultrapassada e que as crianças tem direito a terem somente professores para seus cuidados e educação????
Parecer CNE/CEB nº 20/2009, aprovado em 11 de novembro de 2009
terça-feira, 13 de julho de 2010
DESPESAS COM O PROINFANTIL NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO...
"PROINFANTIL - RECARGA DE CARTÃO ALIMENTAÇÃO.Início > Comunidades > Alunos e Escolas > Agente auxiliar de creche > Fórum: > Mensagens
primeira <> última mostrando 1-7 de 7 11 jul (2 dias atrás)
Denise
PROINFANTIL - RECARGA DE CARTÃO ALIMENTAÇÃO.
OI GENTE.
O SODEX JÁ FOI RECARREGADO.
R$ 108,00 REAIS.
BJS .
ATÉ LÁ.
11 jul (2 dias atrás) PIKINYNNINHA
O meu tb foi recarregado.
Fernando
recarregou qdo?
Denise
sexta-feira 12 jul
Fernando
vlw Denise 12 jul
єłiαиє
O meu tb carregou!!!!
Fernando
Vcs sabem pra qtos dias eles recarregaram o sodex o riocard? Pq entrou 75,20 no rio e 108 no sodex. Esse valor nao e so pra essa fase presencial. Mas é até qdo???? Eles poderiam ser "
Acessem o blog dos Agentes Auxiliares de Creche I e II:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=48692364
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=50175445
sábado, 10 de julho de 2010
IRATI-PR X ANGRA DOS REIS-RJ
Abraços,
TAngra
Olá TAngra,
Enquantos Irati vem numa escala de progressão com relação a evolução da educação, Angra dos Reis faz o caminho inverso:
Ou seja, houve um retrocesso na educação de Angra dos Reis, afinal a atual gestão da secretaria de Educação tem um objetivo primordial, que é perseguir e atacar os profissionais que ousarem em discordar ou questionar qualquer assunto que não vá de acordo com seus ideais.
Alguns auxiliares de creche que estão a frente da causa para o reconhecimento como educadores estão sendo convardemente "surrados" com todo tipo de covardia, essas atitudes mostram que Angra não leva a educação a sério, a causa é justa.
É ISSO MESMO IRATI !!!!!!!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
PROFISSIONAIS DE CRECHE: TEMA DE ESTUDO
"IDENTIDADE DE PROFESSORES E AUXILIARES DE CRECHES DA REDE MUNICIPAL DO RECIFE: UM PROCESSO EM CONSTRUÇÃO."
Aline Marques de Souza Marques
Neijair Marques Viana de Castro
Santana Moura
RESUMO:
"Este artigo objetivou averiguar como as atribuições e papéis desempenhados por profissionais da educação infantil podem contribuir para os estudos de identidade profissional no ambiente de creche pública.
Buscou-se também analisar como a dicotomia cuidar-educar repercute na divisão do trabalho daqueles que atuam neste contexto.
A pesquisa analisou 12 professores e 12 Auxiliares de Desenvolvimento Infantil, (ADI´s) através de um questionário semi-aberto que foi distribuído em 6 creches das 6 Regiões Político-Administrativas (RPA´s) da Cidade do Recife.
Percebeu-se que as atribuições delegadas aos professores e ADI´s geram uma hierarquia em que, aqueles que planejam as atividades pedagógicas recebem melhores salários e carga horária reduzida, enquanto aqueles que executam mais atividades ligadas à higiene, ao “cuidar” da criança, recebem salário inferior para o dobro da carga horária e isso tem provocado insatisfação, conflitos nas relações de trabalho e desejo de abandono da função.
local: Centro de Educação, UFPE sala 12data: 30.06.2010horário: a partir das 18h (vários trabalhos na área da educação infantil, sobre o brincar, os ADI´s do sexo masculino e a questão do preconceito)."
Toda essa confusão se deu por conta da idéia brilhante de alguns administradores com o propósito de baratear o custo com a educação infantil, ignoraram a lei e tentaram fazer a separação entre quem cuida e quem educa, algo como já dissemos aqui impossível, e o resultado não poderia ser outro, é improvável que um profissional fique satisfeito ganhando um mísero salário, trabalhando com uma carga horária excessiva, numa função docente e pior, desempenhando ao invés de uma, duas funções!
Terminamos com um comentário feito por um anônimo neste blog na postagem VIVA A DEMOCRACIA!!!!!
"As creches são uma bomba relógio em todo país,prestes a explodir, somente os administradores que só olham pro seus umbigos não vêem."
domingo, 27 de junho de 2010
A LUTA É ÁRDUA, MAS ELA NÃO PODE PARAR!!!
"Olá, sou Professora formada em Pedagogia porém no Municipio de Santa Rosa de Viterbo interior de SP somos denominadas de Pajens mas nossas atividades aplicáveis ao desenvolvimento infantil. Aqui nossa luta esta cada vez mais difícil - não temos apoio do Secretário de Educação que hoje mesmo nos disse que nós trabalhamos em "Creche" e "Creche" não é Escola. Nessas condições perdemos o rumo de lutar por nossos direitos e não sabemos por onde seguir... Temos diversos materiais que sustentam nossa ideologia porém a resposta é sempre a mesma : 'Não é possível alteramos a nomenclatura isso é ilegal' o quê fazemos ? Precisamos de ajuda ! Pois os maiores prejudicados são as nossas crianças que perdem na qualidade do ensino ... Como e onde poderemos buscar dentro de uma legalidade os dispositivos para a criação de um Plano de Carreira que nos insira num lugar do qual já é nosso por direito pois somos concursadas por Concurso Público dd Notas e Titulos, temos a formação miníma que é o Magistério e a Pedagoria mas continuamos sendo chamadas de Pajens ... Nosso trabalho é educar e cuidar, é trabalhar pelo e para o desenvolvimento pleno da criança ! "
Olá, seja bem vinda!
É inacreditável que existam secretários(as) de educação que possuam este pensamento, mas como eles existem..., no caso, seu município tem como exemplo sua própria capital, São Paulo-SP, foi um dos pioneiros nessa regulamentação, e olha que lá os antigos ADIs, não fizeram concurso de títulos, pois antes da mudança de nomenclatura foi exigido apenas nível fundamental e posteriomente nível médio. Pelo menos seu município realizou o concurso com nível de escolaridade correto, apesar de que seu Secretário de Educação parece ter um pensamento assistencialista.
Pensamos que devem pedir apoio a algum sindicato, o problema é quando o sindicato é pelego e ao invés de defender seus filiados fazem o que manda o Executivo, em São Paulo existe o SEDIN, que foi o primeiro sindicato da Educação Infantil no Brasil que se comprometeu e ajudou na regulamentação do cargo das ADIs de São Paulo, pode ser o caminho pra vocês.
Mas também sabemos que dependemos da boa vontade política dos governantes e foi o que aconteceu com os municípios que regularizaram o cargo das ADIs, esse governo precisa ver a educação como prioridade.
Existe um caso de um município que o antigo prefeito sancionou a lei em favor dos ADIs mas perdeu a eleição, o próximo que assumiu simplesmente se recusou a acatar, depois de uma ano de luta o prefeito decide pela inclusão dos Auxiliares no Plano de Carreira do Magistério, passando para a nomeclatura Professores de Desenvolvimento Infantil, só estão no aguardo do estudo da impactação na folha de pagamento.
Então, tudo depende muito de quem esteja no poder,precisamos nos atentar pra esse importante detalhe...
Segundo a LDB/96 creche é a primeira etapa da educação básica, se antes a educação básica compreendia do ensino fundamental até o ensino médio e essa etapa da educação é considerada escola, entendemos que se a educação infantil passou a ser a primeira etapa, então, consequentemente é uma instituição de ensino, é escola!
Quanto a inconstitucionalidade, nós fizemos várias materias nesse blog falando sobre o assunto, inconstitucional é quando se muda a natureza do cargo, em nosso caso isso não acontece, pois continuaremos a fazer a mesma coisa, ou seja, cuidar e educar as crianças, continuaremos a dar banho, servir alimentação,fazer lúdico (o meio mais eficaz de ensino às crianças nessa faixa etária),trocar fraldas, fazer planejamento, enfim, todas as atribuições do professor de educação infantil, precisamos ser reconhecidos e remunerados pela função que exercemos.
Precisamos de pessoas com espírito de luta (em Angra eles costumam chamar essas pessoas de "perigosas" e "encrenqueiras"), de união para continuarmos a manter contato e agirmos na hora certa.
P.S.: Anônima, mande-nos um e-mail, pois temos um material importante para te enviar.
sábado, 26 de junho de 2010
VIVA A DEMOCRACIA!!!!!
Nas palavras de Mahatma Gandhi:
“A intolerância é em si uma forma de violência e um obstáculo ao desenvolvimento do verdadeiro espírito democrático”.
terça-feira, 22 de junho de 2010
RESULTADO DA REUNIÃO NA CÂMARA DE VEREADORES DE ANGRA DOS REIS-RJ
As colocações foram abertas, primeiramente a Gerente de Educação Infantil, Denise Jordão, relatou que a seu ver não há viabilidade do nosso reconhecimento como Professores de Educação Infantil por conta do concurso público que prestamos a nível fundamental, disse que acredita que nosso salário possa até ser alterado dentro das referencias do nosso nível de escolaridade, que inclusive já deu seu parecer no processo administrativo abertos pela categoria em dezembro/2009.
A palavra foi dada aos representantes da categoria que mais uma vez citaram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação/96, o Plano Nacional de Educação/2001, os Parâmetros Nacional de Qualidade para a Educação Infantil, o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, a Política Nacional Nacional para Educação/2006 que diz que para trabalhar em sala de aula diretamente em contato com as crianças o nível de escolaridade exigido é no mínimo nível médio normal.
Mais uma vez enfatizamos o erro do município ao promover um concurso público em desconformidade com a lei exigindo um nível de escolaridade insuficiente para exercer a função de docente que desempenhamos sem nenhuma valorização, e de forma alguma podemos ser punidos com um erro cometido pelo município, citamos novamente os municípios que como Angra dos Reis estavam em desacordo com a lei e que num ato de sabedoria e preocupação com a educação, capacitaram esses profissionais e os enquadraram como professores de Educação Infantil.
Os vereadores também expuseram seus pontos de vista favoráveis ao cumprimento da lei, pediram a colaboração da Secretaria de Educação através da representante Denise Jordão, citando a importância da valorização dos Auxiliares de Creches, pois nós inauguramos a educação dessas crianças, entenderam perfeitamente o que diz a lei que cuidar e educar são inseparáveis, um trabalho feito somente por um profissional( professores) e não dois(Professor e Auxiliar de Creche) como acontece em Angra dos Reis. Disseram inclusive que não permitirão futuramente que se faça concurso público para nosso cargo sem a exigência da escolaridade e nomeclatura correta.
O vereador Ilson Peixoto enfatizou a importância da Comissão de Educação da Câmara estar discutindo o assunto e levá-lo adiante com a participação não só da Comissão como também de todos vereadores e dos principais representantes do executivo que poderão solucionar o impasse, disse também que nos países hoje desenvolvidos a educação ficou em primeiro lugar, que Angra dos Reis é a segunda maior arrecadação per capta do país, sendo portanto possível nossa equiparação salarial. Também parabenizou a mobilização da categoria.
O vereador Aguilar falou sobre a viabilidade financeira para realizar a regulamentação do cargo, afinal não resultará em uma grande oneração dos cofres públicos, disse também da importância dos Auxiliares de Creches na educação das crianças, pois somos nós que temos o primeiro contato com a criança dentro de uma escola. Lembrou que a campanha do Tuca Jordão as prioridades foram: saúde, educação e saneamento básico.
O Vereador cordeiro assim como Dr. Ilson falou que um país só cresce quando valoriza a educação e seus profissionais, ficou convencido da importância dos Auxiliares dentro da creche e se empenhou em ajudar na regulamentação do nosso cargo, frizou que as crianças de hoje é o segmento da sociedade de amanhã, portanto em se tratando de educação todos os esforços devem ser feitos.
O Presidente da Comissão de Educação do Município Jorge Eduardo (Mascote), que vem conduzindo de forma séria e imparcial as reuniões, irá marcar uma nova reunião com o Secretário de Administração, a Comissão de Educação, Dr. Ilson Peixoto, o SINSPMAR , e o SEPE desta vez sem a presença dos representantes da categoria.
Esperamos que o Prefeito Tuca Jordão, a Secretaria de Educação, a Subsecretaria de Treinamento e a Secretaria de Administração se juntem a Câmara de Vereadores num só discurso para que ao final sejamos reconhecidos pelo trabalho importante que desempenhamos, que todos ganhem, a maior beneficiada será a Educação Infantil do Município que crescerá em qualidade e as crianças que contarão com profissionais motivados e valorizados.
sábado, 19 de junho de 2010
ASSEMBLÉIA GERAL:O SEPE(SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO) CAMINHA CONOSCO...
O SEPE convoca a todos os Auxiliares de Recreação e Berçário de Angra dos Reis para Assembléia Geral, dentre os assuntos abordados está o enquadramento de nossa categoria. Nossa presença é indispensável!
Vejam:
ASSEMBLEIA - REDE MUNICIPAL
O SEPE ANGRA CONVOCA TODOS OS PROFESSORES À ASSEMBLEIA DIA 23/06 (QUARTA-FEIRA)ÀS 18h30COLÉGIO ESTADUAL NAZIRA SALOMÃO
-DOCENTES I: QUEREMOS ENQUADRAMENTO POR FORMAÇÃO!!
-DOCENTES II: QUEREMOS RECEBER COMO TODAS AS CATEGORIAS DE NÍVEL SUPERIOR!!
- AUXILIARES DE RECREAÇÃO E BERÇÁRIO: TEMOS FORMAÇÃO E QUEREMOS ENQUADRAMENTO COMO PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL!!!
-PESSOAL DE APOIO: QUEREMOS FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO!!-AVALIAÇÃO FUNCIONAL: SOMOS CONCURSADOS E PASSAMOS POR ESTÁGIO PROBATÓRIO; ISSO É SUFICIENTE!!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
A EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL RECEBE NOTA 3 E 4 - PARTE 2
"Estudo mostra que só 1% das creches são boas Publicada em 15/06/2010 às 00h26mTatiana Farah
SÃO PAULO. As creches e as pré-escolas brasileiras foram reprovadas. Pesquisa divulgada ontem pela Fundação Carlos Chagas revelou que 86,9% das creches e 72,4% das pré-escolas obtêm menos de 5 pontos numa escala de 1 a 10, garantindo apenas o "básico" ou nem isso para atender as crianças.
A pesquisa, coordenada pela especialista Maria Malta Campos, acompanhou no ano passado 147 unidades infantis em seis capitais: Rio, Belém, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza e Teresina, constatando que, além da falta de vagas, o serviço tem deficiências como falta de material escolar, má qualificação dos professores e o tempo que as crianças ficam ociosas, sendo obrigadas a dormir, ficar deitadas nos bercinhos ou mesmo agrupadas sem privacidade:
- A criança passa longos períodos ociosos, essa é uma questão que merece ser melhorada. Outra questão importante é a formação dos professores: as faculdades estão preparadas para formar professores do ensino fundamental e médio; é preciso ver especialmente a educação infantil, que é diferente."
Esse é um ponto que estamos cansadas de chamar atenção aqui, o PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL e não o "Docente I", é um professor diferenciado, ele educa e cuida, ou seja:ele dá banho, troca fraldas,limpa o nariz, faz atividades lúdicas, faz projetos, etc.
Em Angra dos Reis tocar nesse assunto é o mesmo que falar Grego, ele é logo descartado.
Vejam abaixo as atribuições do Professor de Educação Infantil no Município de São Paulo-SP.
http://www.pciconcursos.com.br/concurso/prefeitura-de-sao-paulo-sp-467-vagas
"Com nota de 1 a 3, 49,5% das creches foram qualificadas como inadequadas. Com notas entre 3 e 5, 37,4% foram classificadas como básicas, ou seja, unidades que têm o mínimo para funcionar. Só 12,1% tiveram nota entre 5 e 7 pontos, sendo consideradas adequadas, enquanto 1,1% foram consideradas boas, com nota entre 7 e 8,5. A situação na pré-escola é um pouco melhor, com 30,4% das unidades inadequadas, 42% básicas, 23,9% adequadas e 3,6% boas. Nenhuma foi considerada excelente, com nota superior a 8,5 pontos.
- Nos últimos 16 anos, temos visto políticas consistentes de educação no Brasil, mas atingir a meta de pôr todas as crianças na pré-escola até 2016, conforme diz a Constituição, é um desafio tão grande que, se não tiver ação entre União, estados e municípios, será difícil de vencer - disse Marcelo Perez, coordenador de educação do Banco Interamericano de Desenvolvimento, um dos realizadores da pesquisa, com o MEC.
A pesquisa foi apresentada em um seminário internacional sobre o tema. Para especialistas presentes, os maiores desafios do próximo governo, além de cumprir a meta de oferecer as vagas, é dar qualidade e melhorar a formação dos professores.
- É preciso melhorar não só a qualidade da educação infantil, mas a transição da educação infantil para o ensino fundamental, com ênfase nos professores e nos gestores - apontou Sonia Kramer, da PUC-Rio.
Para Catarina Moro, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o governo deverá lidar com o aumento de vagas sem prescindir da qualidade:
- Infelizmente, para ampliar o atendimento, houve um custo, que foi a redução do período integral para quatro horas. Isso precisa ser revisto.
A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, disse que o governo planeja a construção de 1,8 mil escolas de educação infantil este ano, com investimentos de R$ 1,8 bilhão nos municípios. Segundo ela, há 90 mil unidades atendendo crianças no país, mas um dos problemas está na transição das creches, que pertenciam às secretarias de Assistência Social e foram repassadas à Educação."
Pedimos mais uma vez aos Auxiliares de Creche de Angra dos Reis e de todo Brasil para mandarem e-mails para a Secretária de Educação Básica Maria do Pilar, pois ela conhece a causa dos Auxiliares de Creche e concorda que algo precisa ser feito.
Minha mãe sempre dizia:"-Temos que falar, pois quando ficamos de boca fechada é sinal de que tudo está bom".
Estudo mostra que só 1% das creches são boas - O Globo#coment
Clique aqui para ouvir a a entrevista na CBN com a Secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva
quarta-feira, 16 de junho de 2010
A EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL RECEBE NOTA 3 E 4
Notem que o aspecto onde a nota foi mais alta, foi justamente no quesito interação entre as crianças e os adultos, mostrando mais uma vez a responsabilidade e a doação desses profissionais em prol das crianças, sendo portanto justo que sejamos valorizados.
A matéria:
"Pesquisa mediu a qualidade de creche e pré-escola em seis capitais de todas as regiões do Brasil
SÃO PAULO - A educação infantil brasileira merece nota 3,4, numa escala de zero a dez. A conclusão é da pesquisa "Educação Infantil no Brasil: avaliação qualitativa e quantitativa", realizada pela Fundação Carlos Chagas em parceria com o Ministério da Educação e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, cujos resultados serão apresentados nesta segunda-feira, 14, e nesta terça, 15.
Obtido com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo, o estudo mediu a qualidade da creche (de 0 a 3 anos) e da pré-escola (4 e 5 anos) em seis capitais de todas as regiões do País: Belém, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Rio de Janeiro e Teresina.A nota 3,4 demonstra que a qualidade do ensino infantil tem nível básico (de 3 a 5) - os outros estágios eram: inadequado (1 a 3), adequado (5 a 7), bom (7 a 8,5) e excelente (8,5 a 10).
Foram avaliados 43 aspectos divididos nas seguintes áreas: espaço e mobiliário (média 3,1); rotinas de cuidado pessoal (4,1); linguagem e raciocínio (3,7); atividades (2.3); interação (5,6); estrutura do programa (2,5) e pais e equipe das escolas (3,6). É a primeira vez que se tem acesso a tópicos aprofundados das condições do ensino infantil no País.
O aspecto que recebeu a nota mais baixa (1,6) está dentro da área de atividades e avalia a disponibilidade de materiais para aulas de ciências, como coleções de objetos naturais e livros e jogos temáticos. Já o que recebeu a nota mais alta, 6,7, pertence ao quesito interação e analisa se as relações entre adultos e crianças são empáticas.
Para Marcelo Alfaro, especialista em educação do BID no Brasil, os resultados baixos não surpreendem. Segundo ele, a área mais problemática é a chamada "fundamentalização" do ensino infantil (abordagem semelhante à do ensino fundamental).
"Isso é observável, por exemplo, na disposição das carteiras nas salas de crianças 4 e 5 anos", afirma. "É essencial construir uma identidade própria para a nossa educação infantil." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. "
segunda-feira, 14 de junho de 2010
RESULTADO DA REUNIÃO COM O SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO DE ANGRA DOS REIS-RJ
Aproveitamos para falarmos sobre o processo de regulamentação do nosso cargo e ele se prontificou em adiantar e apreciar o processo.
Em resumo:continuamos na estaca zero!
sábado, 12 de junho de 2010
MESMO NO ESTADO DE SÃO PAULO, AINDA EXISTEM MUNICÍPIOS QUE NÃO LEVAM A EDUCAÇÃO INFANTIL A SÉRIO...
meire disse...
"SOU DE SÃO PAULO INTERIOR E ADOREI ESTE BLOG,SOU AUXILIAR DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL, TRABALHO COM O MATERNAL 1 TEMOS 17 CRIANÇAS E DESENVOLVE AS ATIVIDADES UMA PROFESSORA E EU NO PERÍODO DA MANHÃ E A TARDE SE REPETE MUDANDO DE PROFESSORA APENAS. O SALÁRIO DO PROFESSOR AQUI É O DOBRO DO NOSSO DE ADI E MUITOS NÃO ENTENDEM NOSSA RECLAMAÇÃO PORQUE EXECUTAMOS TUDO O QUE O PROFESSOR EXECUTA, TRABALHAMOS O DOBRO POIS É PERÍODO INTEGRAL E GANHAMOS A METADE, ISTO ACONTECE PORQUE NÃO TEMOS NÍVEL SUPERIOR.SE TORNA DIFÍCIL TRABALHAR COM MOTIVAÇÃO SE SOMOS DIFERENCIADAS PELA NOSSA FORMAÇÃO ESCOLAR E NÃO NO NOSSO DESEMPENHO, POIS VEMOS MUITAS ADI'S TRABALHANDO MELHOR QUE MUITOS PROFESSORES.BEIJOS PARA TODAS VCS MEIRE."
Olá Meire, bem vinda ao blog,
São poucos ainda os municípios que regulamentaram a situação vexatória que se encontra os profissionais de creche, exercemos a função do Professor de Educação Infantil , função que como a do professor das séries iniciais é penosa e que nos causa muitos desgastes e sofrimentos, onde já existem profissionais com problemas de coluna, audição, depressão, com dor de cabeça crônica , calos nas cordas vocais etc. e como você bem disse,trabalhamos com uma carga horária excessiva.
O mais revoltante é que quando nossa categoria se mobiliza para que as coisas possam ser mudadas, sofremos várias retaliações, como se nossa profissão não tivesse nenhuma importãncia, pelo contrário, eles acham que devemos ficar no patamar onde estamos , sofrendo calados.Quanto ao salário, em Angra dos Reis um professor que trabalha quatro horas e meia, ganha quase três vezes mais que nós que trabalhamos sete horas.
Leia a postagem: AS CRIANÇAS TÊM O DIREITO DE SOMENTE TER PROFESSORES(QUALIFICADOS E VALORIZADOS) EM SALA DE AULA! Fizemos um comentário sobre o que diz o Mec sobre os profissionais que atuam em sala de aula, verá que todos precisam ser professores, quer sejam titulares ou auxiliares.
RESENDE-RJ SINALIZA SOBRE A VALORIZAÇÃO DOS MONITORES DE CRECHE
Vejam:
"Um grupo de 46 monitoras de creche da prefeitura de Resende está recebendo capacitação no Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil (Proinfantil) até a próxima sexta-feira. O curso oferece qualificação para os profissionais que trabalham em creches e pré-escolas, mas não possuem a formação exigida.
Nesta segunda fase presencial do curso, monitoras de Porto Real e Paraíba do Sul também assistem às aulas. A titular da Secretaria de Educação do município, Soraia Balieiro, comentou sobre o compromisso com a formação das monitoras.
- Não mediremos esforços para garantir a formação dos nossos monitores, tanto pessoal quanto profissional, tornando-os educadores mais experientes que não perdem a chance, cada vez mais, de se aprimorar e conquistar o reconhecimento que tanto merecem - afirmou Soraia.
Realizado através de uma parceria entre a Secretaria de Educação e os governos Federal e Estadual, o Proinfantil é um curso semi-presencial, em nível médio e na modalidade Normal, para formação de professores de Educação Infantil que atuam em creches e pré-escolas, mas que ainda não possuem a formação exigida pela legislação.
O curso tem a duração de dois anos, divididos em quatro módulos e encontros quinzenais. Todas as monitoras são acompanhadas por uma equipe de seis tutoras da Rede Municipal de Ensino. Além de cumprir uma exigência da legislação do Ministério da Educação, as monitoras receberão, no final do curso, o diploma de conclusão do Ensino Médio, com habilitação em Magistério.
Maria Aparecida Silva, de 42 anos, monitora há cinco anos na creche do Parque Embaixador, afirmou que já colhe os frutos do que aprendeu no primeiro módulo.
- A teoria que aprendemos no ano passado era o que faltava. Agora trabalhamos de forma orientada e mais segura. Minha expectativa é aprimorar cada vez mais os meus conhecimentos, buscando a qualificação profissional - afirmou.
Já Liete Godoy dos Santos, com 58 anos de idade e uma experiência de 15 anos em creches, elogiou a oportunidade que o município está dando às monitoras.
- Durante o primeiro módulo vi que tinha experiência profissional, mas não tinha a pedagogia para lidar com crianças. O curso está sendo ótimo e sei que vou vencer todas as dificuldades e me aprimorar mais dentro da profissão - declarou Liete, atualmente monitora na creche Luz do Sol, no bairro Nova Liberdade.
No início do mês, pela segunda vez, o grupo de tutores e professores esteve em formação, durante 14 dias, na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). A equipe é responsável pelo acompanhamento, orientação e avaliação dos alunos nos trabalhos das creches e nos encontros quinzenais.
Nos próximos meses, duas novas creches vão ser inauguradas pela prefeitura, uma delas na Baixada da Olaria e a outra no Loteamento Morada do Contorno, ambas na região da Grande Alegria. A construção destas duas unidades já foi iniciada e estará concluída em breve."
http://www.diariodovale.com.br/noticias/0,16092.html
sexta-feira, 11 de junho de 2010
A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Também não dá mais para achar que é cedo para entender linha pedagógica, diferenciar construtivismo de escola tradicional, saber quem foi Maria Montessori, Jean Piaget ou Rudolf Steiner.Além de descobrir se está perto de casa, quanto custa, como cuida da limpeza, que tipo de alimentação oferece e se trata seu filho com carinho, é hora de identificar como essa escola vai educá-lo.
Pois ele aprende desde que nasce que a escola é o ambiente social mais importante depois da família.
Educação infantil pode ser mais importante do que o curso superior? SimÉ quando a criança experimenta o prazer pelo aprender e começa a gostar dela (ou não). A escola aguça a curiosidade da criança e diz a ela “olha que interessante é a vida!”.
Escolinha?! Por essas e outras, chamar de “escolinha” soa pejorativo. O termo não existe à toa. A sociedade demorou a entender que infância é um período importante e as crianças são diferentes em determinadas idades.
Para ter uma idéia, faz somente dez anos que o Ministério da Educação — com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases — reconheceu a educação infantil como parte da educação básica de qualquer brasileiro. Isso reflete no que é oferecido às famílias, pois, entre outras coisas, indica ser fundamental a especialização do educador. Significa que educação infantil tem de ir muito além da “tia”, das recreações, do Dia das Mães ou das canções de Natal.
O seu filho precisa estar em um local com profissionais especializados que promovam rotinas baseadas em propostas pedagógicas muito bem fundamentadas.“Escola infantil não vive de improviso e não é um parque de diversões”, diz o educador Marcelo Bueno, coordenador pedagógico da escola Estilo de Aprender. Renata Americano vai além: “É o pedaço mais precioso da vida, porque é quando está se formando a identidade da criança!”.O período se resume em estar com os outros. “Aprendem a ser e a conviver.
É a fase do ‘como’: como eu escovo os dentes, como eu lavo as mãos, como eu seguro o lápis, como eu brinco,como eu corro,como eu pulo. Ou seja: ‘como sou’, ‘como devo ser’ e ‘como faço para ser’”, diz Karina Rizek Lopes, coordenadora da Área de Educação Infantil da Secretaria de Educação Básica do MEC.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
REUNIÃO NA CÂMARA DE VEREADORES DE ANGRA DOS REIS-RJ
Durante a reunião pudemos expor nossas reivindicações e fomos ouvidos com respeito e atenção, nos baseamos em documentos editados pelo Mec e legislações, com isso conseguimos mostrar às pessoas presentes a importância do nosso cargo, assim como também o direito que temos de mudar a posição injusta em que nos encontramos dentro da Educação Infantil de Angra dos Reis.
Foram abordados também o assunto sobrea infra-estrutura das creches onde os vereadores demonstraram preocupação e prometeram tomar providências. Foi marcada para dia 21/06/2010 uma segunda reunião com a Comissão de Educação da Câmara, onde serão convocados para a reunião o Procurador geral do Município, o responsável pela impactação na folha de pagamento da prefeitura, o Secretário de Administração José Eugênio, a Subsecretária Neuza Fonseca, Dr. Ilson Peixoto e os representantes da categoria de Auxiliares de Recreação e Berçário.
Esperamos que a partir de agora nossas reivindicações tomem o caminho certo, que possamos juntos e de forma harmônica regulamentar nosso cargo a exemplo de outros municípíos pelo Brasil a fora, e com isso Angra passará ser pioneira no estado do Rio de Janeiro nessa questão, e com isso ganha o profissional que finalmente será valorizado e ganha ainda mais a criança que contará com profissionais satisfeitos e capacitados.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
PME x FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Vejam que os Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil estabelece na verdade o número de crianças por Professor de Educação Infantil, e não cita outro profissional diferente deste que atue diretamente com as crianças
A relação entre o número de crianças por agrupamento ou turma e o número de professoras ou professores de Educação Infantil por agrupamento varia de acordo com a faixa etária:
• uma professora ou um professor para cada 6 a 8 crianças de 0 a 2 anos;
• uma professora ou um professor para cada 15 crianças de 3 anos;
• uma professora ou um professor para cada 20 crianças acima de 4 anos.
Os profissionais que atuam diretamente com as crianças nas instituições de Educação Infantil são professoras e professores de Educação Infantil.
Também deixa claro o nível de escolaridade necessário para exercer a função no item 11.1:
E o que diz o PNE/2001:
"A partir da vigência deste plano, somente admitir novos profissionais na educação infantil que possuam a titulação mínima em nível médio, modalidade normal, dando-se preferência à admissão de profissionais graduados em curso específico de nível superior."
O Plano Municipal de Educação de Angra dos Reis também insiste em conservar a nomenclatura "auxiliar":
"Por acreditar na imensa importância da educação infantil para a criança, entende-se que os profissionais que atuam neste nível de ensino devem possuir formação escolar adequada para exercerem cargos específicos como: professor, auxiliar de recreação, berçarista e auxiliar de berçário.
Bem diferente do que diz a Política Nacional de Educação Infantil/2006 sobre essas nomeclaturas ultrapassadas:
"Extinguir progressivamente os cargos de monitor, atendente, auxiliar, entre outros, mesmo que ocupados por profissionais concursados em outras secretarias ou na secretaria de Educação e que exercem funções docentes."
O descabimento destes itens do PME, nos leva a pensar que as pessoas responsáveis pela sua elaboração e aprovação sequer leram os documentos que citaram, como os Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil, ou leram, entenderam muito bem, e simplesmente resolveram fazer o oposto.
Como o plano deixa margem para mudanças, esperamos que estes equívocos sejam corrigidos.terça-feira, 1 de junho de 2010
REUNIÃO NA CÂMARA DE VEREADORES DE ANGRA DOS REIS-RJ
O Vereador Ilson Peixoto convida aos representantes da categoria a comparecerem na Câmara de Vereadores na próxima segunda-feira às 10h para uma reunião com a Comissão de Educação para tratar sobre o reenquadramento dos Auxiliares de Creche e a equiparação salarial e de direitos, ele também entregou ao Secretário de Administração José Eugênio Sayegh as reivindicações feitas por nós em seu blog.
Esperamos sair dessa reunião convictas que finalmente será feita justiça com nossa categoria, será o início de um justo reconhecimento pela importância das nossas atribuições que é cuidar e educar crianças de 0 a cinco anos e onze meses a exemplo de outros municípios no Brasil.
CADA ADMINISTRADOR ESCOLHE COMO SERÁ LEMBRADO!!!
sábado, 29 de maio de 2010
TURMALINA TAMBÉM ESTÁ NA LUTA
domingo, 23 de maio de 2010
Bertioga...
Anônimo disse...
"Boa tarde, pessoal, estava ausente, pois fiquei sem net, mas já consegui ler todas as postagens!!!
Continuamos na luta, como falei a última vez, um vereador da cidade fez a indicação para que o executivo fizesse o nosso reenquadramento. Como sabemos como tudo funciona na Secretária de Educação, descobrimos que o nosso processo, ficou parado dentro de uma gaveta, por dois meses. E para nossa surpresa, dois meses depois, saiu um decreto que nos transferia para a Secretária da Ação Social, onde iriamos trabalhar com menores infratores, crianças de 0 a 18 anos. Ficamos indignadas, pois, tudo seria diferente do edital do nosso concurso, desde perfil dos atendidos até a carga horária, que seriam 12 horas. Procuramos advogado, vereador, prefeito, e enfim conseguimos conversar com a Secretária da Educação. Está se mostrou bem solícita, e nos garantiu que o nosso processo vai andar. Tudo agora vai depender do jurídico...Mas tenho muitas esperanças que tudo se resolva logo.
Qualquer novidade volto a postar!!!"
Cada dia nos surpreendemos mais com esses gestores caras de pau, eles fazem de tudo para nos barrar, será que não vêem que merecemos ser valorizados? Será que não vêem que nossas atribuições são sim incompatíveis com o grau de instrução e com o salário que recebemos?
Nós em Angra também estamos esperando (sentadas) o nosso processo andar, quando eles não querem não adianta, fingem-se de mortos.