Rumo a regulamentação de nosso cargo!!!

Mesmo após a LDB/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e o PNE/2001 (Plano Nacional de Educação), quando as creches deixaram de ter um caráter assistencialista e passaram a ser consideradas a primeira etapa da educação básica, onde quem trabalha em contato diretamente com as crianças é o professor e necessita ter a formação mínima em nível médio na modalidade normal para estar em sala de aula, muitos municípios continuaram a fazer concursos com a exigência de apenas nível fundamental ou médio, com nomenclaturas como auxiliar de recreação, berçário, auxiliar de creche, pajem, entre outras até os dias de hoje e como resultado disso exercemos atividades de docente, pois as creches de fato fazem todo o trabalho pedagógico, porém temos salários e direitos bem inferiores aos dos professores, mesmo tento a qualificação exigida por lei.

Convocamos aos ainda erroneamente chamados auxiliares, pajens, monitores, entre outras denominações a caminhar pela criação de nossa verdadeira identidade que é a de Professor de Educação Infantil, em muitos municípios profissionais como nós já conquistaram seus direitos agora é a nossa vez.

sábado, 16 de outubro de 2010

PARABÉNS AO PREFEITO DE IPORÁ-GO, QUE DEIXOU DE SER UMA PEDRA NO CAMINHO DOS EX-ADIS.

Comentário retirado da postagem:QUALIFICAÇÃO SEM VALORIZAÇÃO. NÃO MESMO!!!!

"Esse é o caminho. Conseguimos nosso enquadramento, e cumprimento das horas atividades aqui em Ipora-go, dessa forma, pressionando os vereadores, a administração, em fim, esse é o caminho. Apartir de 01/10/2010, somos reconhecidas como professor de desenvolvimento infantil, com o mesmo salário dos demais professores do município."
Valci.
Estamos muito felizes pela vitória dos ex-Auxiliares de Desenvolvimento Infantil de Iporá, que acompanhamos a quase um ano, parabéns pela luta, pela determinação e pela união que é algo fundamental para que os objetivos sejam alcançados.

Fizemos uma postagem com o título:Prefeito José Antônio da Silva Sobrinho, uma pedra no sapato dos ADIs em Iporá-GO. Nesta ocasião as ADIs de Iporá lutavam para que o prefeito cumprisse a lei municipal que os enquadravam como Professores de Desenvolvimento infantil criada pelo prefeito anterior que perdeu as eleições.

Nossas colegas de Goiás não desistiram e começou uma batalha incansável que resultou obviamente na vitória.

Agradecemos a nossa amiga Valci que tem contribuído nos enviando diversos documentos através de e-mail e temos certeza que continuará a torcer muito por todos nós, para que nossos administradores enxerguem as transformações ocorridas na educação Infantil, para que enxerguem que a situação estava muito cômoda, pois gastavam e muitos ainda gastam migalhas com a remuneração dos Auxiliares de Creche que cumprem muitíssimo bem a papel do Professor de Educação Infantil com qualificação adequada, mas já deviam ter percebido que esta situação está insustentável, nos abrimos os olhos e não descansaremos enquanto nossos direitos não forem respeitados.

Não duvidamos nada que a resposta que teremos com relação a nossa valorização como educadores seja NEGATIVA, pois é esta a impressão que temos todas as vezes que nos reunimos com a gestão atual da Secretaria de Educação de Angra dos Reis-RJ, não conseguimos enxergar nem um pingo de boa vontade desses gestores em mudar nossa situação, muito pelo contrário, houve sim arrocho, perseguição e descaso com a causa,. Em todos os municípios onde houve a regularização do cargo a(o) Secretária(o) de Educação e a(o) Prefeita(o) estavam diretamente envolvidos neste processo o que não acontece em Angra dos Reis,

É uma pena! profissionais satisfeito: aumento de qualidade no ensino de nossas crianças!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PARABÉNS A TODOS OS PROFESSORES!!!

Oração do professor

Senhor, tu me conheces.

Sabes onde nasci, sabes de onde venho, quem sou. Conheces minha profissão: sou professor.

Desde criança, tinha em mim um imenso desejo de ensinar. Queria partilhar vida, sonhos. Queria brincar de reger. Reger bonecos. Plantas. Reger as águas do mar que desde cedo aprendi a namorar.A todos ensinava, Senhor.

Criava e recriava histórias para senti-las melhor, para reparti-las com quem quisesse ouvir. Eu era um professor. Fui crescendo e percebi o quanto o sonho era real. Queria ensinar mesmo. Estudei. Concluí o curso universitário.

Hoje sou, de fato, um professor. Com diploma, certificado e emprego estável. Hoje não são bonecos que me ouvem, são crianças. Dependem tanto de mim. Do meu jeito. Do meu toque. Do meu olhar.

São crianças ávidas de aprender. E de ensinar. Cada uma tem um nome. Uma história. Cada uma tem um ou mais medos. Traumas. Têm sonhos. Todas elas, crianças queridas, sonham. E eu. Eu, senhor, sou um gerenciador de sonhos. Sou um professor.

Respeito todas as profissões. Cada uma tem seu valor,sua formosura. Mas todas elas nascem da minha. Ninguém é médico, advogado, dentista, doutor, sem antes passar pelo carinho, pela atenção, pelo amor de um professor.

Obrigado, Senhor.Escolhi a profissão certa. Escolhi a linda missão de partilhar.

Tenho meus problemas. Sofro, choro, desiludo-me. Nem sempre dá certo o que programei. Erro muito. Aprendo errando, também.

Mas de uma coisa estou certo: sou inteiro. Inteiro nas lágrimas e no sorriso. Inteiro no ensinar e no aprender.

Sei que meus alunos precisam de mim . E eu preciso deles. E por isso somos tão especiais. E nesta nobre missão de educar, nossa humanidade se enriquece ainda mais.

Sou professor. Com muito orgulho. Com muita humildade. Com muito amor. Sou professor!

Amém!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Também sabemos agradecer e elogiar, mas nossos gestores não vêm nos dando motivo para isso.

Por Anônimo em QUALIFICAÇÃO SEM VALORIZAÇÃO. NÃO MESMO!!!!


TURMALINA MG, ESTA A UM PASSO PELO ENQUADRAMENTO DAS MONITORAS COMO EDUCADORAS INFANTIS, SO FALTA PASSAR PELA CAMARA.DEPOIS QUE PROCURAMOS O PREFEITO DA CIDADE E CONTAMOS COM O APOIO DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO, CONSEGUIMOS SER INCLUIDOS NO PLANO DE CARREIRA DO MAGISTERIO TENDO OS MESMOS DIREITOS DOS PROFESSORES, ALEM DE REDUÇÃO DA CARGA HORARIA, QUE ANTES ERA 8 HORAS, AGORA SERA DE 6 HORAS. ESPERAMOS QUE LOGO ELE SEJA APROVADO NA CAMARA, POIS O PREFEITO E A SECRETÀRIA DE EDUCAÇÃO JÁ NOS DEU TODO SEU APOIO. ENFIM TEREMOS NOSSA VALORIZAÇÃO. PARABENS A TODOS OS ENVOLVIDOS NESTE PROCESSO , COORDENADORES, GRUPO DE EDUCADORES, SENHOR PREFEITO E SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO, POR MOSTRAR QUE VALE A PENA LUTAR.



Educadores de Turmalina parabéns pela conquista, por favor, continuem nos mantendo informados. Também agradecemos à Secretária de Educação de Turmalina, Maria do Rosário Alves de Macedo, e ao Prefeito Zailson João Macedo Godinho pela atitude ética, justa e totalmente de acordo com a legalidade em prol de uma educação infantil de qualidade.



Será que algum dia postaremos agradecimentos ao nosso atual prefeito e a nossa atual secretária de educação???

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

FORMA DE PRECARIZAR: PROFESSOR LUIZ ARAÚJO

Recebemos através de um comentário enviado pelo nosso colega Antônio a matéria abaixo do Professor Luiz Araújo que já estava disponível neste blog em jan/2010 na postagem:


"Não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer" Molière.

Resolvemos mais uma vez postá-la neste espaço devido a clareza e objetividade da matéria:


Formas de precarizar
Luiz Araújo

Nos diversos cursos e oficinas que tenho tido a oportunidade de ministrar, um assunto tem sido recorrente, e merece ocupar espaço privilegiado nas preocupações dos que defendem uma educação pública de qualidade. Diz respeito à precarização do trabalho e das relações de trabalho na educação infantil.

Uma das mais importantes conquistas sociais da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9394 de 1996) foi considerar o atendimento a crianças de zero a seis anos como educação. O artigo 30 corretamente definiu isso.

Art. 30. A educação infantil será oferecida em:

I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade;

II - pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade.

Coerente com esta decisão, nas disposições transitórias da LDB foi dado um prazo para que os serviços prestados nesta etapa pela área da assistência (direta ou indiretamente) fossem assumidos pela área educacional. Esta obrigação está escrita no artigo 89:

Art. 89. As creches e pré-escolas existentes ou que venham a ser criadas deverão, no prazo de três anos, a contar da publicação desta Lei, integrar-se ao respectivo sistema de ensino.

Esta medida encontrou na realidade formatos distintos daquele requerido pela legislação.

1°. Alguns municípios fizeram de conta que a lei não existia e mantiveram as “creches” na assistência durante toda a vigência do FUNDEF;

2°. Outros preferiram trazer para a educação, mas remeteram o atendimento para entidades filantrópicas, atuando por meio de subvenção social;

3°. Uma parte considerável daqueles municípios que trouxeram o atendimento a primeira infância para a educação, o fizeram pela metade, ou seja, os prédios e o atendimento foram assumidos pela educação, mas não tiraram conseqüências corretas em relação aos profissionais que deveriam atuar na área.

E esta herança continua sendo um grande risco para a qualidade do atendimento da educação infantil.

Quando estes profissionais estavam na assistência recebiam diversas denominações: pajens, babás, monitores, auxiliares de creche e educadores infantis.

Pelo que está previsto na LDB, ao migrar o serviço para a educação, a situação funcional destes trabalhadores deveria ter sido resolvida, ou seja, deveria ter sido seguida as regras que constam no artigo 61 e 62 da referida lei.

Art. 61. Consideram-se profissionais da educação escolar básica os que, nela estando em efetivo exercício e tendo sido formados em cursos reconhecidos, são:
I – professores habilitados em nível médio ou superior para a docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio;

Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal.

Está claro que os municípios deveriam ter buscado resolver a questão.

Um dos entraves que hoje está sendo vivenciado pelos municípios brasileiros diz respeito à existência de diferentes tratamentos dados para o cargo de professor que atua na educação infantil.

A situação funcional dos trabalhadores que estavam nas antigas creches vinculadas à assistência social deveria ter sido resolvida até 1999, pois desde 1996 que está explicito que o nome do cargo do profissional para trabalhar com a educação infantil é PROFESSOR.

Em muitos municípios, seja por incompreensão conceitual ou jurídica, seja por problemas financeiros, foram criados ou mantidos cargos separados, denominando-os de MONITORES, AUXILIARES DE CRECHE ou outras variações. Estes profissionais precisam ter a mesma qualificação exigida para os professores pela LDB, mas seus salários são mais baixos e em muitas redes estão alocados no quadro geral dos servidores da prefeitura.

Em alguns municípios foi criado o cargo de PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL, com a mesma justificativa e objetivo: manter estes professores recebendo menos que os demais.

Em todas estas situações existe algo em comum: por intermédio da criação de um cargo docente não previsto na LDB se busca manter, de forma precarizado, o atendimento para a educação infantil.

Com a instituição do piso salarial nacional para o magistério esta situação ficou mais complexa. Aqueles docentes apelidados de monitores e auxiliares estão excluídos do piso. Aqueles que foram denominados de professores da educação infantil devem ser incluídos. Obviamente que este enquadramento no piso torna menos eficaz a tentativa de economizar via criação de cargo separado.

Com a obrigatoriedade de revisar os planos de carreira esta situação ganha uma rica oportunidade de ser consertada pelos gestores municipais. Logicamente que cada realidade funcional levará a saídas diferentes, mas uma diretriz deve presidir este trabalho: garantir que se cumpra o que estabelece a LDB e tenhamos somente um cargo de professor, com níveis de remuneração baseados na titulação e não no local de exercício docente.

Esta é a diretriz da Resolução n° 02 de 2009 da Câmara de Educação Básica do CNE, como pode ser lido no parágrafo primeiro do artigo 2° e no artigo 4°:

Art. 2°.......................

§ 1º São considerados profissionais do magistério aqueles que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais, exercidas no âmbito das unidades escolares de Educação Básica, em suas diversas etapas e modalidades (Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial, Educação Profissional, Educação Indígena), com a formação mínima determinada pela legislação federal de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

............

Art. 4º As esferas da administração pública que oferecem alguma etapa da Educação Básica, em quaisquer de suas modalidades, devem instituir planos de carreira para todos os seus profissionais do magistério, e, eventualmente, aos demais profissionais da educação, conforme disposto no § 2º do artigo 2º desta Resolução, dentro dos seguintes princípios:

Este caminho é fundamental para garantir uma real valorização dos professores que atuam na educação infantil.

Luiz Araújo, Professor, mestre em políticas públicas em educação pela UnB. Secretário de educação de Belém (1997-2002). Presidente do INEP (2003-2004). Assessor de financiamento educacional da UNDIME Nacional (2004-2006). Assessor do senador José Nery -PSOL/Pa (2007-2009). Consultor na área educacional. Atualmente é Consultor Educacional da UNDIME Nacional.


O QUE FALTA MESMO É AÇÃO DOS ÓRGÃOS COMPETENTES !


http://www.cpers15nucleo.com.br/index.php?id=art340






domingo, 10 de outubro de 2010

QUALIFICAÇÃO SEM VALORIZAÇÃO. NÃO MESMO!!!!

Comentários retirados da postagem: Monitores de Creche dizem basta!!!


Por Sônia em GREVE:

Meninas nós em Santos estamos nos mobilizando vejam: MONITORAS DE CRECHE PROTESTAM NESTA SEGUNDA-FEIRA 24/09/2010 De camisas pretas simbolizando luto, as monitoras de creche estarão nesta segunda-feira, dia 27, a partir das 15 horas, na Praça Mauá, panfletando e coletando assinaturas para o abaixo-assinado contra a intenção da Seduc em mudar as profissionais de seus locais de trabalho. O documento, que deve contar com mais de 5 mil assinaturas, vai ser entregue no gabinete do prefeito às 17h30. Na sequência, as profissionais farão um protesto surante a sessão da Câmara com faixas e cartazes. A mobilização é uma das ações definidas pelo Grupo de Trabalho formado por monitoras de creche representando cada UME. Além das profissionais, pais, mães e demais integrantes de cada comunidade escolar estão convidados a engrossar a mobilização. É hora de mostrar que as monitoras não são profissionais de segunda categoria, mas sim educadoras qualificadas e merecedoras de respeito e reconhecimento como qualquer outra classe!

MONITORAS DE CRECHE PARALISAM SESSÃO DA CÂMARA 27/09/2010 As monitoras de creche compareceram em peso na sessão da câmara desta segunda-feira para se fazerem ouvir e conseguiram. Vestidas de preto em sinal de luto, cerca de 80 servidoras paralisaram os trabalhos por 40 minutos. Após manifestação na Sala Princesa Isabel, o presidente da casa, Marcus De Rosis, chamou as profissionais para conversar. Ele e os demais vereadores presentes, sobretudo o presidente da Comissão da Educação, Braz Antunes, se comprometeram publicamente em apoiar a categoria na resistência às mudanças anunciadas pela Seduc que impedem as profissionais de fixar sede em seus atuais locais de trabalho e abrem caminho para uma série de discriminações e desvalorizações da função. Além do ato de repúdio na Câmara, as profissionais, acompanhadas pelos diretores do Sindserv e por alguns pais e mães de alunos, entregaram no gabinete do prefeito Papa um abaixo-assinado contendo 6.800 assinaturas contra as referidas medidas da Seduc. Este foi apenas um dos atos que poderão acontecer caso a Seduc não reveja a sua postura. A luta é pela obtenção de garantias de que as monitoras não serão rebaixadas a meras babás dentro das UMES. Muitas cidades do Brasil já estão em sintonia com a LDB e reconhecem as monitoras com a devida formação exigida em lei como professoras. Apesar de ter oferecido e custeado o curso de pedagogia para todas, Santos vem andando na contramão há vários anos, se omitindo nesta questão tão importante.

Nossa luta continua, MONITORAS VOLTARAM A PROTESTAR NA CÂMARA 07/10/2010 As monitoras de creche de Santos voltam a ocupar as galerias da Câmara ontem (07/10) para potestar novamente contra a atitude da Seduc em remanejá-las de local de trabalho. No dia 27, após paralisarem a sessão e entregarem um abaixo-assinado contra a medida, elas obtiveram o compromisso do presidente do Legislativo, Marcus De Rossis, bem como dos integrantes da CEV da Educação, de que uma reunião seria marcada com a secretária Sulely Maia para discutir o assunto. Porém, nada foi encaminhado desde então. As monitoras vão continuar lutando pelo compromisso de que não vão ser remanejadas de seus atuais locais de trabalho e de que serão reconhecidas como educadoras. Afinal, foi com esse objetivo que a Prefeitura custeou cursos superiores de pedagogia às profissionais, conforme prevê a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). SÓ A LUTA MUDA A VIDA!


Olá Sônia,

É um prazer mais uma vez contar com seus comentários no Blog da Educação Infantil que vem sempre trazendo informações necessárias e contendo injeção de ânimo nesse povo que insite em permanecer na ociosidade acometidos de síndromes enumeradas aqui.

O Governo Federal vem investindo na formação dos auxiliares de creche, mas peca ao deixar a decisão da valorização nas mãos dos prefeitos que não tem essa intenção e sim de encherem os bolsos, eles precisam do repasse do FUNDEB que por sua vez cobra nossa formação, essa cobrança deveria vir seguida de uma suspensão do repasse caso os municípios não nos valorizassem como devido, por conta dessa omissão do FUNDEB e da LDB nossos(as) Secretários(as) de Educação fingem-se de mortos e como um efeito cascata muitos estados e municípios agem da mesma forma, fornecem a formação dos auxiliares, continuam com dinheiro(justamente o que lhes interessam) e nos mantêm com baixos salários, fazendo o trabalho de um profissional que ganharia o dobro e com uma carga horária extensa.

Cabe a nós dar um basta nessa pouca-vergonha e cobrar de forma veemente nossa valorização, precisamos, caso necessário, usar de todos os mecanismos para chamar atenção da sociedade assim como do próprio governo federal .

Parabéns pela organização da categoria, assim mostraremos nosso valor!

sábado, 9 de outubro de 2010

CONCURSO PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL EM NITERÓI-RJ

Agora foi a vez de Niterói-RJ promover concurso para Professor de Educação Infantil. Mais uma vez as atribuições estão de acordo com os documentos do MEC, ou seja, o cuidar não se separa do educar conforme vimos anunciando.

Professor I - Atuação na Educação Infantil, 1º e 2º ciclos do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos

Carga Horária Semanal: 24h

Vencimento: R$ 831,71 (oitocentos e trinta e um reais e setenta e um centavos)

Exigência: Certificado de conclusão de Nível Médio expedido por Instituição devidamente autorizada, na modalidade Normal (art. 62 da Lei Federal n. º 9.394/96) ou certificado equivalente devidamente reconhecido por Lei.

Atribuições Típicas:

1. Participar da elaboração do projeto pedagógico da Unidade Escolar, definindo ações, atividades e procedimentos de avaliação no processo de ensino aprendizagem;

2. Ministrar aulas, transmitindo aos alunos os conhecimentos estabelecidos no projeto pedagógico, de acordo com as diretrizes curriculares em vigor, com assiduidade e pontualidade;

3. Avaliar os alunos e as turmas, no contexto educacional, utilizando técnica e metodologia em consonância com a proposta pedagógica em vigor;

4. Interagir com os alunos de forma a enriquecer o processo educacional, atendendo com disponibilidade e dedicação aos alunos com dificuldade de aprendizagem, inclusive a pessoas com necessidades educacionais especiais;

5. Propor estratégias pedagógicas que favoreçam a interação aluno-aluno e aluno-professor, no contexto escolar;

6. Participar de atividades educacionais internas e externas, que contribuam para seu enriquecimento profissional, agindo sempre com ética e equilíbrio emocional;

7. Manter articulação permanente com a equipe técnico pedagógica e administrativa de sua Unidade Escolar;

8. Participar dos programas de capacitação em serviço oferecido pela FME;
9. Participar de reuniões com pais, mães e responsáveis e demais profissionais de educação e executar outras atividades afins, determinadas pela Direção e pela Coordenação Pedagógica da Unidade Escolar.

10. O Professor I, além das atribuições típicas do cargo descritas na Lei nº 2307/06, de 19 de janeiro de 2006, também exercerá atividades relacionadas ao cuidado com o aluno, quanto à higiene, à alimentação, ao repouso e à recreação, conforme a descrição abaixo:

I - Cuidados com a higiene: cuidar do banho, da escovação dos dentes, da lavagem das mãos antes das refeições, da troca de fraldas, da troca de roupa, formando o hábito nas crianças de se despir ou se vestir sozinhas e de guardar seus próprios pertences, entre outras rotinas de higiene e auto cuidado necessárias;

II - Cuidados com a alimentação: alimentar a criança, zelando pela sua adequada nutrição, conforme as recomendações dos serviços especializados da FME, e orientar os alunos no momento das refeições, propiciando a formação de bons hábitos alimentares e de comportamentos adequados durante as mesmas;

III - Cuidados com o repouso: realizar atividades de relaxamento que levem a criança ao sono, zelando pelo seu despertar sereno;

IV - Cuidados com a recreação: realizar atividades de recreação e acompanhar as crianças nas atividades livres, despertando a criatividade, estimulando a autonomia e zelando pela sua integridade física.


Mesmo diante destas mudanças necessárias para o bem-estar integral da criança no sentido da indissociabilidade do cuidar e educar, em Angra ainda escutamos coisas do tipo:"Em qualquer nível de escolaridade cuidamos dos alunos". Mas nós mais uma vez respondemos: certo, mas na Educação Infantil este cuidado é diferenciado e realizado por um só profissional, ou seja:

O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

EM CUIABÁ O SACO PÁRA EM PÉ!

Retiramos este comentário feito por um anônimo na postagem: BALNEÁRIO CAMBURIÚ-SC A CAMINHO DA VITÓRIA!

Bom dia professores do Proinfantil!

Sou de Cuiabá-MT e também sou cursista, fico triste em ver que em todos os estados não temos o valor que merecemos, embora nosso caso seja um pouco diferente do que estou lendo aqui, já que temos boa alimentação como: Café da manhã, almoço, cafézinho da tarde e um ambiente ótimo para se estudar, mas estamos na mesma luta que vcs em busca da valorização profissional, mas sempre trabalhamos com um coração feliz pois fazemos nosso trabalho com amor e muiiiita dedicação e mais estamos adquirindo o respeito que merecemos, saiba que temos que segurar a bandeira juntos afinal de contas podemos até estarmos distante, mas estamos no mesmo caminho, o amanhã das nossas crianças depende de nós.

Beijos e abraços a todos que lutam por uma educação melhor.

Olá, seja muito bem-vindo(a)!

Pelo menos o município de Cuiabá entende bem o ditado: "saco vazio não pára em pé", aqui em Angra, não temos reconhecimento, não temos valorização, muito menos uma refeição digna e um "lugarzinho ótimo para estudar".

Aqui funciona mais ou menos assim: Depois de trabalhar o dia inteiro, você sai correndo desesperadamente para não peder o ônibus e dar tempo de passar na lanchonete onde o salgadinho gorduroso com um copinho de 200 ml de ki-suco custa R$1,00 (um real), depois da farta, nutritiva e rápida refeição corremos para o local onde será ministrado o curso, não temos local fixo, aos sábados então é comum as aulas serem ministradas nas próprias creches, onde não há mesas e cadeiras adequadas ao nosso tamanho. Isso mesmo! Passamos o dia inteiro sentados, estudando em mesas e cadeiras ergonomicamente adequadas para crianças de 2 a 4 anos.

Ahhh já íamos nos esquecendo, durante o curso ( fase presencial)o município colabora com uns biscoitos murchos, imagina que houve dia em que o lanche foi pão com ovo(aulas quinzenais). Mas isso é ação de pessoas que não se interessam pelas crianças, muito menos ainda pelos profissionais responsáveis pela educação das mesmas.

Mas enfim, diante desta situação, só mesmo com o amor e o carinho que as crianças nos passam nos matêm firmes para seguirmos nossa luta por respeito, reconhecimento e valorização. Devemos sim seguir juntos, a distância nos separa mais a internet nos aproxima cada vez mais.

Juntos somos mais fortes!!!

domingo, 26 de setembro de 2010

AS SÍNDROMES QUE ACOMETEM OS AUXILIARES DE CRECHES

Esta postagem foi retirada do Orkut dos Agentes Auxiliares de Creche I e II do município do Rio de Janeiro feita pelo nosso amigo Antônio, uma pessoa extremamente inteligente e de muito bom humor, resolvemos postá-la aqui, pois infelizmente em Angra dos Reis e com certeza em muitos outros municípios do país inteiro estão super lotadas desses Auxiliares acometidos dessas patologias malíguinas que precisam urgentemente serem exterminadas.

Muito legal,vejam só:

Caros colegas, infelizmente as síndromes que afetam os AACs estão de volta e, mais fortes do que nunca.


SÍDROME DE GABRIELA:

O AAC acometido da síndrome de Gabriela sofre de paralisia de pensamentos, ideais e iniciativa, tem pavor de mudanças e vive cantarolando a enfadonha música de Jorge Amado que ficou famosa na voz de Gal Costa:

"Eu nasci assim, eu cresci assim
Eu sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela, sempre gabriela
Eu sou sempre igual, nao desejo mal
Amo o natural, etecetera e tal
Gabriela, sempre gabriela"



SÍNDROME DE PINÓQUIO, O BONECO DE MADEIRA

O AAC acometido de tal síndrome se sente um boneco de madeira incapaz de pensar ou de qualquer tipo de reação humana, inclusive o raciocínio.
Assim como Pinóquio, o portador dessa síndrome acredita que só através da Fada Azul (Márcia Nunes) se tornará humano, respeitável e Professor.


SÍNDROME DE BRANCA DE NEVE

O AAC vive num mundo de fantasia e de felicidade infinita, chamado Reino do Comodismo, acredita que sua Diretora, Adjunta e PA são na verdade Bruxas malvadas que querem fazê-lo dormir o sono da ignorância.


SÍNDROME DA NOVELA CAMINHO DAS ÍNDIAS


O AAC portador dessa síndrome após assistir a novela "Caminho das ìndias" passa a acreditar que o Magistério Carioca é divido em castas e que ele (AAC) pertence à casta dos intocáveis (concursados de nível fundamental). O AAC não se julga digno de pertencer à casta dos Professores de Educação Infantil.
O AAC acometido por essa síndrome mesmo sendo portador do diploma de Pedagogia não aceita qualquer tipo de argumento contrário, mesmo que se diga que não vivemos na Índia e que ele é Educador sim.
O doente passa a acreditar que a Deusa pagã PCRJ será capaz de torná-lo digno de trabalhar 4,5 horas por dia e torná-lo da casta mais alta (PEI).


Mas ele indica um tratamento eficaz para combater essas doenças infernais que atrapalham e muito na saúde perfeita da Educação Infantil, pois quando estamos acometidos de patologias é muito importante estarmos sempre com pensamento positivo e lançarmos mão do medicamento correto para sermos curados.


O melhor remédio para todas essa síndromes é a INFORMAÇÃO!
Devemos ler e interpretar a LDB, o PCN, e vários textos que dizem respeito a nossa categoria e a nossa prática que é a Educação.


Márcia Nunes também chamado por ele de Fada Azul diz o seguinte:


Isso tem cura???? Haja paciência, mas tudo tem seu tempo e aos poucos TODOS estarão sendo cada vez mais informados de que devemos nos VALORIZAR SEMPRE E PENSAR SOZINHOS SEM ESTAR CONECTADO À CABEÇA DE OUTRAS PESSOAS.

A CURA DESSA SÍNDROME É A INFORMAÇÃO E CORAGEM, DE SE LEVANTAREM E VIR CONOSCO EM BUSCA DA NOSSA VALORIZAÇÃO.

FORMAMOS UMA BARREIRA, DEPOIS DE TANTAS "CHICOTADAS" APRENDEMOS A NOS PROTEGER MUTUAMENTE E O SOFRIMENTO NOS UNIU.

Auxiliares de Recreação de Angra dos Reis-RJ, isso tudo está acontecendo aqui bem pertinho, no município do Rio de Janeiro, BRASIL!!!!!!!

VAMOS ACORDAR?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

BALNEÁRIO CAMBURIÚ-SC A CAMINHO DA VITÓRIA!

São muitos os municípios pelo Brasil a fora onde os Prefeitos vêm tentando solucionar o problema criado por eles mesmos ao promover concurso público totalmente contrário às leis, em Angra dos Reis-RJ, até esse momento nenhuma atitude foi tomada por parte da Secretária de Educação Sra. Luciane Rabha.

Protocolamos um Processo Administrativo em Dez/2009 onde anexamos várias provas relativas a municípios que valorizaram os Auxiliares de creche que possuiam nível médio ou fundamental, mas que após formação exigida pela LDB foram enquadrados como professores de Educação Infantil sanando assim toda injustiça cometida com profissionais de grande importância para a Educação Infantil.

Perguntamos: Será que estamos enganadas ou a Prefeitura de Angra não dá a mínima para a educação Infantil? Somos parte fundamental na educação inicial das crianças pequenas, mas trabalhamos sendo remuneradas com o salário mínimo da prefeitura, com carga horária extrema para a função que desempenhamos, em péssimas condições de trabalho.

Será uma solução inteligente ignorar a reivindicação dos Auxiliares? Por que até este momento nenhuma resposta quer seja positiva ou negativa nos foi dada?

Vejam abaixo o andamento das negociações para o enquadramento das Monitoras de Balneário Camburiú que passaram por um concurso público com exigência de nível médio e após formação em magistério e com a juda do Prefeito, as negociações têm caminhado para o fim vitorioso e histórico para Balneário Camburiú e também para o prefeito Édson Renato Dias que gravará seu nome na história da Educação Infantil.

A comissão mista especial que estuda o enquadramento dos monitores de educação infantil no Estatuto de Planos e Carreira do Magistério Público Municipal de Balneário Camboriú, foi recebida ontem, terça-feira (21/09), às 14:00 horas, pelo prefeito municipal, Edson Renato Dias, para a entrega do relatório final produzido pela comissão.

Leia abaixo na íntegra matéria publica no site da Prefeitura Municipal de Balneário Camburiú:


Comissão discute mudança de nomenclatura das monitoras de creches
21.09.2010 às 17:15h

O prefeito Edson Renato Dias (Piriquito) recebeu na tarde desta terça-feira, 21, a comissão mista que propõe a mudança de nomenclatura das monitoras dos Núcleos de Educação Infantil de Balneário Camboriú. O prefeito recebeu um estudo que auxiliará na formulação do projeto de lei que será enviado à Câmara de Vereadores e deve encaixar as monitoras no plano de carreira do Magistério.

As profissionais propõem a mudança da nomenclatura de Monitor para Professor Auxiliar, o que as enquadraria na categoria de profissionais do Magistério, lhes dando direito ao plano de carreira, que elas não possuem hoje. “O meu desejo é mudar esta nomenclatura para dar a devida valorização a estas profissionais e para que elas tenham perspectivas de crescimento numa carreira tão importante para a educação da nossa cidade”, afirmou o prefeito.

Piriquito disse ainda, que estes estudos preliminares são fundamentais para que construa um projeto de lei conciso e completo que tenha aprovação imediata dos vereadores para que o problema seja solucionado com o máximo de agilidade. O prefeito já solicitou para o setor administrativo da prefeitura uma folha teste com a simulação das monitoras já como professoras auxiliares. “Com esta folha teste saberemos qual o impacto financeiro que esta mudança trará para a administração municipal e como esta diferença será paga. Assim, o projeto ficará mais completo e certamente receberá o apoio dos vereadores”, disse o prefeito.

A comissão mista que avalia o processo de mudança de nomenclatura é composta pelo procurador Valdir Loli (representante do Poder Judiciário), vereador José Carlos Anibal (Legislativo), prefeito Edson Piriquito (Executivo), Marisa Crispilho (Sindicato dos Servidores Municipais de Balneário Camboriú – SISEMBC) e monitoras. A próxima reunião do grupo deve ser realizada dentro de 30 dias.


Prefeitura de Balneário Camboriú
Assessoria de Imprensa
Texto e fotos: Fabricia Prado – jornalista – SC 03103 JP
Fotos: Lucas Correia
Fone: (47) 3267-7022
http://www.balneariocamboriu.sc.gov.br/


PELO JEITO ANGRA DOS REIS CONTINUARÁ A AMARGAR OS ÚLTIMOS LUGARES NA FILA DAS CIDADES ONDE, SEGUNDO OS NÚMEROS, A EDUCAÇÃO FICA EM SEGUNDO PLANO.

"Como será o amanhã,
Descubra quem puder,
O que irá me acontecer,
O meu destino será como Deus quiser..."
Simone

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

NOVO BLOG

Caros colegas, acessem o novo blog 'PROFESSORES LEIGOS" criado para juntos caminharmos rumo ao tão merecido reconhecimento como Professores de Educação Infantil.



Somos os Professores Leigos da educação Infantil, estamos sendo capacitados, já temos a prática e a teoria, então só nos falta o ENQUADRAMENTO!



Vejam o link de acesso ao lado.



CADA DIA ESTAMOS MAIS FORTES...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

RESULTADO DA PARALISAÇÃO DOS AGENTES AUXILIARES DE CRECHE DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
















A repercussão da manifestação dos Agentes Auxiliares de Creches do Rio de Janeiro hoje não podia ser melhor, os profissionais da Educação Infantil conseguiram transmitir com êxito as mensagens relativas à valorização da categoria.

Que este tipo de ação praticadas pelos auxiliares do Rio possam servir de exemplo para todos os outros pelo Brasil a fora, é com determinação e coragem que se consegue atingir objetivos e não ficar estagnados esperando as coisas acontecerem.

Parabéns aos ainda chamados Auxiliares guerreiros do Rio de Janeiro!

Vejam as matérias:


UOL - Educação

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A BATALHA JÁ COMEÇOU...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

AACs DO RIO DE JANEIRO COMEÇAM A REAGIR!

Amanhã, 16 de setembro de 2010, os Agentes Auxiliares de Creche do Rio de Janeiro farão paralisação juntamente com uma passeata da Candelária à Cinelândia, os profissionais contam com o apoio do SEPE-Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, eles darão um documento para ser entregue na direção das creches. Irão todos de camiseta preta...

Dentre várias sugestões de faixas que serão levadas pelos Auxiliares destacamos algumas:

-INCLUSÃO NO MAGISTÉRIO JÁ!!!!!

-PELA VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL!!!

-CHEGA DE INJUSTIÇA!!!

-CHEGA DE EXPLORAÇÃO!!!

-PARA ONDE FORAM AS VERBAS QUE DEVERIAM ESTAR INVESTIDAS NA EDUCAÇÃO?
-MEROS AUXILIARES? SOMOS PROFESSORES DE FATO,ENQUADRAMENTO JÁ!!!!!!!!!!!

-"O MEC JÁ DETERMINOU A VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL EM 2006.

-"A ASSINATURA DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO E DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO VALEM NADA???

-DR PREFEITO, CUMPRA A LDB.

-"A CURA DA VIOLÊNCIA SE CHAMA EDUCAÇÃO.

-"NÃO SOMOS APOIO DE NINGUÉM E NEM AUXILIAMOS NINGUÉM, SOMOS OS VERDADEIROS P.E.Is.

-"SR. PREFEITO, RESPEITE O FUNCIONALISMO PÚBLICO.

-"EXIGIMOS QUE O MEC TOME PROVIDÊNCIAS SOBRE O NÃO CUMPRIMENTO DA PREFEITURA COM A LDB.

-"CADÊ A VERBA DO FUNDEB PARA A VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL?

-"TODA CRIANÇA TEM O DIREITO DE UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE.

-"SR. PREFEITO, CONSTRUA EDIS COM ESTRUTURA ADEQUADA PARA RECEBER AS CRIANÇAS.

-"AS CRECHES PERTENCEM A EDUCAÇÃO E NÃO SÃO MAIS ASSISTENCIALISTAS."

-"PREFEITO, A CRECHE É A BASE DA EDUCAÇÃO, PARA QUE A CRIANÇA TENHA FORMAÇÃO, RESPEITE A CONSTITUIÇÃO."

-SOMOS OS PROFESSORES LEIGOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL, ENQUADRAMENTO JÁ!!!!!

-"AGENTES AUXILIARES DE CRECHE, OS PROFESSORES LEIGOS DO RIO DE JANEIRO"


"A PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO NÃO ACREDITA NA LDB"


"EDUCAÇÃO INFANTIL DE QUALIDADE NÃO SE FAZ COM PROFESSORES LEIGOS"


"O PROINFANTIL FORMA PROFESSORES, MAS A PREFEITURA NÃO OS RECONHECE"


"OS MUNICÍPIOS TÊM AUTONOMIA PARA IGNORAR A LDB?"

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Sugerimos uma faixa com os seguintes dizeres:
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PUNIÇÃO JÁ!!!!!!!
DE QUE ADIANTA AS LEIS FEDERAIS SE OS MUNICÍPIOS NÃO CUMPREM.

Um recado aos Auxiliares de Angra:

Isso tudo está acontecendo no município do Rio de Janeiro, BRASIL!!! Aqui pertinho, e a maioria estão como nós em estágio probatório. E quanto a nós de Angra dos Reis, quando será que reagiremos? Adianta ficar de braços cruzados só reclamando?


A CONSTITUIÇÃO NOS GARANTE O DIREITO DE MOBILIZAÇÃO!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A CADA DIA ESTAMOS MAIS FORTES: PARA O BEM DAS CRIANÇAS

Comentários retirados das postagens: REVISÃO DAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA..., A BUSCA DA CATEGORIA POR RECONHECIMENTO ESTÁ CADA ...e CONCURSO PÚBLICO PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL...

"No Guaruja a situação esta bem confusa, existem as pajens que trabalham a mais de 15 anos na prefeitura com carga horaria de 30 horas semanais, outras pajens de concurso de 2006 que fazem 40 horas semanais e ambas possuem o mesmo salario base, e agora em 2010 foi feito um concurso para auxiliar de educação infantil com um salario base maior e com carga horaria de 40 horas semanais. Onde entra o plano de carreira se persistem no erro, profissionais exercendo a mesma função com carga horaria e salario diferente ."

Isso demonstra a falta de respeito que as autoridades da educação brasileira têm conosco, como podem pregar aos quatro cantos que estão lutando por uma Educação Infantil de qualidade se os profissionais que são a peça chave desse processo, pois são os responsáveis diretos pela educação dessas crianças, são tratados desta maneira?


"Ola, sou de Santos, e aqui somos chamadas de monitoras de creche. A prefeitura pagou a faculdade de pedagogia para todas as monitoras, nos formamos em 2004, desde então a nossa batalha pelo reconhecimento ou nossa transformação em professoras tem sido constante e exaustiva. Eramos quase 300, no ultimo concurso par professoras muitas participaram e outras não fizeram. Por acreditar que não poderia fazer um concurso para fazer a mesma coisa que ja fazia, não participei do concurso. Hoje somos 129 que não desistem da luta, a cad dia é uma batalha que esperamos gsnhar em breve, se tivermos novidades, me disponho a postar aqui."

Cara colega,


Outros municípios já relataram esta bagunça, onde profissionais trabalham no mesmo lugar, realizando a mesma atribuição porém com nomenclaturas e salários diferentes. Um absurdo!

Geralmente os gestores dos municípios vivem muitos felizes, já que para continuar com mão-de-obra barata, continuam com a nomenclatura de auxiliar e realizam concurso com nível fundamental, depois qualificam os auxiliares, e são capazes de pensar que está tudo certo: pessoal qualificado a preço de banana. Porém quando acordamos e vamos cobrar nossos direitos eles finalmente criam o cargo de Professor de Educação Infantil, mas dizem que não podemos ter os memos direitos dos PEIs, já que fizemos concurso sem a exigência de magistério.

Esta é a situação que os Agentes Auxiliares de Creche do Rio de Janeiro-RJ estão prestes a passar. Em breve será realizado o concurso de Professor de Educação Infantil.


"Esse concurso é ilegal. Nós, Agentes Auxiliares de Creche do Rio de Janeiro já desempenhamos a função de PEI. A prefeitura alega ser inconstitucional o nosso reconhecimento. Desempenhamos a função docente durante 2 anos, tendo feito concurso a nível fundamental. Isso não é iconstitucional? "


Pois é minha(o) cara(o),

talvez o concurso em si não seja ilegal, ilegal é nossa situação, ilegal é nos fazer de palhaços, é nos explorar e mais ilegal ainda como você bem disse é promover um concurso público ilegal com o nível de escolaridade insuficiente, onde cumprimos a muito tempo a função de Professor de Educação Infantil e continuaremos a cumprir(a não ser que rasguem os documentos do Ministério da Educação) e agora virem com esta desculpa de inconstitucionalidade para profissionais que continuarão a desempenhar atribuições de mesma natureza. A mudança de nomenclatura não mudará nossas funções.


Já encontramos vários pareceres (do tribunal de contas, MP,...) e a própria lei do FUNDEF (atual FUNDEB), relatando que deve ser assegurado a inclusão dos professores leigos no plano de cargos e carreiras do magistério adquirindo assim todos os direitos dos professores, sem a necessidade de passar por um novo concurso, desde que o profissional obtenha a qualificação de magistério.


Ora se nossas atribuições são hoje as atribuições do professor de educação infantil, então nós somos os professores leigos da educação infantil. Bem, este perfil se encaixa em apenas uma parte de nós, que ainda não possui a formação de magistério, já que muitos de nós já possuem a formação correta, porém seus direitos são desrespeitados.

Alguns municípios de São Paulo e outros estados brasileiros, seguiram este raciocínio e regularizaram a situação dos Auxiliares de Creche, porém outros municípios insistem em diminuir o trabalho docente que desenvolvemos.

Nossa luta já está dando frutos, os municípios já estão regularizando o cargo do Professor de Educação Infantil, se não houvesse cobrança, municípios como Rio de Janeiro, jamais criaria este cargo, já que o cargo de PEI já foi criado, o próximo passo para os AACs do Rio é a aprovação da lei que irá extinguir o cargo de AAC e os enquadrar com PEI, após qualificação.

Uma boa paralisação dá um jeito nessa bagunça.

No demais precisamos pressionar os órgãos competentes da educação brasileira, não podemos parar de exigir a regularização de nossa situação, o primeiro passo estamos dando que é a comunicação com esses órgãos, esperamos que eles estejam neste momento preocupados com com o descaso cometido pelos gestores municipais e estejam tomando algum tipo de atitude, precisamos também traçar uma linha de ação juntamente com todos os Auxiliares do país, por conta disso é importante que mandem seus e-mails.



Cada dia estamos mais fortes...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CONCURSO PÚBLICO PARA PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

O Prefeito Eduardo Paes mandou para Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro um Projeto Lei para realização de concurso público para Professor de Educação Infantil. Leiam abaixo as atribuições:


ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS
• interagir com os demais profissionais da instituição educacional, para a construção coletiva do projeto político-pedagógico;


• planejar, executar e avaliar as atividades propostas às crianças, objetivando o “cuidar e o educar” como eixo norteador do desenvolvimento infantil;

• organizar tempos e espaços que privilegiem o brincar como forma de expressão, pensamento, interação e aprendizagem;

• propiciar situações em que a criança possa construir sua autonomia;

• planejar, disponibilizar e preparar os materiais pedagógicos a serem utilizados nas atividades;

• atender diretamente às crianças, em suas necessidades individuais de alimentação, repouso, higiene, asseio e cuidados especiais decorrentes de prescrições médicas;

• registrar a frequência diária das crianças;
• acompanhar a clientela em atividades sociais e culturais programadas pela unidade;

• planejar e executar as atividades pautando-se no respeito à dignidade, aos direitos e às especificidades da criança, em suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas e religiosas, sem discriminação alguma;

• observar e registrar, diariamente, o comportamento e desenvolvimento das crianças sob sua responsabilidade e elaborar relatórios periódicos de avaliação;

• realizar reuniões com os pais ou quem os substitua, estabelecendo o vínculo família-escola, apresentando e discutindo o trabalho vivenciado e o desenvolvimento infantil;

• coordenar as atividades concernentes à elaboração de relatórios periódicos de avaliação das crianças;

• colaborar e participar de atividades que envolvam a comunidade, sob a orientação da direção;

• participar de atividades de qualificação proporcionadas pela Administração Municipal, dos centros de estudos e de reuniões de equipe;

• refletir e avaliar sua prática profissional, buscando aperfeiçoá-la

• aplicar, avaliar e monitorar, a partir de instrumentos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, indicadores de qualidade e desenvolvimento infantil.


São exatamente estas as atribuições que cumprimos, imaginem dois profissionais em sala de aula realizando as mesmas atribuições, a diferença é que um trabalha quatro horas e meia e ganha o dobro do salário do outro que tem carga horária de sete horas(no caso de Angra). E a lei da isonomia salarial???

Na justificativa dizem que para atender a LDB artigo 62 criaram o cargo de Professor de Educação Infantil para cuidar e educar, mas inacreditavelmente eles dizem que o Agente Auxiliar de Creche é apoio e tem a função somente de cuidar, e separam o cuidar do educar!


O Professor de Educação Infantil que passar no concurso público(caso ele se realize) terá sim que trocar fraldas, ministrar medicamentos, dar banho, fazer a criança dormir conforme as atribuições descritas no PL. É uma vitória para nós que vimos dizendo isso aqui desde que criamos o blog e sempre encontramos resistência dos preconceituosos de plantão.

São os documentos do MEC sendo em parte respeitados.


http://mail.camara.rj.gov.br/APL/Legislativos/scpro0711.nsf/0c5bf5cde95601f903256caa0023131b/a2214a6d24900d43832577830048f051?OpenDocument&Highlight=0,701%2F2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

RESPOSTA DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA/MEC

Abaixo a resposta da Secretária de Educação Básica Maria do Pilar lacerda:


Prezadas professoras,

Eu entendo perfeitamente as colocações e posicionamento de vocês. Por outro lado, ao analisarmos a história do atendimento público às crianças pequenas no Brasil, percebemos a imensa dívida que o Estado brasileiro tem com esta faixa etária, especialmente as crianças entre 4 meses e 3 anos de idade.

Ao mesmo tempo em que as secretarias municipais de educação assumem a gestão e políticas de atendimento educacional para as crianças pequenas, é preciso um forte equilíbrio entre o que se quer e o que o orçamento público permite.

Eu era secretária de educação do município de Belo Horizonte, quando tomamos a decisão de construir creches e criar o cargo de educadores, que têm trabalho diferente do professor, só ingressam através de concursos públicos, mas têm carreira própria.


E esta difícil decisão foi tomada porque a cidade até 2004, não tinha nenhuma, e era a terceira cidade do país, repito, não tinha NENHUMA vaga pública de creche! Hoje são mais de 50 escolas infantis públicas (UMEIs), de grande qualidade, e mais de 30 em construção.


cada dia, as condições de trabalho dos educadores infantis vão melhorando, inclusive os salários; e reconhecer a especificidade do trabalho com a criança pequena é positivo principalmente para quem trabalha com a criança pequena.

O governo federal estabeleceu prioridade absoluta para a educação infantil e através de diferentes programas, temos estabelecido fortes parcerias com os municípios pára que tanto em qualidade quanto em quantidade, possamos atender cada vez mais e melhor.


O Fundeb, o Pró Infantil (mais de 20.000 professores em formação), Pró Infância (são mais de 2000 escolas infantis já em construção), edital de tecnologias para a educação infantil, avaliação do atendimento (Indique e pesquisa com BID e Fundação Carlos Chagas). Enfim, reconhecemos o problema e temos atuado fortemente para que este nível educacional tenha mais atendimento e mais qualificado.

Mas o regime federativo nos impõe limites e não podemos, constitucionalmente, interferir nas políticas dos municípios e estados brasileiros, entes federados que gozam de autonomia reconhecida na Constituição Brasileira. O que estamos fazendo é dar aos entes federados mais condições para atuarem cada dia mais e melhor.

Estou copiando esta mensagem para dirigentes da Secretaria de Educação Básica, responsáveis pela área de educação infantil, formação docente e relação com os municípios, para que eles se inteirem do assunto e possam acompanhar.

E estarei sempre disponível para ouvir e dialogar com vocês.

Cordialmente,

Maria do Pilar Lacerda

Secretária de Educação Básica/MEC




Abaixo leiam um comentário que recebemos de uma colega de Belo Horizonte, retirado da postagem:PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL CADA VEZ MAIS FORTES E UNIDOS

Marcelle Chris disse...


Em BH os professores da educação infantil recebem a nomenclatura de educador infantil. Nosso salário é cerca de 40% que dos "professores" ( que atuam no ensino fundamental). O prefeito autorizou um abono que pra mim fere os direitos dos trabalhadores: reunião remunerada fora da carga horária, da qual só participam servidores que não se ausentaram da escola ( não são aceitos atestados médicos)!!! Ou melhor, poder participar pode, mas só recebe quem trabalhou todos os dias letivos do mês anterior. E essa remuneração também é diferenciada. Educador Infantil recebe somente 2/3 do abono do professor (PI). Entretanto nossas atribuições são as mesmas, o que inclui diário de turma e tudo. Mas me questiono: diário é obrigação de professor. Segundo a PBH nós não somos professoras.


Conforme lemos na carta da Secretária de Educação Básica, temos que admitir que quando era Secretária de Educação ela além de construir creches que não existia, já exigiu o nível de escolaridade correto, tanto é verdade que a luta das educadoras em BH-MG exclui esta reivindicação.

Em Belo Horizonte, a situação está bem mais evoluída do que em todo o estado do Rio de Janeiro, pelo menos possuem o reconhecimento como educadores, porém apesar de exercerem docência, não têm os mesmo direitos dos professores, como por exemplo, o direito de coordenação em horário de trabalho.

Porém o que falar de municípios como Angra dos Reis-RJ e Rio de Janeiro-RJ, onde os ainda chamados de auxiliares estão inseridos no Plano de Carreia da Administração, entre os cargos de nível fundamental, recebendo salários correspondentes ao que o município paga aos profissionais deste nível.

Ora, se para atuar em contato direto com as crianças é necessário ter a formação mínima de magistério em nível médio, e estamos sendo qualificados através do Proinfantil, nada mais justo que nos paguem de acordo com a formação necessária, mas o que acontece é que os municípios não mudaram suas leis municipais, no que diz respeito a qualificação necessária e a nomenclatura do cargo, quando passaram as creches da ação social para educação, desta forma recrutam mão-de-obra barata, depois qualificam conforme é exigido pelo governo federal, como resultado o município possui mão-de-obra qualificada, porém barata.


A secretária Maria Pilar Lacerda também vê diferença na função do Professor e do Educador de Creche,(o comentário da Educadora Marcelle acima faz esta confirmação) em BH não existe o cargo de Professor de Educação Infantil como em São Paulo por exemplo, concordamos em parte pois, o professor de outros segmentos não dão banho, avaliam o aluno através de provas/conceitos, não levam ao banheiro etc.


Nós aqui nunca almejamos sermos professores e sim professores de Educação Infantil, são duas funções que diferem uma da outra segundo todos os documentos do MEC, na verdade lutamos pelo reconhecimento de uma função que já cumprimos, é somente uma questão de justiça!

Sabemos sobre a autonomia dos municípios, inclusive sabemos que a regulamentação de nosso cargo somente será possível de ser realizada através de uma lei municipal. Percebemos que nosso problema não é a questão da falta de orçamento, mas sim o preconceito que a categoria sofre, na qual os municípios não reconhecem o trabalho que realizamos, tudo que a prendemos com documentos do próprio MEC, além de tudo que estamos aprendo no Proinfantil é jogado no lixo por muitos municípios.

Sabemos que o ator principal na Educação Infantil é de fato a criança pequena, sabemos também da necessidade de ampliação de vagas, mas como pensar em ampliar o número de vagas nas creches, construir novas creches, se há municípios que sequer têm orçamento para remunerar seus profissionais de acordo com a complexidade do cargo?


Não há como pensar em educação de qualidade com profissionais insatisfeitos, vendo seus direitos sendo lesados, por falta de valorização, péssimas condições de trabalho e carga horária excessiva, que tem contribuído para o acometimento de várias patologias entre os Auxiliares, como problemas nas cordas vocais, audição, síndrome do pânico, stress etc. É grave a situação dos profissionais de creche.

Mais uma vez ratificamos a necessidade de estarmos escrevendo para as autoridades da educação, acreditem, mesmo que não respondam tenham certeza que leêm!

Temos o direito garantido pela Constituição Federal para buscarmos nossos objetivos, a história diz que foi assim com todas as categorias vencedoras e nós seguiremos em frente rumo a vitória!derrubaremos esse preconceito!!!ainda seremos respeitados como merecemos.

AO FIM AS CRIANÇAS TAMBÉM AGRADECERÃO...

E-MAIL ENVIADO A SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA/MEC

Quem vem acompanhando o blog da Educação Infantil sabe que estamos numa luta incansável em busca de valorização aos profissionais de Educação Infantil não só de Angra dos Reis como também em todo país.

Mais uma vez resolvemos escrever para a Secretaria de Educação Básica Maria Pilar Lacerda.
Abaixo a carta na íntegra:


Ilma. Sra. Maria do Pilar Lacerda

Peço sua atenção para a leitura deste e-mail, pois sua compreensão e ajuda poderá ser muito útil para milhares de profissionais que atuam na educação infantil no Brasil, que hoje se encontram desmotivados, explorados e perseguidos politicamente pelos gestores de nossos municípios, simplesmente pelo fato de estarmos cobrando nossos direitos, nós, que ainda hoje somos chamados de pajens, monitores, ADIs, auxiliares de creche, sofremos com a falta de informação e o preconceito que existe contra a categoria.

Iniciamos falando sobre o FUNDEF (atual FUNDEB), criado por meio da Lei n.° 9.424, de 24 de dezembro de 1996, já previa o ingresso no plano de Cargos e Salários do Magistério do professor leigo após sua habilitação sem precisar prestar um novo concurso.

Artigo 9º:

"Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão, no prazo de seis meses de vigência desta Lei, dispor de novo Plano de Carreira e remuneração do Magistério de modo a assegurar:

I - A remuneração condigna dos professores do ensino fundamental público em efetivo exercício no magistério;

II - o estímulo ao trabalho em sala de aula;

III - a melhoria da qualidade do ensino.

§ 1° Os novos planos de carreira e remuneração do magistério deverão contemplar investimentos na capacitação dos professores leigos, os quais passarão a integrar quadro em extinção, de duração de cinco anos.

§ 2° Aos professores leigos é assegurado prazo de cinco anos para a obtenção da habilitação necessária ao exercício das atividades docentes.

§ 3° A habilitação a que se refere o parágrafo anterior é condição para ingresso no quadro permanente da carreira conforme os novos planos de carreira e remuneração."

Paralelamente, a LDB/1996 incluiu as creches (educação infantil) na primeira etapa da educação básica e também passou a exigir o magistério dos profissionais que atuam na educação infantil, destacamos os seguintes artigos da LDB:

Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.

Art. 30. A educação infantil será oferecida em:

I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade;

II - pré-escolas, para as crianças de quatro a cinco anos de idade.


Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal.


Mas a LDB omitiu a questão da indissociabilidade entre o cuidar e o educar na educação infantil. Afinal o professor de educação infantil, é um professor diferenciado, que acumula a função de cuidar. Desta forma é necessário aqui abrir um parênteses no intuito de lembrar que antes das creches serem consideradas a primeira etapa da educação básica, estando inserida na Secretaria de Educação, as creches eram ligadas a Secretaria de Ação Social, desta forma os profissionais que atuam diretamente com as crianças, em geral, eram mulheres e não era exigido nenhum nível de escolaridade, sendo apenas necessário gostar de crianças para atuar na função, que possuía diversas nomenclaturas como: pajem, babá, monitora, recreacionista, auxiliar de creche,etc.).

Justamente por esta origem os profissionais de educação infantil sofrem, até hoje, tantos preconceitos, gestores de diversos municípios não aceitam que os ainda chamados auxiliares de creche, entre outras nomenclaturas, sejam considerados professores, afinal tomam por inconcebível que um profissional que realizam trabalhos como, troca de fraldas das crianças sejam chamados de professores.

Um trecho da justificativa do PL 5446/2009 do Deputado Carlos Zarattini fala a respeito deste assunto.

A esse respeito, convém esclarecer que a maior parte dos docentes e demais profissionais de creche recebiam outras denominações antes e mesmo após a promulgação da Constituição Federal de 1988, porque as creches eram consideradas como instituições de natureza assistencial e não educativas.




A transferência das creches para o sistema educacional não alterou a natureza das funções que exerciam, ao contrário, apenas reconheceu que essas instituições sempre tiveram como objetivo propiciar a primeira formação da criança, ou seja, a creche foi reconhecida como o primeiro nível educacional: a educação infantil.

Afinal os profissionais que atuavam nas creches, como hoje, passavam mais tempo com as crianças do que os próprios pais das crianças, sendo assim o desenvolvimento das crianças estavam nas mãos desses profissionais, porém de forma precária, sem conhecimento científico.




Para resolver a questão da qualificação das profissionais foi determinado pelo Plano Nacional de Educação de 2001, no que diz respeito aos objetivos e metas para a educação infantil o seguinte:


5. Estabelecer um Programa Nacional de Formação dos Profissionais de educação infantil, com a colaboração da União, Estados e Municípios, inclusive das universidades e institutos superiores de educação e organizações não-governamentais, que realize as seguintes metas:

a) que, em cinco anos, todos os dirigentes de instituições de educação infantil possuam formação apropriada em nível médio (modalidade Normal) e, em dez anos, formação de nível superior;

b) que, em cinco anos, todos os professores tenham habilitação específica de nível médio e, em dez anos, 70% tenham formação específica de nível superior.**

6. A partir da vigência deste plano, somente admitir novos profissionais na educação infantil que possuam a titulação mínima em nível médio, modalidade normal, dando-se preferência à admissão de profissionais graduados em curso específico de nível superior.


O MEC a fim de esclarecer sobre quem são os professores de educação Infantil, quais suas atribuições, enfatizando o cuidar e o educar publicou diversos documentos:

Política Nacional de Educação Infantil:

Þ A Educação Infantil deve pautar-se pela indissociabilidade entre o cuidado e a educação.

Þ Assegurar a valorização das professoras e professores de Educação Infantil, promovendo sua participação em Programas de Formação Inicial para professores em exercício, garantindo, nas redes públicas, a inclusão nos planos de cargos e salários do magistério.

Þ Admitir somente novos profissionais na Educação Infantil que possuam a titulação mínima em nível médio, modalidade Normal. Formar em nível médio, modalidade Normal, todos os professores em exercício na Educação Infantil que não possuam a formação mínima exigida por lei.

Þ Extinguir progressivamente os cargos de monitor, atendente, auxiliar, entre outros, mesmo que ocupados por profissionais concursados em outras secretarias ou na secretaria de Educação e que exercem funções docentes.

Þ Implementar o programa de formação inicial para professores em exercício na Educação Infantil (Proinfantil), incentivando a participação dos estados, dos municípios e dos docentes.


Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil vol. 2, destacamos os seguintes pontos:

Quanto às professoras, aos professores e aos demais profissionais que atuam nas instituições de Educação Infantil:

11 Os profissionais que atuam diretamente com as crianças nas instituições de Educação Infantil são professoras e professores de Educação Infantil.

11.1 A habilitação exigida para atuar na Educação Infantil é em nível superior, pedagogia ou modalidade normal, admitindo-se, como formação mínima, a modalidade normal, em nível Médio.

11.2 Professores sem a formação mínima exigida por lei que exercem funções de professora ou professor de Educação Infantil, quer sejam titulares ou auxiliares, obterão a formação exigida com o apoio da instituição onde trabalham. Caso atuem na rede pública, contarão também com o apoio dos sistemas de ensino.



Revista Criança, edição nº 41, editada e distribuída pelo MEC:

Os dados do Censo Escolar 2004 demonstram a existência de aproximadamente 40 mil professores em exercício sem a devida formação. Tal fato justifica a ação do MEC de elaborar, em regime de colaboração com estados e municípios, um Programa para formar os professores de Educação Infantil – o PROINFANTIL.

Dessa forma, todos os que atuam na docência, nas redes pública ou privada sem fins lucrativos, e que muitas vezes são chamados de monitores, pajens, recreadores ou babás são o público alvo deste Programa. Neste contexto, o Departamento de Políticas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica (SEB) iniciou as discussões para a elaboração do PROINFANTIL.


E a Política Nacional para a Educação Infantil, na página 18, faz a seguinte definição:

“Entende-se por não docentes todos os funcionários da educação que não atuam em salas de atividades com as crianças.”


Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil volume 2 (retiramos um trecho do referencial, no qual atribui ao professor a tarefa de troca de fraldas).


TROCA DE FRALDAS

A organização do ambiente e o planejamento dos cuidados e das atividades com o grupo de bebês deve permitir um contato individual mais prolongado com cada criança. Enquanto executa os procedimentos de troca, é aconselhável que o professor observe e corresponda aos sorrisos, conversas, gestos e movimentos da criança. Para evitar que esse cuidado individualizado implique num longo tempo de espera para as demais crianças, ou se torne uma rotina mecanizada, é importante considerar o número de bebês sob a responsabilidade de cada professor, a localização e as condições do local de troca e a organização do trabalho."


Destacamos também um trecho do que temos lido no Proinfantil (Programa de Formação Inicial para Professores em exercício na Educação Infantil), podemos notar que o profissional que dá banho na educação infantil denominado professor.

Módulo II unidade 2, pág.45:

“Certa vez uma professora que, ao dar banho em um bebê, falava tanto com ele que sua reação parecia ser a de evitar contato com ele. Na melhor de suas intenções, essa educadora não estava percebendo que, ao invés de lhe proporcionar uma situação agradável, estava exagerando nos estímulos.

por outro lado, foram observadas, também situações em que o banho nas crianças era dado como se a professora estivesse trabalhando numa fábrica, ensaboando, enxugando e vestindo rapidamente as crianças, sem prestar atenção às tentativas que elas faziam para interagir com ela.


Infelizmente para o enfraquecimento da educação infantil no país, a grande maioria dos municípios ignora estes documentos. O que é mais preocupante é o fato de que até mesmo pessoas como membros do Conselho Nacional de Educação desconhece a história da educação infantil e as atribuições do Professor de Educação Infantil, que acumula a função de cuidar, fato este, que pode ser percebido através de alguns pareceres o CNE emitiu sobre o assunto.

Em fim, hoje a situação dos profissionais de educação infantil no país é critica. Em poucos municípios, os antigos Auxiliares de Creche foram reconhecidos como professores, um dos municípios pioneiros nesta regulamentação foi o município de São Paulo-SP.

Existem ainda os municípios que passaram a exigir o magistério para os profissionais que atuam nas creches em contato direto com as crianças, mas não atribuiu a estes profissionais a nomenclatura de professor, adotaram nomenclaturas diversas. Como exemplo temos o município de Belo Horizonte-MG, onde os profissionais são chamados de Educadores Infantis, porém não possuem os mesmos direitos dos professores, o que acentua o preconceito e a discriminação com os docentes que atuam na educação infantil.

Por fim, a maioria dos municípios no Brasil sequer realiza concurso com a exigência de magistério. Nos dias de hoje é comum ver municípios que ainda utilizam nomenclaturas ultrapassadas (monitor, pajem,...) e com a exigência de apenas nível fundamental. Como o caso dos municípios de Angra dos Reis e Rio de Janeiro-RJ. Nestes municípios os gestores possuem a mente de que deve existir a separação do cuidar e educar e deve continuar a predominar a hierarquização dos cargos.

Desta forma preconizam que deve existir aquele profissional com baixa escolaridade que será o responsável pelos cuidados. E fazem os planos de carreiras destes profissionais com baixos salários e com atribuições focadas nos cuidados e não admitem que alguém que seja responsável pelos cuidados seja chamado de professor.

Porém o que ocorre é que estes profissionais são os responsáveis diretos pela educação das crianças, planejam e executam atividades pedagógicas, no entanto o município nomeia as atividades como o nome de “Vida Diária”, numa tentativa de mascarar o trabalho pedagógico que desempenhamos, simplesmente para não nos remunerar como merecemos.

Os municípios de Angra dos Reis e Rio de Janeiro, como tantos outros, aderiram ao Proinfantil (Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil) a fim de capacitar os Auxiliares de Creches que se encontram de forma irregular atuando diretamente em sala de aula com crianças de 0 a 5 anos e onze meses, mas negam veementemente o direito a esses profissionais de serem enquadrados efetivamente na função que cumprimos que é a de Professor de Educação Infantil, alegam inconstitucionalidade por termos prestado o concurso público com o nível fundamental completo.



A inconstitucionalidade se dá quando se muda a natureza do cargo, algo que não acontece em nosso caso, pois continuaremos executar as mesmas atribuições, cuidar e educar crianças de 0 a 5 anos. Ora, se estamos sendo capacitados através do Proinfantil, estamos em exercício atuando na Educação Infantil, cumprimos as atribuições de Professores de Educação Infantil e ao Professor leigo é garantido o ingresso na carreira do Magistério sem a necessidade de prestarmos um novo concurso, não conseguimos entender por que tanta resistência vinda da parte dos administradores municipais.



Tem secretaria de educação, como a de Angra dos Reis, pregando que o município aderiu ao Proinfantil, simplesmente para nos prestar um favor, para que no futuro venhamos a ingressar em um novo concurso público para professor, mesmo mostrando todos os documentos e a legislação a secretaria se finge de cega, isso para continuar com mão-de-obra barata, porém qualificada.

Não podemos ser culpados pela falha gritante dos gestores por não ter exigido o nível de escolaridade correto no concurso público que no caso de Angra aconteceu em 2004 e 2008, já tendo se passado muito tempo da promulgação da LDB/96 e PNE/2001.

O prefeito do Município do Rio de Janeiro, Sr. Eduardo Paes enviou para a Câmara de Vereadores um Projeto Lei para abertura de concurso público para Professor de Educação Infantil, e pede também a ampliação de vagas de Agentes Auxiliares de Creche o que muito nos indigna, então esta prefeitura continua a separar o cuidar do educar? O que significa esta separação? Haja vista que segundo todos os documentos do MEC este profissional é um só.



Por que não vimos nenhuma ação do MEC para tentar impedir tantos erros que acabam comprometendo um trabalho exaustivo realizado pelos estudiosos da educação na criação dessa gama de documentos importantes na qual nós estamos nos baseando para cobrarmos nossos direitos e principalmente comprometendo uma educação de qualidade às crianças. Os sites de concursos já anunciam os procedimentos adotados pelo município do Rio de Janeiro

Quinta-feira, 19 de agosto de 2010

SME/RJ

PL cria vagas para professor e agente auxiliar

O projeto de lei nº 701/10 cria vagas e acrescenta novas chances para a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME/RJ). Estão previstas 3.356 ofertas para professor de educação infantil e 3.682 ao cargo de agente auxiliar de creche. Após a aprovação do documento, os professores serão selecionados por meio de concurso e as vagas de agentes serão preenchidas por candidatos do concurso anterior (2007) e algumas chances serão reservadas para uma nova seleção.

Salários e atribuições - De acordo com o PL, os professores de educação infantil precisarão possuir o ensino médio e terão a carga horária de 22h semanais. Os vencimentos podem chegar a R$ 1.297,24. Os profissionais serão responsáveis por planejar, executar e avaliar, junto com os demais docentes e equipe de direção, as atividades da unidade de educação infantil e propiciar condições para o oferecimento de espaço físico e de convivência adequados à segurança, ao desenvolvimento e ao bem-estar das crianças.

Para o cargo de agente auxiliar de creche exige-se o nível fundamental. De acordo com o edital anterior (2007), os vencimentos correspondem a R$ 461, 34 com uma jornada de 40h semanais. Os servidores são responsáveis por prestar apoio e participar do planejamento, execução e avaliação das atividades sociopedagógicas.

Notícia retirada do site JC concursos:

http://jcconcursos.uol.com.br/Concursos/Concursos-Previstos/secretaria-de-educacao-professor-e-agente-29032

Esta notícia nos parece inacreditável, pois se o governo federal, estadual e municipal estão investindo na formação inicial dos professores leigos (ainda chamados de agentes auxiliares de creche), através do Proinfantil, como é possível exigir apenas nível fundamental para recrutar novos profissionais. Será que a resposta está no salário oferecido R$ 461,34?

Já o cargo de professor de educação infantil que será criado, não terá a função de cuidar. Irão colocar um profissional denominado professor nas salas de aula das creches, até às 11:30h, como acontece em Angra dos Reis, para dizer que este é o profissional responsável pelo educar, já o cuidar será tarefa dos Agentes Auxiliares de Creche (AACs). O que é uma afronta ao trabalho que os AACs desenvolvem.

Acreditamos que a indissociabilidade entre cuidar e educar na educação infantil é algo completamente viável de se colocar papel, já que esta indissociabilidade já acontece na prática, em nosso cotidiano. São Paulo-SP já conseguiu regularizar a situação dos profissionais da área, como podemos constatar, através de um edital de abertura de um concurso público, que as atribuições do professor de educação Infantil do município engliba o cuidar e o educar.

1.3 O candidato aprovado no Concurso de que trata este Edital realizará as atividades de Professor de Educação Infantil, que exigem boa saúde física, mental, equilíbrio emocional, deambulação constante, disposição para o trabalho com crianças na faixa etária entre 0 (zero) a 5 (cinco) anos, consistindo em:

a) realizar atividades recreativas e trabalhos educacionais com crianças através de jogos, brincadeiras, desenhos e colagens.

b) acompanhar e orientar as crianças durante as refeições, estimulando a aquisição de bons hábitos alimentares, auxiliando as crianças menores na ingestão de alimentos na quantidade e forma adequada, oferecer mamadeira aos bebês, tomando o devido cuidado com o regurgito.

c) cuidar, estimular e orientar as crianças na aquisição de hábitos de higiene, trocar fraldas, dar banho e escovar os dentes.

d) observar o comportamento das crianças durante o período de repouso e no desenvolvimento das atividades diárias, prestando os primeiros socorros, quando necessário e/ou relatando as ocorrências não rotineiras à Chefia Imediata, para providências subsequentes;

e) administrar medicamentos conforme prescrição médica, quando necessário, desde que solicitado pelos pais e/ou responsáveis;

f) garantir a segurança das crianças na Unidade Educacional.

g) cuidar do ambiente e dos materiais utilizados no desenvolvimento das atividades, organizando os objetos de uso pessoal das crianças.



Sabemos do empenho e da expectativa de Vsa em ajudar a promover uma educação nacional de qualidade, por conta disso vimos solicitar que seja tomada providências no sentido de não permitir que seja feita injustiças contra profissionais que já contribuíram imensamente para a educação das crianças de 0 a 5 anos e 11 meses, necessitamos de um intervenção com urgência, por conta disso solicitamos:

1) Que seja cobrado um Parecer dos órgãos competentes no sentido de esclarecer de uma vez por todas, qual a identidade e as atribuições dos profissionais ainda hoje chamados de Auxiliares, Pajens, babás, recreacionistas, Crecheiras etc.

2) Uma reunião com a Secretaria de Educação Básica, Maria Pilar Lacerda.

3) Que sejam tomadas medidas como: estipular que as verbas para a Educação Infantil somente sejam liberadas integralmente mediante a regulamentação da situação do profissional de Educação Infantil ou aumentarem as verbas para os municípios cujo a lei esteja sendo cumprida quanto aos profissionais que atuam na Educação Infantil diretamente em sala de aula.

Desde já agradecemos pela atenção e guardamos ansiosas um retorno,


Cristiane de Melo Cabral e Leomárquia Gonçalves.







quinta-feira, 19 de agosto de 2010

PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL CADA VEZ MAIS FORTES E UNIDOS!

Comentários retirados das postagens:RESENDE-RJ SINALIZA SOBRE A VALORIZAÇÃO DOS MONITORES DE CRECHE e ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL.

"Aqui no Guarujá somos chamadas de ADIs. Temos o trabalho de "cuidar" e educar, não vejo problema emfazer isso,só acredito que deveríamos ter uma carga horária menor. Aqui,trabalhamos 8 horas por dia, chegamos em casa exaustas e sempre preocupadas com o que faremos para melhorar nosso trabalho.

Alguém conhece alguma lei que diga a carga correta para professores de educação infantil? Precisamos lutar pelos nossos direitos..."

Abraços, Giselle Galotti


Olá Gisele, seja bem vinda ao Blog dos Professores de Educação Infantil,

Nós, assim como vocês aí de Guarujá-SP trabalhamos por prazer, gostamos de cuidar e educar nossas crianças, o que não achamos justo é a falta de valorização, as péssimas condições de trabalho e a carga horária excessiva que tem feito muitos Auxiliares de Creche adoecerem.


Se os professores de outros seguimentos com carga horária de quatro horas e meia reclamam que ficam exautos e com problemas de saúde, imagine nós que permanecemos dentro da sala de aula sete, oito horas por dia! Mas por conta do preconceito os gestores , que nos tratam como escravos, acham que temos que aguentar o "batente".


Não sabemos de nenhuma lei específica que regulamente a carga horária do Professor de Educação Infantil, alguns poucos municípios fizeram concurso pra este cargo mas a carga horária exigida foi maior do que a dos professores dos outros segmentos, algo inaceitável, pois já foi observado por estudiosos da educação que quanto menos idade tem a a criança, maior é desgaste do profissional, mas podemos mudar isso sabe como? União e luta! dizendo: Chega! Não! acabou! de braços cruzados as coisas ficarão como estão...



"olá sou da cidade de praia grande llitoral de são paulo e aquí também não é muto diferente.aquí o profissional que trabalha na creche é chamado de atendente de educação!ninguem merece!!!!!!!!!!!!!!!!! estamos lutando para mudar isto.o piso nacional,pagamento de hora-atividades,plano de carreira do magistério,já que dizem que não somos professores.vale notar quetodos aquí todos tem magistério e quase que toda sua totalidade tem curso de pedagogia já que é exigência do município em concurso. "


Olá anônimo(a) de Praia Grande - SP,

Falta tudo para o Profisisonal de creche, mas nomeclaturas temos com fartura:Atendente de Educação, Auxiliar de Creche,Agente Auxiliar de Creche, Auxiliar de Recreação, Recreacionista, Pajem, Monitor,Assitente de Educação Infantil, educador Infantil, crecheiro, Auxiliar de Desenvolvimento Infantil e etc.

O caso de vocês é parecido com os educadores de Belo Horizonte, pelo que entendemos o concurso público que prestaram fêz a exigência do nível de escolaridade correto, não há o que discutir, mas os administradores se recusam a admitir que o Professor de Educação Infantil merece todo respeito e igualdade com os demais professores, acham que trocar fraldas e dar banho desmerece e diminue a profissão docente.

Continue a lutar, não desanime, entre em contato com as Educadoras de Belo Horizonte MG através do blog:

http://educacaoinfantilpbh.blogspot.com/

Mande-nos seu e-mail pois temos um documento para te enviar, garantimos o anonimato.

Abraços a todos(as)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

ATENÇÃO AUXILIARES DE CRECHE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO:MANIFESTAÇÃO EM FRENTE A ALERJ

Marcia disse...
Amigos de Angra e dos demais municípios do Rio de Janeiro:

"Vamos nos organizar para juntos fazermos uma grande manifestação em frente da ALERJ antes das eleições para cobrarmos juntos do governo federal e do estadual uma posição sobre o nosso cargo com tudo que diz o proinfantil. Esse curso é assinado pelo ministro e o presidente da república. Será que a assinatura deles não vale nada? O nosso governador, assim como o nosso presidente, devem se responsabilizar por colaborar com os municípios estarem nos explorando nos formando professores sem nos aproveitar para este cargo que já estamos exercendo."

MANIFESTAÇÃO JÁ!



Bem colegas Auxiliares de Creche de todo estado do Rio de Janeiro, a luta já começou! vamos arregaçar as mangas e partirmos rumo ao nosso reconhecimento como Professores de Educação Infantil, vamos nos unir aos colegas do município do Rio de Janeiro e participarmos desta grande manifestação com data a ser confirmada, pedimos que aguardem.

Chega de exploração, vamos tirar a mordaça!


"Bem vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer..."

domingo, 8 de agosto de 2010

LIÇÕES DO PROINFANTIL:SOLUÇÕES PARA O COMPLETO BEM-ESTAR DA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL,MAS PELO JEITO, A LONGO PRAZO...

Vamos estudar mais alguns trechos dos livros do PROINFANTIL:

MÓDULO I UNIDADE 5
Pág.25

No início dos anos 90, já sob a Constituição federal de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente, que tratavam a educação da criança menor de 7 anos nos respectivos capítulos da educação, várias iniciativas foram tomadas com o objetivo de viabilizar processos de formação de educadores(as)para a primeira infância.

Em algumas cidades brasileiras, como Belo Horizonte e São Paulo, os(as) educadores(as) de creches passaram a se organizar para refletir sobre questões relativas a sua condição profissional. Lutando por reconhecimento social da atividade que exercem, procuram mostrar a importância do trabalho que desenvolvem e dos conhecimentos construídos ao longo de muitos anos de experiências.

Os(as) profissionais de creches, hoje reconhecidos como professores(as) tem procurado mostrar a abrangência de seu trabalho, que supõe um conhecimento amplo e habilidades para proporcionar à criança experiências enriquecedoras e bem-estar físico e emocional.

Em alguns municípios do Estado de São Paulo esta luta resultou na transformação do cargo de ADIs em PDIs, já em Belo Horizonte pelo que temos notícias mesmos o concurso público ter exigido a escolaridade correta, esses profissionais não possuem os mesmos direitos dos outros professores de outros segmentos. Em Angra não temos o direito de tentar mudar nossa situação, estamos sendo cercados por todos os lados, sofremos todo tipo de pressão de alguns responsáveis pela Secretaria de Educação do município, querem nos calar a todo custo, usam e abusam do poder que temporariamente tem em mãos para nos desrespeitar como cidadãos livres e democráticos.


Pág 27

Grande parte dos educadores de creches e pré-escolas, assim como você, está voltando para a escola para complementar a escolaridade e adquirir formação profissional na área da educação infantil. Isto representa um outro momento da trajetória da construção do (a) profissional da educação infantil, tanto do ponto de vista dos direitos dos(as)profissionais de complementarem a escolaridade básica quanto no que se refere ao aprimoramento do trabalho com a criança.


Como podemos ler acima, não nos foi feito um "favor" oferecendo-nos o PROINFANTIL, temos o direito de termos a formação correta para atuar na Educaçãso Infantil que o nível médio normal, se nossos gestores se preocupassem realmente com a Educação Infantil diriam que este curso "veio tarde".

pág 31

A formação que você tem agora a oportunidade de realizar é, então, uma situação privilegiada. Você já possui a experiência em Educação Infantil. Nesse caso, você já vem enfrentando os inúmeros desafios que a prática coloca no seu dia-a-dia.

Já construiu, ao longo de sua experiência, saberes e formas de interpretar e agir que podem ou não coincidir com os conhecimentos teóricos que passará a estudar. As diferenças, longe de serem um problema, serão frutíferas para o conhecimento dos (as) professores(as) em processo de formação, assim como para aqueles(as) que se responsabilizam por esses cursos.

Pag.33

Como já dissemos, os desafios da formação dos (as) professores(as) não serão enfrentados por setores isolados. Há um esforço próprio do (a) professor (a) nesse processo. Mas uma formação entendida em sentido amplo depende da criação de condições adequadas pelos poderes públicos, responsáveis por assegura uma educação de qualidade a todas as crianças.

Dentre as ações que dependem diretamente do poder público está, sem dúvida, a estruturação de processos formais, que ofereçam formação escolar e profissional, como este curso no qual você está participando.

Esses processos, no entanto, não são suficientes.Um dos grandes desafios da atualidade é a valorização dos (as) profissionais por meio da estruturação de carreiras nos sistemas públicos de ensino que incorporem o (a) profissional da educação Infantil, oferecendo-lhe condições de trabalho e salários compatíveis com a importância e complexidade de seu trabalho.

Este trecho parece uma piada para nós em Angra dos Reis, sabemos da responsabilidade do Governo Federal que nos oferece um excelente curso, talvez o mais completo e específico direcionado às crianças da Educação Infantil, também o Estado tem cumprido seu papel, mas o Município até hoje não fornece o transporte para os professores cursistas que ganham o salário mínimo da prefeitura e ainda tem que tirar deste mísero salário o dinheiro de passagem para frenquentarem o curso.

Muitos deles faltam as aulas por falta de condições financeiras prejudicando assim seu aprendizado, sobre alimentação é outra triste realidade, na fase das aulas quinzenais com inicío de 08:00 às 16:00h, foi fornecido a nós cursitas somente após denúncia ao MEC(mais ou menos seis meses após o início do curso)um lanche que eles chamaram de "reforçado" que durou mais ou menos dois meses, ao passar do tempo esse lanche reforçado se transformou em uma garrafa de suco, pão com calabreza e até pão com ovo.

Na fase presencial de três semanas com entrada as 17:30 e saída às 22:45 com término nesta sexta feira passada, os cursistas saíam das creches às 17:00h direto para o local do curso, pagando passagem do próprio bolso e tomando simplesmente um cafezinho com biscoito cream Cracker seco oferecido pelo município. Esta é a alimentação expressa no contrato firmado entre o Município e o Estado/Governo Federal? O que está acontecendo em Angra dos Reis? Por que esta falta de respeito com o educador da Educação Infantil que é somente uma vítima da falta de observação (para não dizer outra coisa) dos organizadores do concurso.

Quanto as ações desenvolvidas para oferecer aos educadores de creches salários compatíveis com a complexidade do cargo como citado na página 33 do livro do Proinfantil, em uma reunião que tivemos na Câmara de Vereadores para tratarmos do assunto valorização de nossa categoria, a representante da Secretaria de Educação disse que não tem como equiparar nossos salários aos dos professores, isso é completamente inviável, que era melhor fechar as creches, nesse momento uma representante da categoria tomou a palavra e disse que não há como pensar em educação de qualidade num governo que remunera mal seus profissionais de Educação Infantil.

E por falar em reunião na Câmara de vereadores, fomos convidados a comparecermos na Câmara de Vereadores no dia 07 e no dia 21/06/2010 para discutirmos sobre nossos direitos como educadores de creches, quase todos os representantes foram liberados por seus chefes imediatos com a condição de apresentarmos a declaração de comparecimento à Câmara, inclusive dia 21/06 fomos convidados através de uma carta convite formal da Comissão de Educação(exigida pela própria Secretaria de Educação), o que aconteceu? Foi descontado de todos os funcionários o tempo que permaneceram na Câmara de Vereadores representando sua categoria em seus salários, e há quem levou falta em toda sua jornada de trabalho, perdendo assim seu direito a licença prêmio e outros direitos.

Tirem suas próprias conclusões: Em Angra há democracia? podemos lutar por melhores salários???


Pág 35

A profissionalização, como vimos, deve ser entendida como direito dos (as) profissionais da Educação Infantil. Nesse processo, a formação escolar e profissional é o primeiro passo. Há ainda uma longa caminhada que precisa ser percorrida coletivamente. Na sua cidade, existe algum processo de organização com os (as) profissionais de Educação Infantil? para lutar por seus direitos? Há representação de sindicato de professores(as)? Se há, qual é a participação dos (as) professores(as) da educação Infantil?

Procure se informar conversando com colegas da Educação Infantil sobre esses assuntos. A reflexão coletiva é o caminho necessário para a busca de soluções.


Sobre organização de nossa categoria, isso é impossível em Angra,os funcionários estão acuados, temerosos, se alguém questionar algo logo vem a ordem para transferência, há sempre uma reação imediata da Secretaria de Educação, como aconteceu tempos atrás onde nossa rotina foi toda modificada por conta de nossas reivindicações, fomos proibidos de confeccionar o Projeto Político Pedagógico junto aos professores, como sempre aconteceu, pois como somos nós que passamos a maior parte do tempo com as crianças, logo somos nós que sabemos qual a melhor linha de ação para criar o PPP.

Mas a história é tão confusa que apesar de não participarmos mais da elaboração dos projetos oficiais, planejamos e executamos atividades pedagógicas, só que a Secretaria de Educação chama nossas tividades pedagógicas de atividades de vida diária.

MÓDULO III UNIDADE 1
Pag.43
Quanto à função social da Educação Infantil em creches e pré-escolas, esta é uma questão omitida pela LDB, embora já definida em documentos da política educacional anteriores e posteriores a LBD. Está explicito nesses documentos que a Educação Infantil deve cumprir duas funções complementares e indissociáveis: cuidar e educar.

Como exemplo dessa definição em documentos anteriores a LDB, citamos:
1- Um documento SEF/MEC intitulado Política Nacional de Educação Infantil
(Brasil, 1994.p.17):" As particularidades desta etapa de desenvolvimento exigem que a Educaçãso Infantil cumpra duas funções complementares e indissociável:cuidar e educar, complementando os cuidados e a educação realizados na família(...)".

Outro documento SEF/MEC, "Proposta Pedagógica e Currículo em Educação Infantil" que é anterior a LDB, embora, como a LDB, seja de 1996. Assim, diz este documento:"As instituições de cuidado e educação Infantil coletivas podem ser espaços privilegiados de socialização e aprendizagem para as crianças, desde que o trabalho esteja adequadamente organizado e que seja assumida a função social de educar e cuidar das crianças"(BRASIL,1996, p.17).

Posteriors à LDB, temos outros documentos que também explicitam o cuidar e o educar como dupla e indissociável função da Educação Infantil. Vejamos, como exemplo, o que diz o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil(BRASIL,2001.v.1.p.23):
-Nas últimas décadas, os debates em nível nacional e internacional apontam para a necessidade de que as instituições de educação Infantil incorporem de maneira integrada as funções de educar e cuidar, não mais diferenciando nem hierarquizando os profissionais e instituições que atuam com as crianças pequenas e/ou aqueles que trabalham com as maiores.

A educação Infantil guarda uma especificidade com relação à formação dos seus profissionais, porque:

-No caso da Educação Infantil, que abrange o atendimento às crianças de 0 a 6 anos em creches e pré-escolas, exigindo que o profissional cumpra as funções de cuidar e educar, o desafio da qualidade se apresenta com uma dimensão maior, pois é sabido que os mecanismos atuais de formação não contemplam esta dupla função. É preciso, portanto,(...)que esta formação seja orientada pelos pressupostos e diretrizes expressos na Política de Educação infantil(BARRETO,1994.p.13).

Aproveitando a omissão da LDB em citar claramente a indissociabilidade entre o cuidar/e educar na Educação Infantil, os gestores fazem-se de desentendidos e ignoram todos os outros inúmeros documentos que esclarecem que na Educação Infantil essa função é diferenciada e cumprida por um único profissional junto à criança em todos os seus aspectos, físicos, cognitivos e pscológicos.

Solange Jobim, e Souza e Kramer(1994), discutindo a formação do profissional da Educação Infantil, questionam a possibilidade de se concretizar um trabalho com a infância que seja voltado para a construção da cidadania, e também. como estudamos, voltado também para a ética e para o respeito, sem que os adultos envolvidos nesse processo também sejam considerados da mesma forma. Segundo as autoras, isso implica o entendimento de que os mecanismos de formação sejam percebidos como prática social inevitavelmente coerentes com a prática que se pretende implantar, implicando salários, planos de carreira e condições de trabalho dignas(p.54-55).

....E da mesma forma que os profissionais e as instituições de Educação Infantil-sejam elas creches ou pré-escolas- não devem ser diferenciados nem hierarquizados-nem entre si e nem com relação(às) professores(as) dos outros níveis de ensino-as crianças atendidas por essas instituições também devem ser respeitadas na sua indidualidade, mesmo na diversidade-social-cultural,étnica,afetiva,cognitiva- em toda e qualquer esfera do desenvolvimento em que essa diversidade se manifeste.

Talvez a resposta para tanto descaso e covardia sejam as declarações de profundo arrependimento pela adesão ao PROINFANTIL feitas por algumas pessoas que autorizaram a vinda do curso pra Angra.Ou seja: Como estava, estava melhor.Pra eles...


Queremos diálogo, valorização profissional e trabalhar em paz, as crianças precisam perto delas de profissionais motivados!

Como nos ensinou PAULO FREIRE:

Educação é uma prática de liberdade. Por isso jamais pode rimar com DITADURA